AREsp 2501097 - DECISAO
O agravo não merece provimento porque, quanto à capitalização de juros, a inadmissão do recurso especial pela Corte de origem fundamentou-se na aplicação de entendimento firmado em recurso repetitivo, configurando aplicação do art. 1.042 do NCPC (erro grosseiro admitir agravo nessa hipótese); quanto aos juros remuneratórios, a taxa pactuada não foi considerada abusiva com base no contexto fático e na jurisprudência que trata a média de mercado como referencial e não limite, e quanto à mora, não se verificou cobrança de encargos abusivos no período da normalidade contratual que descaracterizasse a mora.
- Parties
- Recorrente: DANIEL FRANCISCO BRENTANO; Recorrido: BANCO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Decisão Que Conhece Em Parte E Nega Provimento Ao Recurso Especial
- Legal Topics
- Capitalização De Juros, Juros Remuneratórios, Mora, Recurso Especial, Recursos Repetitivos, Súmulas
Case Brief
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Parties
DANIEL FRANCISCO BRENTANO
Recorrente
BANCO
Recorrido
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Que Conhece Em Parte E Nega Provimento Ao Recurso Especial
Legal Issues
- 1 cabimento do agravo em recurso especial quando a inadmissão do recurso especial se funda em entendimento firmado em recursos repetitivos (art. 1.042 do NCPC)
- 2 capitalização de juros (ausência de previsão contratual para capitalização diária)
- 3 abusividade da taxa de juros remuneratórios e possibilidade de limitação à taxa média de mercado
Ratio Decidendi
O agravo não merece provimento porque, quanto à capitalização de juros, a inadmissão do recurso especial pela Corte de origem fundamentou-se na aplicação de entendimento firmado em recurso repetitivo, configurando aplicação do art. 1.042 do NCPC (erro grosseiro admitir agravo nessa hipótese); quanto aos juros remuneratórios, a taxa pactuada não foi considerada abusiva com base no contexto fático e na jurisprudência que trata a média de mercado como referencial e não limite, e quanto à mora, não se verificou cobrança de encargos abusivos no período da normalidade contratual que descaracterizasse a mora.
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