AREsp 2687230 - DECISAO
A busca pessoal foi considerada ilícita porque, segundo as circunstâncias descritas pelas instâncias, a única justificativa foi o fato de o acusado dirigir‑se a local conhecido pela prática de crimes em horário suspeito, sem menção a atitude concreta (fuga, dispensar objeto, diligências prévias) que configurasse fundada suspeita nos termos do art. 244 do CPP; assim, as provas dela decorrentes são ilícitas e, por ausência de comprovação da materialidade, o recorrido foi absolvido com fundamento no art. 386, II, do CPP.
- Parties
- Agravante/recorrente: ADMILSON RODRIGUES ALVES; Parte Contrária/ministerio Publico: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 11 February 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Análise Do Recurso Especial Após Admissibilidade Do Agravo
- Outcome
- Conheço do recurso especial e dou-lhe provimento para reconhecer a ilicitude das provas decorrentes da busca pessoal, com a consequente absolvição do recorrente da prática dos delitos previstos no art. 14 da Lei n. 10.826/2003 e art. 244‑B da Lei n. 8.069/1990, com fundamento no art. 386, II, do CPP.
- Legal Topics
- Busca Pessoal, Fundada Suspeita, Ilegitimidade De Provas, Nulidade, Absolvição Por Ausência De Provas Residuais
Case Brief
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Parties
ADMILSON RODRIGUES ALVES
Agravante/recorrente
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Parte Contrária/ministerio Publico
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Análise Do Recurso Especial Após Admissibilidade Do Agravo
Legal Issues
- 1 Ilicitude da busca pessoal por ausência de fundada suspeita prevista no art. 244 do CPP
- 2 Validade das provas decorrentes de busca pessoal
- 3 Aplicação do art. 386, II, do CPP para absolvição
Ratio Decidendi
A busca pessoal foi considerada ilícita porque, segundo as circunstâncias descritas pelas instâncias, a única justificativa foi o fato de o acusado dirigir‑se a local conhecido pela prática de crimes em horário suspeito, sem menção a atitude concreta (fuga, dispensar objeto, diligências prévias) que configurasse fundada suspeita nos termos do art. 244 do CPP; assim, as provas dela decorrentes são ilícitas e, por ausência de comprovação da materialidade, o recorrido foi absolvido com fundamento no art. 386, II, do CPP.
Court Disposition
Conheço do recurso especial e dou-lhe provimento para reconhecer a ilicitude das provas decorrentes da busca pessoal, com a consequente absolvição do recorrente da prática dos delitos previstos no art. 14 da Lei n. 10.826/2003 e art. 244‑B da Lei n. 8.069/1990, com fundamento no art. 386, II, do CPP.
Orders
- Reconhecer a ilicitude das provas decorrentes da busca pessoal
- Absolver o recorrente com fundamento no art. 386, II, do CPP
Full Case Text
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