CR 15942 - DECISAO
Concedeu-se o exequatur porque a carta rogatória não afronta a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública; tendo sido efetivada a intimação prévia com aviso de recebimento assinado pela parte interessada, consumou-se o objeto da comissão, razão pela qual é desnecessária a remessa dos autos à...
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- Parties
- Parte Interessada: BEATRIZ BITANCOURT CALDEIRA SOUSA; Justiça Rogante: Tribunal Judicial da Comarca de Porto Este - Juízo Local de Paços de Ferreira; Curadora Especial: Defensoria Pública da União; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 04 June 2021
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Concessão De Exequatur
- Outcome
- Exequatur concedido; autos devolvidos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente.
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Notificação, Exequatur, Devolução Dos Autos, Intimação Prévia
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Parties
BEATRIZ BITANCOURT CALDEIRA SOUSA
Parte Interessada
Tribunal Judicial da Comarca de Porto Este - Juízo Local de Paços de Ferreira
Justiça Rogante
Defensoria Pública da União
Curadora Especial
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Carta Rogatória / Concessão De Exequatur
Legal Issues
- 1 concessão de exequatur para carta rogatória de notificação
- 2 consumo do objeto da rogatória pela intimação pessoal
- 3 devolução dos autos à justiça rogante após cumprimento da diligência
Ratio Decidendi
Concedeu-se o exequatur porque a carta rogatória não afronta a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública; tendo sido efetivada a intimação prévia com aviso de recebimento assinado pela parte interessada, consumou-se o objeto da comissão, razão pela qual é desnecessária a remessa dos autos à Justiça Federal e devem ser devolvidos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente, com fundamento nos arts. 216-O, 216-P e 216-X do RISTJ.
Court Disposition
Exequatur concedido; autos devolvidos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente.
Orders
- Concedo o exequatur com fundamento no art. 216-O, c/c o art. 216-P do RISTJ.
- Determino a devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente, independentemente do trânsito em julgado, com fundamento no art. 216-X do RISTJ.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de carta rogatória por meio da qual a Justiça portuguesasolicita que se proceda à notificação de BEATRIZ BITANCOURT CALDEIRA SOUSAdetodo o conteúdo da sentença proferida na ação penal em trâmite do Tribunal Judicial da Comarca de Porto Este - Juízo Local de Paços de Ferreira (fls. 5-6). A intimação prévia foi efetivada, conforme aviso de recebimento (fl. 61), contudo, a parte deixou transcorrerin albiso prazo para apresentar impugnação (fl. 39). A Defensoria Pública da União, na qualidade de curadora especial, não se opõe à concessão doexequatur(fls. 65-67). O Ministério Público Federal opinou pela devolução do processo, já que cumprida a diligência rogada (fls. 70-71). É, no essencial, o relatório. Decido. O objeto da presente carta rogatória não atenta contra a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana e/ou a ordem pública, razão pela qual, com fundamento no art. 216-O, c/c o art. 216-P do RISTJ, concedo oexequatur. Diante do êxito na intimação pessoal da parte interessada (fl. 61), considero consumado o objeto da comissão, sendo desnecessária a remessa dos autos à Justiça Federal. Confira-se o seguinte precedente da Corte Especial: AGRAVO INTERNO NA CARTA ROGATÓRIA. INTIMAÇÃO PRÉVIA, VIA POSTAL. AVISO DE RECEBIMENTO ASSINADO PELO PRÓPRIO INTERESSADO. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À JUSTIÇA ROGANTE ANTE O CUMPRIMENTO DA DILIGÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Como a parte Interessada assinou o aviso de recebimento da intimação prévia, conclui-se que esteja ciente da notificação objeto da rogatória, uma vez que acompanhada de cópia integral dos autos. 2. Consumada a diligência requerida, desnecessária a remessa dos autos à Justiça Federal, motivo pelo qual eles devem ser devolvidos à Justiça rogante, por intermédio da autoridade central competente. 3. Agravo interno desprovido. (AgRg na CR n. 11.262/EX, relatora Ministra Laurita Vaz, Corte Especial, DJe de 14/9/2017.) Ante o exposto, com fundamento no art. 216-X do RISTJ, determino a devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente, independentemente do trânsito em julgado. Publique-se. Intimem-se