AREsp 3031994 - DECISAO
A busca pessoal realizada foi ilícita porque não havia fundada suspeita demonstrada por elementos objetivos, sendo o mero nervosismo insuficiente para autorizar a revista nos termos do art. 244 do CPP; assim, a apreensão do aparelho celular é ilícita e, pela teoria dos frutos da árvore envenenada, todos os atos posteriores são nulos, devendo o recorrente ser absolvido da imputação de receptação.
- Parties
- Agravante/recorrente: JOÃO VITOR PACHECO DE ALMEIDA; Órgão Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP); Interveniente/manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 November 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
- Outcome
- Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial para reconhecer a ilicitude das provas obtidas em busca pessoal e absolver recorrente da imputação de receptação, nos autos da Ação Penal n. 1522891-33.2023.8.26.0228 (16ª Vara Criminal de São Paulo), com fulcro nos arts. 157, § 1º, e 386, II, ambos do CPP.
- Legal Topics
- Busca Pessoal, Fundada Suspeita, Provas Ilícitas, Receptação, Nulidade Das Provas, Teoria Dos Frutos Da Árvore Envenenada
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
JOÃO VITOR PACHECO DE ALMEIDA
Agravante/recorrente
Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP)
Órgão Recorrido
Ministério Público Federal
Interveniente/manifestante
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Julgamento
Legal Issues
- 1 Se o mero nervosismo constitui fundada suspeita para autorizar busca pessoal sem mandado
- 2 Se a busca pessoal e a apreensão subsequente configuram prova ilícita e devem ser anuladas por aplicação da teoria dos frutos da árvore envenenada
- 3 Aplicação do art. 244 do CPP às buscas pessoais
Ratio Decidendi
A busca pessoal realizada foi ilícita porque não havia fundada suspeita demonstrada por elementos objetivos, sendo o mero nervosismo insuficiente para autorizar a revista nos termos do art. 244 do CPP; assim, a apreensão do aparelho celular é ilícita e, pela teoria dos frutos da árvore envenenada, todos os atos posteriores são nulos, devendo o recorrente ser absolvido da imputação de receptação.
Court Disposition
Conheço do agravo e dou provimento ao recurso especial para reconhecer a ilicitude das provas obtidas em busca pessoal e absolver recorrente da imputação de receptação, nos autos da Ação Penal n. 1522891-33.2023.8.26.0228 (16ª Vara Criminal de São Paulo), com fulcro nos arts. 157, § 1º, e 386, II, ambos do CPP.
Orders
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment