CR 19502 - DECISAO
Concedeu-se o exequatur porque não houve oposição, não se verificaram ofensas à soberania, à dignidade da pessoa humana ou à ordem pública, e os requisitos legais quanto à autenticidade e inteligibilidade dos documentos foram observados, autorizando a remessa da comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado...
Source-derived case information.
- Parties
- Órgão Requerente: Tribunal da Relação de Lisboa, 7ª Secção; Parte a Ser Notificada: W. L. R.; Curadora Especial (não Se Opôs): Defensoria Pública da União; Manifestante (pela Concessão Do Exequatur): Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 February 2024
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Pedido De Exequatur / Decisão De Concessão Do Exequatur
- Outcome
- Exequatur concedido
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Revisão E Confirmação De Sentença Estrangeira, Notificação, Diligências De Localização
Source-derived case record
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
Tribunal da Relação de Lisboa, 7ª Secção
Órgão Requerente
W. L. R.
Parte a Ser Notificada
Defensoria Pública da União
Curadora Especial (não Se Opôs)
Ministério Público Federal
Manifestante (pela Concessão Do Exequatur)
Procedural Posture
Carta Rogatória / Pedido De Exequatur / Decisão De Concessão Do Exequatur
Legal Issues
- 1 notificação de parte no âmbito de carta rogatória
- 2 verificação do cumprimento dos requisitos para revisão e confirmação de sentença estrangeira (arts. 980º, 984º e 978º do Código de Processo Civil Português)
- 3 possível ofensa à soberania, dignidade da pessoa humana ou à ordem pública
Ratio Decidendi
Concedeu-se o exequatur porque não houve oposição, não se verificaram ofensas à soberania, à dignidade da pessoa humana ou à ordem pública, e os requisitos legais quanto à autenticidade e inteligibilidade dos documentos foram observados, autorizando a remessa da comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado de São Paulo, para as providências cabíveis, com fundamento nos arts. 216-O e 216-P do RISTJ.
Court Disposition
Exequatur concedido
Orders
- Remeta-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado de São Paulo, para as providências cabíveis
- Recomenda-se que, caso a parte interessada não seja localizada, promovam-se diligências para encontrar o endereço atualizado, notadamente em órgãos públicos, bem como nas concessionárias de serviços públicos (água, energia e telefonia)
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de carta rogatória por meio da qual a Justiça portuguesa (Tribunal da Relação de Lisboa, 7ª Secção) solicita que se proceda à notificação de W. L. R. para, no prazo de 15 dias, contestar a Ação de Revisão/Confirmação de Sentença Estrangeira (Processo n. 2629/23.0YRLSB), bem como para tomar ciência de que na falta de oposição e, encontrando-se observados todos os requisitos exigidos dos artigos 980º e 984º do Código de Processo Civil Português, o Tribunal concederá a revisão e confirmará a sentença estrangeira revidenda nos termos do n. 1 do art. 978º do mesmo Código, para que produza os efeitos em Portugal (fl. 6). A intimação prévia foi recebida por terceiro (fls. 38-39), tendo decorrido o prazo para apresentar impugnação. A Defensoria Pública da União, na qualidade de curadora especial, não se opôs à concessão do exequatur (fl. 46). O Ministério Público Federal manifestou-se pela concessão do exequatur (fls. 49-51). É o relatório. Decido. Não há oposição quanto ao deferimento da medida pretendida. Ademais, verifica-se que o objeto da presente carta rogatória não atenta contra os requisitos legais (ofensa à soberania nacional, à dignidade da pessoa humana ou à ordem pública; autenticidade dos documentos e inteligência da decisão), razão pela qual, com fundamento no art. 216-O, combinado com o art. 216-P do RISTJ, concedo o exequatur. Assim, remeta-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado de São Paulo, para as providências cabíveis. Recomenda-se que, caso a parte interessada não seja localizada, promovam-se as diligências para encontrar o endereço atualizado, notadamente em órgãos públicos, bem como nas concessionárias de serviços públicos (v. g., água, energia e telefonia). Cumpra-se a diligência em 60 dias. Após, devolvam-se os autos ao STJ para que sejam enviados ao país de origem por meio da autoridade central competente. Publique-se. EMENTA