AREsp 1799973 - DECISAO

AREsp 1799973 - DECISAO

O agravo em recurso especial não foi conhecido por ser inadmissível: a decisão de origem inadmitiu o recurso especial com fundamento em julgados repetitivos e, publicada após a vigência do CPC/2015, a interposição de agravo em recurso especial contra tal inadmissão constitui erro grosseiro, além de não haver impugnação específica aos fundamentos remanescentes da decisão agravada. Subsidiariamente, o acórdão de origem, ao analisar o mérito, constatou a legalidade da capitalização mensal (contrato de 03/11/2008 com taxa efetiva anual de 17,18% e mensal de 1,33%) e não reconheceu abusividade na taxa remuneratória por ser inferior à média de mercado (37,71% a.a. em novembro/2008).

Parties
Agravante: RICARDI FERREIRA FERNANDES; Tribunal De Origem: Tribunal de Justiça do Estado do Ceará
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
22 February 2021
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento
Legal Topics
Capitalização De Juros, Taxa De Juros Remuneratórios, Inadmissão De Recurso Especial, Recursos Repetitivos, Agravo Em Recurso Especial, Impugnação Específica Dos Fundamentos

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Parties

RICARDI FERREIRA FERNANDES

Agravante

Tribunal de Justiça do Estado do Ceará

Tribunal De Origem

Procedural Posture

Agravo Em Recurso Especial / Decisão De Não Conhecimento

  1. 1 Admissibilidade de agravo em recurso especial contra decisão que inadmite recurso especial por aplicação de tema repetitivo
  2. 2 Legalidade da capitalização mensal de juros em contrato celebrado após MP 1.963-17/2000
  3. 3 Abusividade da taxa de juros remuneratórios em face da média de mercado

Ratio Decidendi

O agravo em recurso especial não foi conhecido por ser inadmissível: a decisão de origem inadmitiu o recurso especial com fundamento em julgados repetitivos e, publicada após a vigência do CPC/2015, a interposição de agravo em recurso especial contra tal inadmissão constitui erro grosseiro, além de não haver impugnação específica aos fundamentos remanescentes da decisão agravada. Subsidiariamente, o acórdão de origem, ao analisar o mérito, constatou a legalidade da capitalização mensal (contrato de 03/11/2008 com taxa efetiva anual de 17,18% e mensal de 1,33%) e não reconheceu abusividade na taxa remuneratória por ser inferior à média de mercado (37,71% a.a. em novembro/2008).