RHC 198652 - DECISAO
O acórdão de origem fundamentou adequadamente a dispensa da oitiva da vítima, observando que a vítima não foi arrolada pela defesa no momento adequado, que o Ministério Público havia dispensado a oitiva e que as demais testemunhas já esclareciam a dinâmica dos fatos; assim, o indeferimento da diligência situa-se no âmbito da discricionariedade judicial, nos termos do art. 209 do CPP e da jurisprudência citada, não havendo cerceamento de defesa ou constrangimento ilegal, motivo pelo qual se nega provimento ao recurso ordinário.
- Parties
- Recorrente/paciente: FERNANDO NETO PEREIRA; Órgão Julgador De Origem: TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS; Titular Da Ação Penal/acusação: MINISTÉRIO PÚBLICO
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 28 May 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus (recurso Ordinário) / Decisão De Mérito (negação De Provimento)
- Outcome
- Recurso ordinário desprovido (nego provimento)
- Legal Topics
- Cerceamento De Defesa, Oitiva Da Vítima, Dispensa De Testemunha Da Acusação, Discricionariedade Do Juiz Na Produção De Prova, Receptação Qualificada, Associação Criminosa
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
FERNANDO NETO PEREIRA
Recorrente/paciente
TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS GERAIS
Órgão Julgador De Origem
MINISTÉRIO PÚBLICO
Titular Da Ação Penal/acusação
Procedural Posture
Habeas Corpus (recurso Ordinário) / Decisão De Mérito (negação De Provimento)
Legal Issues
- 1 Se o indeferimento/dispensa da oitiva da vítima constitui cerceamento de defesa e violação do contraditório e da ampla defesa
- 2 Se a desistência/dispensa de testemunha arrolada pelo Ministério Público depende da concordância do réu
- 3 Qual o alcance da discricionariedade do juiz na (in)deferência de diligências probatórias
Ratio Decidendi
O acórdão de origem fundamentou adequadamente a dispensa da oitiva da vítima, observando que a vítima não foi arrolada pela defesa no momento adequado, que o Ministério Público havia dispensado a oitiva e que as demais testemunhas já esclareciam a dinâmica dos fatos; assim, o indeferimento da diligência situa-se no âmbito da discricionariedade judicial, nos termos do art. 209 do CPP e da jurisprudência citada, não havendo cerceamento de defesa ou constrangimento ilegal, motivo pelo qual se nega provimento ao recurso ordinário.
Court Disposition
Recurso ordinário desprovido (nego provimento)
Orders
- Nego provimento ao recurso ordinário.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment