Rcl 48657 - DECISAO
O Tribunal concluiu que a ordem de desentranhamento proferida no HC n. 902.195/RS determinou o desentranhamento das provas obtidas da extração dos dados do aparelho celular, mas não estendeu automaticamente tal desentranhamento ao chip de operadora, que, na avaliação do juízo de origem, constitui fonte de prova independente; incumbirá ao juízo singular identificar e desentranhar, na forma do art. 157 do CPP, os elementos de convicção ilegítimos e verificar se subsistem provas autônomas suficientes para o prosseguimento da ação; assim, a reclamação foi julgada improcedente e a liminar revogada.
- Parties
- Reclamante: MARIZAN DE FREITAS; Reclamado: JUIZ DE DIREITO DA 1A VARA JUDICIAL DE PAROBÉ - RS; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - MPRS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 26 November 2025
- Procedural Posture
- Reclamação / Decisão
- Outcome
- julgo improcedente a presente reclamação e revogo a liminar anteriormente deferida
- Legal Topics
- Cadeia De Custódia, Prova Ilícita, Desentranhamento De Provas, Dados De Chip De Telefonia, Pronúncia, Preclusão
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
MARIZAN DE FREITAS
Reclamante
JUIZ DE DIREITO DA 1A VARA JUDICIAL DE PAROBÉ - RS
Reclamado
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL - MPRS
Manifestante
Procedural Posture
Reclamação / Decisão
Legal Issues
- 1 Se a decisão do Juízo de 1ª Vara observou ou descumpriu a ordem do HC n. 902.195/RS de desentranhamento das provas extraídas de aparelho celular
- 2 Se os dados extraídos do chip de telefonia devem ser considerados fonte de prova independente do aparelho e, portanto, válidos
- 3 Se depoimentos de testemunhas que fazem referência a provas anuladas são provas ilícitas por derivação
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que a ordem de desentranhamento proferida no HC n. 902.195/RS determinou o desentranhamento das provas obtidas da extração dos dados do aparelho celular, mas não estendeu automaticamente tal desentranhamento ao chip de operadora, que, na avaliação do juízo de origem, constitui fonte de prova independente; incumbirá ao juízo singular identificar e desentranhar, na forma do art. 157 do CPP, os elementos de convicção ilegítimos e verificar se subsistem provas autônomas suficientes para o prosseguimento da ação; assim, a reclamação foi julgada improcedente e a liminar revogada.
Court Disposition
julgo improcedente a presente reclamação e revogo a liminar anteriormente deferida
Orders
- Reclamação julgada improcedente
- Revogada a liminar anteriormente deferida
Full Case Text
Judgment text and source record
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