AREsp 2277923 - DECISAO
Conheceu-se do agravo e, após exame dos autos, manteve-se o entendimento do Tribunal de origem que reconheceu nulidade por cerceamento de defesa quanto ao depoimento da Testemunha Protegida n. 5 (identificada como colaborador T. J. G.) e, por consequência, às provas derivadas desse depoimento (notadamente a apreensão na residência de Lúcia Andrea e o conteúdo do aparelho celular), em razão de utilização da prova desde a fase investigatória sem adequada informação sobre a condição de colaborador e sem acesso tempestivo pela defesa, em afronta ao art. 7º, § 3º, da Lei 12.850/2013, o que contaminou o processo e justificou a exclusão dessas provas; por tais razões, negou-se provimento ao...
- Parties
- Agravante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA; Agravado / Réu: Dionísio Jaderson Copatti; Agravado / Réu: Ebreci; Colaborador / Testemunha: T. J. G.; Terceira Interessada / Proprietária: Lúcia Andrea de Souza dos Santos
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 September 2025
- Procedural Posture
- Apelação Criminal (recurso Especial Inadmitido) / Agravo Em Recurso Especial Juízo De Admissibilidade
- Outcome
- Conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial.
- Legal Topics
- Cerceamento De Defesa, Nulidade Processual, Colaboração Premiada, Sigilo Da Colaboração Premiada, Prova Extrajudicial, Admissibilidade De Recurso Especial
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA
Agravante
Dionísio Jaderson Copatti
Agravado / Réu
Ebreci
Agravado / Réu
T. J. G.
Colaborador / Testemunha
Lúcia Andrea de Souza dos Santos
Terceira Interessada / Proprietária
Procedural Posture
Apelação Criminal (recurso Especial Inadmitido) / Agravo Em Recurso Especial Juízo De Admissibilidade
Legal Issues
- 1 Violação do art. 7º, § 3º, da Lei n. 12.850/2013
- 2 Existência de nulidade por cerceamento de defesa em razão da utilização de depoimento de colaborador como testemunha protegida
- 3 Alcance da nulidade para provas derivadas apreendidas na fase investigatória (apreensão e conteúdo de celular)
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo e, após exame dos autos, manteve-se o entendimento do Tribunal de origem que reconheceu nulidade por cerceamento de defesa quanto ao depoimento da Testemunha Protegida n. 5 (identificada como colaborador T. J. G.) e, por consequência, às provas derivadas desse depoimento (notadamente a apreensão na residência de Lúcia Andrea e o conteúdo do aparelho celular), em razão de utilização da prova desde a fase investigatória sem adequada informação sobre a condição de colaborador e sem acesso tempestivo pela defesa, em afronta ao art. 7º, § 3º, da Lei 12.850/2013, o que contaminou o processo e justificou a exclusão dessas provas; por tais razões, negou-se provimento ao...
Court Disposition
Conheço do agravo para negar provimento ao recurso especial.
Orders
- Publique-se
- Intimem-se
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