REsp 2065816 - ACORDAO
Verificou-se nos autos que a extração de dados do aparelho celular foi realizada sem controle técnico ou formal, com revezamento aleatório entre diversos policiais, contradições sobre quem acessou o dispositivo e ocorrência de troca de aparelhos, bem como documentos trazidos não sanaram as irregularidades; essas falhas colocam sérias dúvidas sobre a autenticidade e integridade da única prova de autoria, sendo ônus do Estado demonstrar a integridade das fontes de prova, de modo que a prova foi considerada ilícita e a impronúncia restabelecida; consequentemente, negou-se provimento ao agravo regimental.
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ; Acusado: Kauan Antônio Silva de Jesus; Acusado: ABDUL KARIM SATE; Acusado: HELTON RODRIGO DA SILVA; Acusado: PAULO HENRIQUE ALVES DA PALMA; Acusado: RAFAEL DE ALMEIDA; Acusado: VANDERSON DA SILVA DE ANDRADE
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 November 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Recurso Especial / Julgamento Em Sessão Virtual (sessão Virtual De 06/11/2025 a 12/11/2025)
- Outcome
- Agravo regimental não provido; restabelecida a decisão de impronúncia proferida em primeiro grau
- Legal Topics
- Cadeia De Custódia, Prova Ilícita, Provas Derivadas, Extração De Dados De Aparelho Celular, Homicídio Qualificado, Impronúncia
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DO PARANÁ
Agravante
Kauan Antônio Silva de Jesus
Acusado
ABDUL KARIM SATE
Acusado
HELTON RODRIGO DA SILVA
Acusado
PAULO HENRIQUE ALVES DA PALMA
Acusado
RAFAEL DE ALMEIDA
Acusado
VANDERSON DA SILVA DE ANDRADE
Acusado
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Recurso Especial / Julgamento Em Sessão Virtual (sessão Virtual De 06/11/2025 a 12/11/2025)
Legal Issues
- 1 quebra da cadeia de custódia
- 2 ilicitude da prova e consequências processuais
- 3 ônus de comprovação da integridade da prova pelo Estado
Ratio Decidendi
Verificou-se nos autos que a extração de dados do aparelho celular foi realizada sem controle técnico ou formal, com revezamento aleatório entre diversos policiais, contradições sobre quem acessou o dispositivo e ocorrência de troca de aparelhos, bem como documentos trazidos não sanaram as irregularidades; essas falhas colocam sérias dúvidas sobre a autenticidade e integridade da única prova de autoria, sendo ônus do Estado demonstrar a integridade das fontes de prova, de modo que a prova foi considerada ilícita e a impronúncia restabelecida; consequentemente, negou-se provimento ao agravo regimental.
Court Disposition
Agravo regimental não provido; restabelecida a decisão de impronúncia proferida em primeiro grau
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental interposto pelo Ministério Público do Estado do Paraná
- Restabelecer a decisão de impronúncia proferida pelo juízo de primeiro grau
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment