AREsp 1796601 - DECISAO
O agravo não pode ser conhecido porque a inadmissão do recurso especial foi baseada na aplicação de entendimento firmado em julgamento de recurso repetitivo (art. 1.042 do NCPC), configurando erro grosseiro admitir o agravo. Quanto ao pedido de repetição do indébito em dobro, o tribunal a quo entendeu pela legalidade dos contratos, de modo que não houve cobrança indevida que justificasse a devolução em dobro, aplicando-se por analogia a Súmula 284 do STF; por esses motivos o recurso especial não foi conhecido e o agravo foi conhecido apenas em parte para esse fim, com majoração em 5% dos honorários advocatícios.
- Parties
- Autor: JOSÉ CRESCÊNCIO FREIRE (JOSÉ); Réu: BANCO DO BRASIL S.A. (BANCO)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 February 2021
- Procedural Posture
- Ação Revisional / Agravo Em Recurso Especial (inadmissão De Recurso Especial)
- Outcome
- Agravo conhecido em parte e, nessa extensão, recurso especial não conhecido; majorados honorários advocatícios em 5%.
- Legal Topics
- Capitalização De Juros, Repetição Do Indébito Em Dobro, Admissibilidade Recursal, Recursos Repetitivos, Honorários Advocatícios
Case Brief
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Parties
JOSÉ CRESCÊNCIO FREIRE (JOSÉ)
Autor
BANCO DO BRASIL S.A. (BANCO)
Réu
Procedural Posture
Ação Revisional / Agravo Em Recurso Especial (inadmissão De Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 Cabimento de agravo contra decisão que inadmite recurso especial fundada em entendimento de recurso repetitivo (art. 1.042 do NCPC)
- 2 Legalidade ou abusividade da capitalização de juros em contratos firmados após MP 2.170-36/2001
- 3 Possibilidade de repetição do indébito em dobro nos termos do art. 42 do CDC
Ratio Decidendi
O agravo não pode ser conhecido porque a inadmissão do recurso especial foi baseada na aplicação de entendimento firmado em julgamento de recurso repetitivo (art. 1.042 do NCPC), configurando erro grosseiro admitir o agravo. Quanto ao pedido de repetição do indébito em dobro, o tribunal a quo entendeu pela legalidade dos contratos, de modo que não houve cobrança indevida que justificasse a devolução em dobro, aplicando-se por analogia a Súmula 284 do STF; por esses motivos o recurso especial não foi conhecido e o agravo foi conhecido apenas em parte para esse fim, com majoração em 5% dos honorários advocatícios.
Court Disposition
Agravo conhecido em parte e, nessa extensão, recurso especial não conhecido; majorados honorários advocatícios em 5%.
Orders
- Conheço em parte do agravo e, nessa extensão, não conheço do recurso especial.
- Majoro em 5% o valor dos honorários advocatícios fixados em desfavor de JOSÉ.
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