AREsp 1855086 - DECISAO
O acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do STJ no sentido de que entidades fechadas de previdência privada não integram o sistema financeiro e não se equiparam a instituições financeiras; por isso, nos contratos de mútuo celebrados com seus participantes/beneficiários só é legítima a cobrança de juros até o limite legal (12% ao ano) e a capitalização somente na periodicidade anual quando pactuada, não sendo admitida a capitalização mensal, razão pela qual se nega provimento ao agravo em recurso especial e se mantém a decisão recorrida.
- Parties
- Agravante: Fundação Corsan dos Funcionários da Companhia Rio Grandense de Saneamento - Corsan; Agravado: Presidência do Tribunal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 15 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo Interno Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Presidencial/reexame Do Agravo Interno E Julgamento Final Sobre O Agravo Em Recurso Especial
- Outcome
- Nego provimento ao agravo em recurso especial.
- Legal Topics
- Capitalização De Juros, Prescrição Decenal, Limitação De Juros (lei De Usura), Taxa De Administração, Compensação/repetição Do Indébito, Súmulas E Precedentes Do Stj/stf
Case Brief
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Parties
Fundação Corsan dos Funcionários da Companhia Rio Grandense de Saneamento - Corsan
Agravante
Presidência do Tribunal
Agravado
Procedural Posture
Agravo Interno Contra Decisão Que Não Admitiu Recurso Especial / Decisão Presidencial/reexame Do Agravo Interno E Julgamento Final Sobre O Agravo Em Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Incidência da prescrição decenal na ação revisional
- 2 Possibilidade de cobrança de juros superiores a 12% ao ano por entidade fechada de previdência privada
- 3 Possibilidade de capitalização mensal de juros em contratos firmados por entidade fechada de previdência privada
Ratio Decidendi
O acórdão recorrido está alinhado à jurisprudência do STJ no sentido de que entidades fechadas de previdência privada não integram o sistema financeiro e não se equiparam a instituições financeiras; por isso, nos contratos de mútuo celebrados com seus participantes/beneficiários só é legítima a cobrança de juros até o limite legal (12% ao ano) e a capitalização somente na periodicidade anual quando pactuada, não sendo admitida a capitalização mensal, razão pela qual se nega provimento ao agravo em recurso especial e se mantém a decisão recorrida.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo em recurso especial.
Orders
- Nego provimento ao agravo em recurso especial.
- Majoro em 10% (dez por cento) a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da parte recorrida, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites dos §§ 2º e 3º.
Full Case Text
Judgment text and source record
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