AREsp 1922373 - DECISAO

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Restou comprovado nos autos que o autor aderiu expressamente ao contrato de cartão de crédito consignado, utilizou o serviço e não houve prova de vício de vontade ou de indução a erro; a taxa contratada estava em consonância com a média de mercado para essa modalidade; assim, inexistindo irregularidade contratual,...

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Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
04 November 2021
Procedural Posture
Apelação Cível Ação De Obrigação De Fazer C/c Indenização Por Danos Morais (contrato De Cartão De Crédito Consignado) / Agravo Nos Próprios Autos Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial; Julgamento Do Agravo No STJ
Outcome
Negou provimento ao agravo em recurso especial.
Legal Topics
Cartão De Crédito Consignado, Revisão De Taxa De Juros, Vício De Vontade, Danos Morais, Ônus Da Prova, Súmulas 5 E 7 Do STJ, Equiparação De Taxas, Honorários Advocatícios, Gratuidade De Justiça
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Procedural Posture

Apelação Cível Ação De Obrigação De Fazer C/c Indenização Por Danos Morais (contrato De Cartão De Crédito Consignado) / Agravo Nos Próprios Autos Contra Decisão Que Inadmitiu Recurso Especial; Julgamento Do Agravo No STJ

  1. 1 Existência de vício de vontade ou indução a erro na contratação do cartão de crédito consignado
  2. 2 Possibilidade de equiparação da taxa de juros do cartão de crédito consignado à taxa do empréstimo consignado
  3. 3 Cabimento de indenização por danos morais por suposta má-fé negocial

Ratio Decidendi

Restou comprovado nos autos que o autor aderiu expressamente ao contrato de cartão de crédito consignado, utilizou o serviço e não houve prova de vício de vontade ou de indução a erro; a taxa contratada estava em consonância com a média de mercado para essa modalidade; assim, inexistindo irregularidade contratual, não se admite revisão da taxa para equipará-la à do empréstimo consignado, e a apreciação contrária demandaria reexame de prova vedado pelas Súmulas 5 e 7 do STJ.

Court Disposition

Negou provimento ao agravo em recurso especial.

Orders

  • Majorou os honorários advocatícios em 20% (vinte por cento) do valor arbitrado, observando-se os limites dos §§ 2º e 3º do art. 85 do CPC/2015.
  • Deve ser observada a regra do § 3º do art. 98 do CPC/2015 em razão da deferida gratuidade da justiça na instância de origem.