CR 20811 - DECISAO

CR 20811 - DECISAO

Por se tratar de carta rogatória puramente notificatória destinada a assegurar o exercício do direito de defesa e do recurso, sem cumprimento de ordem de prisão ou execução imediata de pena privativa de liberdade, a diligência não ofende a soberania nacional, a dignidade humana nem a ordem pública; por isso, com fundamento nos arts. 216-O e 216-P do RISTJ, foi concedido o exequatur e, consumada a notificação pessoal, determinou-se a devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central, dispensando-se a remessa à Justiça Federal (art. 216-X do RISTJ).

Parties
Interessado: Marcelo dos Reis Gomes; Justiça Rogante: Tribunal Judicial da Comarca de Faro; Curadora Especial: Defensoria Pública da União; Manifestante: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
18 March 2025
Procedural Posture
Carta Rogatória / Concessão De Exequatur
Outcome
exequatur concedido
Legal Topics
Carta Rogatória, Exequatur, Notificação Pessoal, Conversão De Pena Pecuniária, Ordem Pública, Dignidade Da Pessoa Humana

Case Brief

Summary, issues, holding and outcome

More case intelligence is available

Unlock the full research layer for this judgment.

Full judgment text Downloadable case file Legal principles 4 Authorities cited 7 Party arguments 2 Amounts and remedies 1
Sign in to unlock

Parties

Marcelo dos Reis Gomes

Interessado

Tribunal Judicial da Comarca de Faro

Justiça Rogante

Defensoria Pública da União

Curadora Especial

Ministério Público Federal

Manifestante

Procedural Posture

Carta Rogatória / Concessão De Exequatur

  1. 1 Se a carta rogatória que solicita notificação para possibilitar recurso contra pedido de conversão de multa em pena de prisão ofende a ordem pública ou a dignidade da pessoa humana
  2. 2 Se deve ser concedido exequatur à carta rogatória
  3. 3 Se, consumada a diligência de notificação, é necessária a remessa dos autos à Justiça Federal ou sua devolução à Justiça rogante

Ratio Decidendi

Por se tratar de carta rogatória puramente notificatória destinada a assegurar o exercício do direito de defesa e do recurso, sem cumprimento de ordem de prisão ou execução imediata de pena privativa de liberdade, a diligência não ofende a soberania nacional, a dignidade humana nem a ordem pública; por isso, com fundamento nos arts. 216-O e 216-P do RISTJ, foi concedido o exequatur e, consumada a notificação pessoal, determinou-se a devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central, dispensando-se a remessa à Justiça Federal (art. 216-X do RISTJ).

Court Disposition

exequatur concedido

Orders

  • Concedo o exequatur à carta rogatória (arts. 216-O e 216-P do RISTJ).
  • Dispensa-se a remessa dos autos à Justiça Federal e determina-se a devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente, independentemente do trânsito em julgado (art. 216-X do RISTJ).