CR 16382 - DECISAO
Concedeu-se o exequatur porque a carta rogatória não atenta contra a soberania, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública (art. 216-O c/c 216-P do RISTJ); considerando que a intimação prévia foi efetivada com aviso de recebimento assinado e houve impugnação/comparecimento da interessada, a diligência requerida...
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- Parties
- Interessada: STELLA MARIS MONTEIRO SALLES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 August 2021
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Concessão De Exequatur E Devolução Dos Autos À Justiça Rogante
- Outcome
- Exequatur concedido; autos devolvidos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente, independentemente do trânsito em julgado.
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Intimação Postal, Devolução Dos Autos
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Parties
STELLA MARIS MONTEIRO SALLES
Interessada
Procedural Posture
Carta Rogatória / Concessão De Exequatur E Devolução Dos Autos À Justiça Rogante
Legal Issues
- 1 compatibilidade da carta rogatória com a soberania nacional, dignidade da pessoa humana e ordem pública
- 2 consumação da diligência por meio da intimação prévia via postal com aviso de recebimento assinado
- 3 necessidade de remessa dos autos à Justiça Federal ou devolução à Justiça rogante
Ratio Decidendi
Concedeu-se o exequatur porque a carta rogatória não atenta contra a soberania, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública (art. 216-O c/c 216-P do RISTJ); considerando que a intimação prévia foi efetivada com aviso de recebimento assinado e houve impugnação/comparecimento da interessada, a diligência requerida restou consumada, sendo desnecessária a remessa dos autos à Justiça Federal, devendo estes ser devolvidos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente (art. 216-X do RISTJ).
Court Disposition
Exequatur concedido; autos devolvidos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente, independentemente do trânsito em julgado.
Orders
- Conceder o exequatur com fundamento nos arts. 216-O e 216-P do RISTJ
- Determinar a devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente, com fundamento no art. 216-X do RISTJ
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de carta rogatória por meio da qual a Justiça dos Estados Unidos solicita que se proceda à intimação de STELLA MARIS MONTEIRO SALLES (fls. 5-8). A intimação prévia foi efetivada, conforme aviso de recebimento assinada por terceiro (fls. 38-39). A parte interessada, no entanto, compareceu ao processo e apresentou impugnação à Carta Rogatória (fls. 39-43). O Ministério Público Federal opinou pela devolução do processo, tendo em vista comparecimento espontâneo aos autos (fls. 45-46). É, no essencial, o relatório. Decido. O objeto da presente carta rogatória não atenta contra a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana e/ou a ordem pública, razão pela qual, com fundamento no art. 216-O, c/c o 216-P do RISTJ, concedo o exequatur. Diante da impugnação apresentada pela parte interessada (fls. 39-43), considero consumado o objeto da comissão, sendo desnecessária a remessa dos autos à Justiça Federal. Confira-se o seguinte precedente da Corte Especial mutatis mutandis: AGRAVO INTERNO NA CARTA ROGATÓRIA. INTIMAÇÃO PRÉVIA, VIA POSTAL. AVISO DE RECEBIMENTO ASSINADO PELO PRÓPRIO INTERESSADO. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À JUSTIÇA ROGANTE ANTE O CUMPRIMENTO DA DILIGÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Como a parte Interessada assinou o aviso de recebimento da intimação prévia, conclui-se que esteja ciente da notificação objeto da rogatória, uma vez que acompanhada de cópia integral dos autos. 2. Consumada a diligência requerida, desnecessária a remessa dos autos à Justiça Federal, motivo pelo qual eles devem ser devolvidos à Justiça rogante, por intermédio da autoridade central competente. 3. Agravo interno desprovido. (AgRg na CR n. 11.262/EX, relatora Ministra Laurita Vaz, Corte Especial, DJe de 14/9/2017.) Ante o exposto, com fundamento no art. 216-X do RISTJ, determino a devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente, independentemente do trânsito em julgado. Publique-se. Intimem-se.