CR 20112 - DECISAO
Concedeu-se o exequatur porque a carta rogatória não atenta contra a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública, nos termos dos arts. 216-O e 216-P do RISTJ; determinou-se a remessa da comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado do Espírito Santo, para as providências cabíveis,...
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- Parties
- Notificada: JOANAS CARDOSO; Curadora Especial: Defensoria Pública da União; Manifestante: Ministério Público Federal; Autoridade Requerente: Justiça portuguesa
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 08 October 2024
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Ação De Cumprimento De Obrigação (processo Nº 63546/23.6 Yiprt) / Concessão De Exequatur E Remessa À Justiça Federal Para Diligências
- Outcome
- Exequatur concedido; remessa da comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado do Espírito Santo, para cumprimento da notificação e diligências.
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Notificação, Diligências Para Localização De Parte
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Parties
JOANAS CARDOSO
Notificada
Defensoria Pública da União
Curadora Especial
Ministério Público Federal
Manifestante
Justiça portuguesa
Autoridade Requerente
Procedural Posture
Carta Rogatória / Ação De Cumprimento De Obrigação (processo Nº 63546/23.6 Yiprt) / Concessão De Exequatur E Remessa À Justiça Federal Para Diligências
Legal Issues
- 1 compatibilidade da carta rogatória com a soberania nacional, dignidade da pessoa humana e ordem pública
- 2 concessão de exequatur para notificação de parte estrangeira
- 3 determinação de diligências para localização da parte interessada
Ratio Decidendi
Concedeu-se o exequatur porque a carta rogatória não atenta contra a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública, nos termos dos arts. 216-O e 216-P do RISTJ; determinou-se a remessa da comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado do Espírito Santo, para as providências cabíveis, incluídas diligências de localização da parte e prazo para cumprimento.
Court Disposition
Exequatur concedido; remessa da comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado do Espírito Santo, para cumprimento da notificação e diligências.
Orders
- Conceder o exequatur nos termos do art. 216-O c/c art. 216-P do RISTJ
- Remeter a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado do Espírito Santo, para as providências cabíveis
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Carta Rogatória por meio da qual a Justiça portuguesa solicita que se proceda à notificação de JOANAS CARDOSO para, no prazo de 15 dias, contestar, querendo, o Processo nº 63546/23.6YIPRT (Ação de Cumprimento de Obrigação), com a advertência de que, na falta de contestação, poderá ser conferida força executiva à petição. A intimação prévia foi recebida por terceiro, conforme o documento postal de fls. 20-21. A Defensoria Pública da União, na qualidade de curadora especial, não se opôs à concessão do exequatur (fls. 28-29). O Ministério Público Federal opinou pela concessão do exequatur para notificar a parte interessada (fls. 31-43). É o relatório. Decido. O objeto desta Carta Rogatória não atenta contra a soberania nacional, contra a dignidade da pessoa humana ou mesmo contra a ordem pública, motivo pelo qual concedo o exeq uatur, nos termos do art. 216-O c/c art. 216-P, ambos do RISTJ. Assim, remeta-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado do Espírito Santo , para as providências cabíveis. Recomenda-se que, na hipótese de a parte interessada não vir a ser localizada, o Juízo promova as diligências necessárias à obtenção do endereço atualizado, notadamente em órgãos públicos, e em concessionárias de serviços públicos (v.g., água, energia e telefonia). Cum pra-se a diligência em 60 dias. Após, devolvam-se os autos ao STJ para que sejam enviados ao país de origem por meio da autoridade central competente. Publique-se. EMENTA