CR 20192 - DECISAO
Concedeu-se o exequatur porque a carta rogatória não contraria os requisitos legais apontados (soberania nacional, dignidade da pessoa humana, ordem pública, autenticidade dos documentos e inteligência da decisão) nos termos do art. 216-O c/c art. 216-P do RISTJ, e porque, dada a natureza da medida requerida, é...
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- Parties
- Justiça Requerente: Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa - Juízo Local Cível de Lisboa - Juiz 14; Interessado: RICARDO TADEU BEZERRA PEREIRA; Ministério Público: Ministério Público
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 April 2024
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Concessão De Exequatur
- Outcome
- Exequatur concedido.
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Contraditório Diferido, Produção De Prova
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Parties
Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa - Juízo Local Cível de Lisboa - Juiz 14
Justiça Requerente
RICARDO TADEU BEZERRA PEREIRA
Interessado
Ministério Público
Ministério Público
Procedural Posture
Carta Rogatória / Concessão De Exequatur
Legal Issues
- 1 Concessão de exequatur de carta rogatória
- 2 Aplicação do contraditório diferido
- 3 Verificação de impedimentos à cooperação internacional (soberania, dignidade, ordem pública, autenticidade)
Ratio Decidendi
Concedeu-se o exequatur porque a carta rogatória não contraria os requisitos legais apontados (soberania nacional, dignidade da pessoa humana, ordem pública, autenticidade dos documentos e inteligência da decisão) nos termos do art. 216-O c/c art. 216-P do RISTJ, e porque, dada a natureza da medida requerida, é necessária a aplicação do contraditório diferido previsto no art. 216-Q, § 1º, do RISTJ e no art. 962, § 2º, do CPC; determinou-se a remessa da comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro, para as providências cabíveis e fixou-se prazo de cumprimento de 60 dias.
Court Disposition
Exequatur concedido.
Orders
- Com fundamento no art. 216-O, c/c o art. 216-P do RISTJ, concedo o exequatur.
- Remeta-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro, para as providências cabíveis.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de carta rogatória por meio da qual a justiça portuguesa (Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa - Juízo Local Cível de Lisboa - Juiz 14), nos autos do processo nº 19533/21.9T8LSB, solicita obtenção de prova consubstanciada na oitiva do interessado RICARDO TADEU BEZERRA PEREIRA, para prestar os esclarecimentos requeridos às fls. 11-12. Consultado previamente sobre a concessão de exequatur, com contraditório diferido, o Ministério Público opinou favoravelmente ao deferimento da medida (fls. 20-21). É o relatório. Decido. De início, constata-se que o objeto da presente carta rogatória não atenta contra os requisitos legais (ofensa à soberania nacional, à dignidade da pessoa humana ou à ordem pública; autenticidade dos documentos e inteligência da decisão), razão pela qual, com fundamento no art. 216-O, c/c o art. 216-P do RISTJ, concedo o exequatur. Destaca-se que o art. 216-Q, § 1º, do RISTJ e o art. 962, § 2º, do Código de Processo Civil garantem que a medida solicitada por carta rogatória poderá ser realizada sem oitiva prévia do interessado, desde que garantido o contraditório posterior, quando sua intimação prévia puder resultar na ineficiência da cooperação internacional. No caso concreto, considerando a natureza da medida requerida, há que se reconhecer a necessidade de aplicação do contraditório diferido. Assim, remeta-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro, para as providências cabíveis. Recomenda-se que, na hipótese de a parte interessada não vir a ser localizada, o Juízo promova as diligências necessárias à obtenção do endereço atualizado, notadamente em órgãos públicos, bem como em concessionárias de serviço s públicos (v.g., água, energia e telefonia). Cumpra-se em 60 (sessenta) dias. Após, devolvam-se os autos ao STJ para que sejam enviados ao país de origem por meio da autoridade central competente. Publique-se. EMENTA