REsp 1932213 - DECISAO

REsp 1932213 - DECISAO

O Tribunal entendeu não haver omissão ou negativa de prestação jurisdicional; confirmou que o juiz pode determinar diligências e admitir documentos necessários ao esclarecimento (art.130 CPC/73), que não houve cerceamento de defesa; concluiu que a documentação apresentada pela consorciada Caex continha vício insanável na comprovação da capacidade técnico-profissional (uso da experiência de terceiro e alterações societárias posteriores ao prazo editalício), o que justificou a anulação do certame, e que a revisão dessas conclusões exigiria reexame de matéria fático-probatória vedado pela Súmula 7/STJ; manteve a majoração equitativa dos honorários advocatícios e negou provimento ao agravo.

Parties
Agravante: Consórcio Viseu Caex; Agravante: Construtora Viseu Ltda.; Agravante: Caex Empreendimentos e Participações Ltda.; Agravado: Município de Joinville; Parte Interessada/agravado: Instituto de Previdência de Joinville - Ipreville; Parte Interessada/agravado: Promotur; Autor: Autor popular; Fiscal Da Lei: Ministério Público Federal
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
20 December 2024
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Decisão Final No Stj: Agravo Negado Provimento
Outcome
negado provimento ao agravo
Legal Topics
Cerceamento De Defesa, Habilitação Técnica Operacional, Nulidade De Certame/licitação, Honorários Advocatícios, Princípio Da Isonomia, Licença Ambiental Prévia, Súmula 7/stj Vedação De Reexame De Provas, Enunciado 5/stj

Case Brief

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Parties

Consórcio Viseu Caex

Agravante

Construtora Viseu Ltda.

Agravante

Caex Empreendimentos e Participações Ltda.

Agravante

Município de Joinville

Agravado

Instituto de Previdência de Joinville - Ipreville

Parte Interessada/agravado

Promotur

Parte Interessada/agravado

Autor popular

Autor

Ministério Público Federal

Fiscal Da Lei

Procedural Posture

Agravo Em Recurso Especial / Decisão Final No Stj: Agravo Negado Provimento

  1. 1 omissão/embargos de declaração (art. 1.022 CPC)
  2. 2 alegada violação do devido processo (cerceamento de defesa)
  3. 3 admissão de documentos juntados após a inicial

Ratio Decidendi

O Tribunal entendeu não haver omissão ou negativa de prestação jurisdicional; confirmou que o juiz pode determinar diligências e admitir documentos necessários ao esclarecimento (art.130 CPC/73), que não houve cerceamento de defesa; concluiu que a documentação apresentada pela consorciada Caex continha vício insanável na comprovação da capacidade técnico-profissional (uso da experiência de terceiro e alterações societárias posteriores ao prazo editalício), o que justificou a anulação do certame, e que a revisão dessas conclusões exigiria reexame de matéria fático-probatória vedado pela Súmula 7/STJ; manteve a majoração equitativa dos honorários advocatícios e negou provimento ao agravo.

Court Disposition

negado provimento ao agravo

Orders

  • Nego provimento ao agravo.
  • Imposição à parte recorrente do pagamento de honorários advocatícios equivalentes a 10% do valor já fixado no processo, nos termos do art. 85, § 11, do CPC.