CR 21478 - DECISAO
Concede-se o exequatur porque a carta rogatória está fundamentada no Acordo (Decreto 6.891/2009), não contraria a soberania nacional, dignidade humana ou ordem pública, e a aplicação do contraditório diferido é autorizada pelos arts. 216-Q, § 1º do RISTJ e 962, § 2º do CPC quando a intimação prévia puder tornar...
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- Parties
- Juízo Rogante: Juízo Federal de Primeira Instância n. 8 da Vara Civil e Comercial da Capital; Autoridade Requerida: Instituto Nacional de Propriedade Industrial; Titular Das Marcas: 99 Tecnologia Ltda.
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 June 2025
- Procedural Posture
- Carta Rogatória / Concessão De Exequatur
- Outcome
- exequatur concedido
- Legal Topics
- Carta Rogatória, Exequatur, Contraditório Diferido, Diligência Probatória
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Parties
Juízo Federal de Primeira Instância n. 8 da Vara Civil e Comercial da Capital
Juízo Rogante
Instituto Nacional de Propriedade Industrial
Autoridade Requerida
99 Tecnologia Ltda.
Titular Das Marcas
Procedural Posture
Carta Rogatória / Concessão De Exequatur
Legal Issues
- 1 Concessão de exequatur para cumprimento de carta rogatória estrangeira
- 2 Aplicação do contraditório diferido em diligência solicitada por autoridade estrangeira
- 3 Verificação de eventual afronta à soberania nacional, dignidade da pessoa humana ou ordem pública
Ratio Decidendi
Concede-se o exequatur porque a carta rogatória está fundamentada no Acordo (Decreto 6.891/2009), não contraria a soberania nacional, dignidade humana ou ordem pública, e a aplicação do contraditório diferido é autorizada pelos arts. 216-Q, § 1º do RISTJ e 962, § 2º do CPC quando a intimação prévia puder tornar ineficaz a cooperação; o Ministério Público Federal manifestou-se favoravelmente.
Court Disposition
exequatur concedido
Orders
- Conceder o exequatur à carta rogatória
- Aplicar o contraditório diferido
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de Carta Rogatória por meio da qual a Justiça argentina (Juízo Federal de Primeira Instância n. 8 da Vara Civil e Comercial da Capital) solicita ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial o fornecimento de uma relação de todos os registros de marca da propriedade da 99 Tecnologia Ltda. e a ratificação da validade da documentação oferecida sob o ponto de prova documental. O Ministério Público Federal opinou pela concessão do exequatur com a aplicação do contraditório diferido em razão da natureza da ação estrangeira - mera obtenção de informações para instrução de processo judicial. É o relatório. Decido. Observo que o pedido está fundamentado no Acordo de Cooperação e Assistência Jurisdicional em Matéria Civil, Comercial, Trabalhista e Administrativa entre os Estados Partes do Mercosul, a República da Bolívia e a República do Chile (Decreto 6.891, de 2 de julho de 2009). Cabe destacar que os arts. 216-Q, § 1º, do RISTJ e 962, § 2º, do Código de Processo Civil asseguram que a medida solicitada por Carta Rogatória poderá ser realizada sem oitiva prévia da parte interessada, desde que garantido o contraditório posterior, quando sua intimação prévia puder resultar na ineficiência da cooperação internacional. No caso concreto, considerando-se o pedido de diligência determinado pela Justiça rogante, há de se reconhecer a necessidade de aplicação do contraditório diferido. Anoto que o objeto desta Carta Rogatória não atenta contra a soberania nacional, a dignidade da pessoa humana ou a ordem pública, motivo pelo qual concedo o exequatur, nos termos dos arts. 216-O e 216-P do RISTJ. Assim, remeta-se a comissão à Justiça Federal, Seção Judiciária do Estado do Rio de Janeiro, para as providências cabíveis. Recomenda-se que, na hipótese de não se encontrar a parte interessada, o juízo promova as diligências necessárias à obtenção do endereço atualizado, notadamente em órgãos públicos e em concessionárias de serviços públicos (como água, energia e telefonia). Cumpra-se a diligência em 60 dias. Após, devolvam-se os autos ao STJ para que sejam enviados ao país de origem por meio da autoridade central competente. Publique-se. EMENTA