CR 15649 - ACORDAO
Revogou-se, em parte, a decisão que concedeu o exequatur até que a Justiça portuguesa declare expressamente se é competente para apreciar a ação originária, porque a competência da autoridade de origem é requisito indispensável ao exequatur (art. 963, I, do CPC) e há indícios de que todos os elementos da demanda têm relação direta com o Brasil, o que exige manifestação da Justiça rogante sobre sua competência.
- Parties
- Agravante: CLEINALDO SIMÕES GOMES; Autor Da Ação Originária / Agravado: Luiz Eduardo Bottura
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 13 May 2021
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Agravo Interno (decisão Da Corte Especial Do Stj)
- Outcome
- Agravo interno provido em parte
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Competência Internacional, Ordem Pública, Citação, Legitimidade De Parte
Case Brief
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Parties
CLEINALDO SIMÕES GOMES
Agravante
Luiz Eduardo Bottura
Autor Da Ação Originária / Agravado
Procedural Posture
Carta Rogatória / Agravo Interno (decisão Da Corte Especial Do Stj)
Legal Issues
- 1 competência da Justiça rogante para processar e julgar a ação originária
- 2 requisitos para concessão do exequatur (decisão proferida por autoridade competente)
- 3 se a mera citação por carta rogatória ofende a ordem pública ou soberania nacional
Ratio Decidendi
Revogou-se, em parte, a decisão que concedeu o exequatur até que a Justiça portuguesa declare expressamente se é competente para apreciar a ação originária, porque a competência da autoridade de origem é requisito indispensável ao exequatur (art. 963, I, do CPC) e há indícios de que todos os elementos da demanda têm relação direta com o Brasil, o que exige manifestação da Justiça rogante sobre sua competência.
Court Disposition
Agravo interno provido em parte
Orders
- Revogar a decisão que concedeu o exequatur até que a Justiça portuguesa declare expressamente se é competente para apreciar a ação originária.
- Determinar a devolução dos autos à Justiça rogante após o trânsito em julgado, por intermédio da autoridade central competente, sem prejuízo de reapresentação caso seja reconhecida a competência na ação originária.
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