CR 20243 - DECISAO
Concedeu-se o exequatur porque a diligência de citação requerida pela Justiça rogante não atenta contra a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública; os documentos via diplomática são tidos por autênticos; o STJ tem competência restrita à delibação sobre a concessão do exequatur; e, diante...
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- Parties
- Justiça Rogante: Corte Distrital de Connecticut; Parte Interessada: JUSTIN C. MURPHY; Parte Interessada: MARA INVESTMENTS LLC
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 January 2025
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Concessão De Exequatur E Devolução Dos Autos À Justiça Rogante
- Outcome
- Exequatur concedido; autos devolvidos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central.
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Citação Internacional, Ordem Pública, Competência
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Parties
Corte Distrital de Connecticut
Justiça Rogante
JUSTIN C. MURPHY
Parte Interessada
MARA INVESTMENTS LLC
Parte Interessada
Procedural Posture
Carta Rogatória / Concessão De Exequatur E Devolução Dos Autos À Justiça Rogante
Legal Issues
- 1 concessão de exequatur
- 2 citação por carta rogatória
- 3 violação da ordem pública
Ratio Decidendi
Concedeu-se o exequatur porque a diligência de citação requerida pela Justiça rogante não atenta contra a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública; os documentos via diplomática são tidos por autênticos; o STJ tem competência restrita à delibação sobre a concessão do exequatur; e, diante do comparecimento espontâneo da parte interessada, o objeto da comissão considerou-se consumado, determinando-se a devolução dos autos à Justiça rogante com fundamento nos arts. 216-O, 216-P e 216-X do RISTJ.
Court Disposition
Exequatur concedido; autos devolvidos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central.
Orders
- Concedo o exequatur nos termos dos arts. 216-O e 216-P do RISTJ.
- Determino a devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central, com amparo no art. 216-X do RISTJ.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Carta Rogatória por meio da qual a Justiça norte-americana (Corte Distrital de Connecticut) solicita a citação de JUSTIN C. MURPHY e MARA INVESTMENTS LLC. para tomarem conhecimento de ação judicial nos autos do Processo n. 3:23-CV-01621-VDO e, se quiserem, oferecerem resposta no prazo de 21 dias (fls. 16-25). A parte interessada, representada por advogado constituído, habilitou-se no presente feito e apresentou impugnação (fls. 156-158). O Ministério Público Federal manifestou-se pela concessão do exequatur e pela devolução dos autos à origem, haja vista o comparecimento espontâneo da parte interessada (fls. 171-174 ). É o relatório. Decido. O objeto desta Carta Rogatória não atenta contra a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública, motivo pelo qual concedo o exequatur, nos termos dos arts. 216-O e 216-P do RISTJ. Diante da manifestação da parte interessada (fls. 116-123), considero consumado o objeto da comissão, o que torna desnecessária a remessa dos autos à Justiça Federal. A propósito: CARTA ROGATÓRIA. AGRAVO REGIMENTAL. CITAÇÃO. AÇÃO POR INADIMPLÊNCIA DE CONTRATO DE EMPRÉSTIMO. CONCESSÃO DE EXEQUATUR. VIOLAÇÃO DA ORDEM PÚBLICA. NÃO OCORRÊNCIA. QUESTÕES DE MÉRITO. COMPETÊNCIA DA JUSTIÇA ROGANTE. PRAZO PARA CONTESTAÇÃO. COMPARECIMENTO ESPONTÂNEO DA PARTE INTERESSADA. DEVOLUÇÃO DOS AUTOS À JUSTIÇA ROGANTE ANTE O CUMPRIMENTO DA DILIGÊNCIA. AGRAVO INTERNO DESPROVIDO. 1. A citação da parte interessada acerca de ação em curso na Justiça rogante não constitui ofensa à ordem pública, pois é ato de comunicação processual. 2. Os documentos que instruem a rogatória enviada pela via diplomática são considerados autênticos, sendo dispensada s a chancela consular e a tradução por profissional juramentado no Brasil. 3. Cabe ao Superior Tribunal de Justiça emitir juízo meramente de delibação acerca da concessão do exequatur nas cartas rogatórias, sendo competência da Justiça rogante a análise de alegações relacionadas ao mérito da causa. 4. O prazo para contestação, em regra, começa a fluir da juntada do mandado citatório devidamente cumprido aos autos em curso na Justiça rogante, o que, por si só, dá aos interessados prazo suficiente para constituição de advogado para representar seus interesses na Justiça rogante. 5. A manifestação espontânea da parte interessada consuma o objeto da comissão, caso em que os autos são devolvidos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central competente, sendo desnecessária a remessa à Justiça Federal. 6. Agravo regimental desprovido. (AgInt nos EDcl na CR 14.431/EX, Rel. Ministro João Otávio de Noronha, Corte Especial, DJe de 25/10/2019.) Ante o exposto, com amparo no art. 216-X do RISTJ, determino a devolução dos autos à Justiça rogante por intermédio da autoridade central. Publique-se. Intimem-se. EMENTA