REsp 2151207 - DECISAO
O STJ conheceu em parte do recurso especial, mas negou-lhe provimento: não conheceu das alegações relativas aos arts. 3º do CPP e 502 do CPC por ausência de prequestionamento (incidência das súmulas do STF) e, no mérito, manteve o entendimento de que o cômputo em dobro da pena cumprida no IPPSC é devido conforme a Resolução CIDH de 22/11/2018; contudo, a exigência de realização do exame criminológico para determinados crimes não pôde ser imposta ao apenado que já cumpre pena em regime aberto diante da inexistência de previsão legal para que a SEAP realize tais perícias, não devendo o apenado ser prejudicado pela omissão estatal.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Agravado: NICHOLAS SOUZA DE LIMA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 12 July 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (conheço Em Parte E Nego Provimento)
- Outcome
- Recurso especial conhecido em parte e negado provimento.
- Legal Topics
- Cômputo Em Dobro Da Pena, Exame Criminológico, Resolução Da Corte Interamericana De Direitos Humanos De 22/11/2018, Prequestionamento, Súmulas 282, 283, 356 Do STF, Progressão De Regime
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Recorrente
NICHOLAS SOUZA DE LIMA
Agravado
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão Do Superior Tribunal De Justiça (conheço Em Parte E Nego Provimento)
Legal Issues
- 1 necessidade de exame criminológico para cômputo em dobro previsto na Resolução CIDH de 22/11/2018
- 2 prequestionamento como requisito de admissibilidade do recurso especial (arts. 3º CPP e 502 CPC)
- 3 aplicação e alcance da Resolução da Corte Interamericana de Direitos Humanos de 22/11/2018
Ratio Decidendi
O STJ conheceu em parte do recurso especial, mas negou-lhe provimento: não conheceu das alegações relativas aos arts. 3º do CPP e 502 do CPC por ausência de prequestionamento (incidência das súmulas do STF) e, no mérito, manteve o entendimento de que o cômputo em dobro da pena cumprida no IPPSC é devido conforme a Resolução CIDH de 22/11/2018; contudo, a exigência de realização do exame criminológico para determinados crimes não pôde ser imposta ao apenado que já cumpre pena em regime aberto diante da inexistência de previsão legal para que a SEAP realize tais perícias, não devendo o apenado ser prejudicado pela omissão estatal.
Court Disposition
Recurso especial conhecido em parte e negado provimento.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
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