REsp 2112272 - DECISAO
O recurso não foi conhecido porque a alegada violação do art. 3º do CPP c/c art. 502 do CPC não apresenta comando normativo específico e a matéria não foi devidamente prequestionada na instância ordinária, atraindo o óbice da Súmula 284/STF; subsidiariamente, mesmo superando tais vícios, a jurisprudência do STJ e as circunstâncias do caso (aposentadoria condicional do apenado desde 2018 e impossibilidade prática de realização do exame pela SEAP) justificam dispensar a realização do exame criminológico nos moldes da Resolução CIDH para fins de cômputo em dobro, de modo que a decisão de cômputo em dobro deve ser mantida.
- Parties
- Recorrente: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO; Recorrido (apenado): Recorrido
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 April 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Não Conhecimento Do Recurso Especial (decisão De Não Conhecimento)
- Outcome
- Recurso não conhecido
- Legal Topics
- Cômputo Em Dobro Da Pena, Exame Criminológico, Resolução CIDH 22/11/2018, Prequestionamento, Medidas Provisórias Da CIDH
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO
Recorrente
Recorrido
Recorrido (apenado)
Procedural Posture
Recurso Especial / Não Conhecimento Do Recurso Especial (decisão De Não Conhecimento)
Legal Issues
- 1 Imposição de exame criminológico nos moldes dos itens 129 e 130 da Resolução CIDH de 22/11/2018 como requisito para cômputo em dobro da pena
- 2 Admissibilidade do recurso especial em face da ausência de prequestionamento e deficiência de fundamentação (Súmulas 282/284/356 STF)
- 3 Possibilidade de dispensar exame criminológico diante da ineficácia estatal ou da impossibilidade prática de sua realização
Ratio Decidendi
O recurso não foi conhecido porque a alegada violação do art. 3º do CPP c/c art. 502 do CPC não apresenta comando normativo específico e a matéria não foi devidamente prequestionada na instância ordinária, atraindo o óbice da Súmula 284/STF; subsidiariamente, mesmo superando tais vícios, a jurisprudência do STJ e as circunstâncias do caso (aposentadoria condicional do apenado desde 2018 e impossibilidade prática de realização do exame pela SEAP) justificam dispensar a realização do exame criminológico nos moldes da Resolução CIDH para fins de cômputo em dobro, de modo que a decisão de cômputo em dobro deve ser mantida.
Court Disposition
Recurso não conhecido
Orders
- Não conheço do recurso especial, com fundamento no art. 932, inciso III, do CPC, e no art. 255, § 4º, inciso I, do RISTJ.
- Intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
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