CR 21569 - DECISAO
Concedeu-se o exequatur porque a carta rogatória versa sobre mera comunicação/notificação de ato processual, modalidade admitida pela jurisprudência do STJ e pelo RISTJ, não violando a soberania nacional, a ordem pública nem as garantias constitucionais da ampla defesa e do contraditório; houve prova de recebimento (Aviso de Recebimento) e, assim, determinou-se a remessa da comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária de Minas Gerais, para cumprimento da diligência, com deferimento da justiça gratuita e intimação da Defensoria Pública da União.
- Parties
- Parte Interessada: Leonardo Neves de Oliveira; Curadora Especial: Defensoria Pública da União; Interveniente Ministerial (opinou Pela Concessão Do Exequatur): Ministério Público Federal; Autoridade Judicial Estrangeira Requerente Da Carta Rogatória: Tribunal Judicial da Comarca de Portalegre - Juízo Central Cível e Criminal de Portalegre - Juiz 3
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 August 2025
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Pedido De Exequatur / Decisão Sobre Concessão De Exequatur E Remessa Para Cumprimento Da Diligência
- Outcome
- Exequatur concedido
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Notificação/ato De Comunicação Processual, Soberania Nacional E Ordem Pública, Ampla Defesa E Contraditório
Case Brief
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Parties
Leonardo Neves de Oliveira
Parte Interessada
Defensoria Pública da União
Curadora Especial
Ministério Público Federal
Interveniente Ministerial (opinou Pela Concessão Do Exequatur)
Tribunal Judicial da Comarca de Portalegre - Juízo Central Cível e Criminal de Portalegre - Juiz 3
Autoridade Judicial Estrangeira Requerente Da Carta Rogatória
Procedural Posture
Carta Rogatória / Pedido De Exequatur / Decisão Sobre Concessão De Exequatur E Remessa Para Cumprimento Da Diligência
Legal Issues
- 1 Se a carta rogatória para comunicação de ato processual impede a concessão do exequatur por violar a soberania nacional ou a ordem pública
- 2 Se a ausência de citação pessoal constituiu nulidade que macula a carta rogatória e viola as garantias constitucionais da ampla defesa e do contraditório
- 3 Procedimentos e competência para o cumprimento da diligência no Brasil
Ratio Decidendi
Concedeu-se o exequatur porque a carta rogatória versa sobre mera comunicação/notificação de ato processual, modalidade admitida pela jurisprudência do STJ e pelo RISTJ, não violando a soberania nacional, a ordem pública nem as garantias constitucionais da ampla defesa e do contraditório; houve prova de recebimento (Aviso de Recebimento) e, assim, determinou-se a remessa da comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária de Minas Gerais, para cumprimento da diligência, com deferimento da justiça gratuita e intimação da Defensoria Pública da União.
Court Disposition
Exequatur concedido
Orders
- Deferidos os benefícios da justiça gratuita e intimada a Defensoria Pública da União, nos termos do art. 44, I, da Lei Complementar 80/1994.
- Concedo o exequatur, com fundamento nos arts. 216-O e 216-P do RISTJ.
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