CR 19661 - DECISAO
Concedeu-se o exequatur porque a carta rogatória tem caráter meramente notificatório, a intimação prévia foi realizada por via postal (AR ainda que assinado por terceiro não invalida a notificação quando entregue no endereço correto), o STJ exerce juízo meramente delibatório sobre a concessão do exequatur não devendo analisar a aplicabilidade da lei local ou a validade definitiva da citação estrangeira, e a parte poderá impugnar os termos quando do cumprimento pelo juízo federal; por tais fundamentos, deferiu-se o exequatur com base nos arts. 216-O e 216-P do RISTJ.
- Parties
- Parte Interessada: AILTON ASSIS DOS SANTOS; Justiça Requerente (portugal): Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste - Juízo Local Criminal de Oeiras - Juiz 1; Curadora Especial/impugnante: Defensoria Pública da União; Interveniente/manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 21 May 2024
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Concessão De Exequatur (decisão Interlocutória)
- Outcome
- Exequatur concedido.
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Intimação, Citação Postal, Ampla Defesa
Case Brief
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Parties
AILTON ASSIS DOS SANTOS
Parte Interessada
Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Oeste - Juízo Local Criminal de Oeiras - Juiz 1
Justiça Requerente (portugal)
Defensoria Pública da União
Curadora Especial/impugnante
Ministério Público Federal
Interveniente/manifestante
Procedural Posture
Carta Rogatória / Concessão De Exequatur (decisão Interlocutória)
Legal Issues
- 1 necessidade de intimação pessoal da parte interessada
- 2 validade da citação postal com aviso de recebimento assinado por terceiro
- 3 competência do STJ para analisar validade da citação efetuada pela justiça estrangeira
Ratio Decidendi
Concedeu-se o exequatur porque a carta rogatória tem caráter meramente notificatório, a intimação prévia foi realizada por via postal (AR ainda que assinado por terceiro não invalida a notificação quando entregue no endereço correto), o STJ exerce juízo meramente delibatório sobre a concessão do exequatur não devendo analisar a aplicabilidade da lei local ou a validade definitiva da citação estrangeira, e a parte poderá impugnar os termos quando do cumprimento pelo juízo federal; por tais fundamentos, deferiu-se o exequatur com base nos arts. 216-O e 216-P do RISTJ.
Court Disposition
Exequatur concedido.
Orders
- Remetam-se autos à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado de Santa Catarina, para as providências cabíveis.
- Caso o interessado não seja localizado, promovam-se diligências para encontrar o endereço atualizado, notadamente em órgãos públicos e concessionárias de serviços públicos.
Full Case Text
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