CR 16713 - DECISAO
Como a intimação prévia foi efetivada (aviso de recebimento assinado pelo próprio interessado), a diligência rogada foi consumada; portanto, concedeu-se o exequatur com fundamento nos arts. 216-O e 216-P do RISTJ e determinou-se a devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente,...
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- Parties
- Interessado: PAULO GUARDIA NETO; Juízo Rogante: Tribunal Judicial da Comarca do Porto, Juízo Local Criminal de Valongo; Curadora Especial: Defensoria Pública da União; Manifestante Pela Concessão Do Exequatur: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 September 2021
- Procedural Posture
- Carta Rogatória (pedido De Exequatur) / Decisão Concedendo Exequatur E Determinando Devolução Dos Autos
- Outcome
- Exequatur concedido; devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente, independentemente do trânsito em julgado.
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Intimação Prévia, Devolução Dos Autos
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Parties
PAULO GUARDIA NETO
Interessado
Tribunal Judicial da Comarca do Porto, Juízo Local Criminal de Valongo
Juízo Rogante
Defensoria Pública da União
Curadora Especial
Ministério Público Federal
Manifestante Pela Concessão Do Exequatur
Procedural Posture
Carta Rogatória (pedido De Exequatur) / Decisão Concedendo Exequatur E Determinando Devolução Dos Autos
Legal Issues
- 1 Se o objeto da carta rogatória atenta contra a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública
- 2 Se deve ser concedido o exequatur para o cumprimento da carta rogatória
- 3 Se, consumada a diligência (intimação prévia com aviso de recebimento), é necessária a remessa dos autos à Justiça Federal ou sua devolução à Justiça rogante
Ratio Decidendi
Como a intimação prévia foi efetivada (aviso de recebimento assinado pelo próprio interessado), a diligência rogada foi consumada; portanto, concedeu-se o exequatur com fundamento nos arts. 216-O e 216-P do RISTJ e determinou-se a devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente, nos termos do art. 216-X do RISTJ, independentemente do trânsito em julgado.
Court Disposition
Exequatur concedido; devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente, independentemente do trânsito em julgado.
Orders
- Concedo o exequatur.
- Determino a devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente, independentemente do trânsito em julgado.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de carta rogatória por meio da qual a Justiça portuguesa solicita que se proceda à notificação de PAULO GUARDIA NETO do conteúdo da Ação Penal n. 666/07.0TAVLG, em trâmite no Tribunal Judicial da Comarca do Porto, Juízo Local Criminal de Valongo, para que, no prazo de 20 dias, apresente, querendo, contestação, juntamente com o rol de testemunhas até ao máximo de 20, identificando-as e discriminando as que devam depor sobre a personalidade e condição pessoal, não podendo estas exceder o número de 5, e indique, querendo, os peritos e consultores técnicos que devam ser notificados para a audiência de julgamento(fls. 5-6). A intimação prévia foi efetivada, conforme aviso de recebimento de fls. 35-36. Transcorreu in albis o prazo para apresentar impugnação (fl. 50). A Defensoria Pública da União, na qualidade de curadora especial, considerando que estão presentes os requisitos, não se opôs à concessão do exequatur (fls. 36-42). O Ministério Público Federal também opinou pela concessão da ordem (fls. 45-46). É, no essencial,o relatório. Decido. O objeto da presente carta rogatória não atenta contra a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana e/ou a ordem pública, razão pela qual, com fundamento no art. 216-O, c/c o 216-P do RISTJ, concedo o exequatur. Diante do êxito na intimação pessoal da parte interessada, conforme comprova o avisode recebimento de fls. 35-36, considero devidamente cumprida a diligência rogada e, portanto, consumado o objeto da comissão, de modo que desnecessária a remessa dos autos à Justiça Federal. Nesse sentido, confiram-se os seguintes precedentes da Corte Especial: AGRAVO INTERNO NA CARTA ROGATÓRIA. INTIMAÇÃO PRÉVIA, VIA POSTAL. AVISO DE RECEBIMENTO ASSINADO PELO PRÓPRIO INTERESSADO. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À JUSTIÇA ROGANTE ANTE O CUMPRIMENTO DA DILIGÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. Como a parte Interessada assinou o aviso de recebimento da intimação prévia, conclui-se que esteja ciente da notificação objeto da rogatória, uma vez que acompanhada de cópia integral dos autos. 2. Consumada a diligência requerida, desnecessária a remessa dos autos à Justiça Federal, motivo pelo qual eles devem ser devolvidos à Justiça rogante, por intermédio da autoridade central competente. 3. Agravo interno desprovido. (AgRg na CR n. 11.262/EX, Corte Especial, relatora Ministra Laurita Vaz, DJe de 14/9/2017). CARTA ROGATÓRIA. AGRAVO REGIMENTAL. INTIMAÇÃO PRÉVIA FEITA VIA POSTAL COM AVISO DE RECEBIMENTO ASSINADO PELO PRÓPRIO INTERESSADO. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À JUSTIÇA ROGANTE ANTE O CUMPRIMENTO DA DILIGÊNCIA. I - Na fase de intimação prévia, é enviada ao interessado cópia integralda comissão rogatória. II - No caso, o Aviso de Recebimento foi assinado pelo própriointeressado, o que leva à conclusão de que ele tomou conhecimento de todosos termos da rogatória em questão. III - Assim, tendo o interessado tomado conhecimento do processo emtrâmite no juízo rogante, foi consumado o objeto dadiligência, não havendo, portanto, necessidade de envio dos autos à JustiçaFederal. Agravo regimental desprovido. (AgRg na CR n. 9.599/EX,relator Ministro Francisco Falcão, Corte Especial, DJe de 12/6/2015.) Ante o exposto, com fundamento no art. 216-X do RISTJ, determino a devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente, independentemente do trânsito em julgado. Publique-se. Intimem-se.