REsp 2178537 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso especial porque, embora se reconheça a obrigação decorrente da Resolução da CIDH quanto ao cômputo em dobro das penas cumpridas no IPPSC e a previsão de exame criminológico para condenados por crimes contra a vida, no caso concreto a realização do exame mostrou-se impossível por desídia estatal (negativa das classes profissionais e circunstâncias fáticas) e o apenado já se encontra em liberdade/regime aberto; assim, não se pode prejudicar o condenado pela ineficiência estatal, e o Juízo da Execução corretamente considerou o exame desnecessário na situação concreta.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 December 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão Final)
- Outcome
- nega provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Cômputo Em Dobro Da Pena, Exame Criminológico, Resolução Da Corte Interamericana De Direitos Humanos (22/11/2018), Regime Aberto, Responsabilidade Administrativa Do Estado
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Julgamento No Superior Tribunal De Justiça (decisão Final)
Legal Issues
- 1 Obrigatoriedade de realização de exame criminológico nos termos dos itens 128-130 da Resolução CIDH de 22/11/2018 para condenados por crimes contra a vida
- 2 Aplicabilidade do cômputo em dobro da pena cumprida no Instituto Penal Plácido de Sá Carvalho
- 3 Se a impossibilidade prática de realização dos exames por desídia estatal autoriza indeferir a exigência do exame
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso especial porque, embora se reconheça a obrigação decorrente da Resolução da CIDH quanto ao cômputo em dobro das penas cumpridas no IPPSC e a previsão de exame criminológico para condenados por crimes contra a vida, no caso concreto a realização do exame mostrou-se impossível por desídia estatal (negativa das classes profissionais e circunstâncias fáticas) e o apenado já se encontra em liberdade/regime aberto; assim, não se pode prejudicar o condenado pela ineficiência estatal, e o Juízo da Execução corretamente considerou o exame desnecessário na situação concreta.
Court Disposition
nega provimento ao recurso especial
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
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