AREsp 2778892 - DECISAO
Conheceu-se do agravo em recurso especial e decidiu-se não conhecer do recurso especial porque o Tribunal de origem corretamente concluiu que a prova documental era suficiente para o deslinde da controvérsia, não havendo cerceamento de defesa pela não realização de perícia, e porque a revisão das conclusões exigiria reexame de matéria fático-probatória vedado pela Súmula 7/STJ. Ademais, não houve comprovação de abusividade das taxas de juros contratadas e a capitalização de juros foi expressamente pactuada em contrato celebrado após a MP 2.170-36/2001, tornando lícita a cobrança conforme a jurisprudência do STJ (incidência da Súmula 83/STJ).
- Parties
- Agravante: Réu (pessoa física); Agravada: Caixa Econômica Federal (autora/agravada)
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 23 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial (aresp) / Conhecimento Do Aresp E Não Conhecimento Do Recurso Especial (resp)
- Outcome
- Conheço do AREsp para não conhecer do REsp.
- Legal Topics
- Cerceamento De Defesa, Prova Pericial, Capitalização De Juros, Juros Remuneratórios, Súmulas Do STJ, Cédula De Crédito Bancário, Ação Monitória, Reexame De Matéria Fático Probatória
Case Brief
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Parties
Réu (pessoa física)
Agravante
Caixa Econômica Federal (autora/agravada)
Agravada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial (aresp) / Conhecimento Do Aresp E Não Conhecimento Do Recurso Especial (resp)
Legal Issues
- 1 ausência de cerceamento de defesa pela não realização de perícia técnica
- 2 abusividade de juros remuneratórios e alegado limite de 12% a.a.
- 3 possibilidade de capitalização de juros em periodicidade inferior à anual quando expressamente pactuada
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo em recurso especial e decidiu-se não conhecer do recurso especial porque o Tribunal de origem corretamente concluiu que a prova documental era suficiente para o deslinde da controvérsia, não havendo cerceamento de defesa pela não realização de perícia, e porque a revisão das conclusões exigiria reexame de matéria fático-probatória vedado pela Súmula 7/STJ. Ademais, não houve comprovação de abusividade das taxas de juros contratadas e a capitalização de juros foi expressamente pactuada em contrato celebrado após a MP 2.170-36/2001, tornando lícita a cobrança conforme a jurisprudência do STJ (incidência da Súmula 83/STJ).
Court Disposition
Conheço do AREsp para não conhecer do REsp.
Orders
- Majoro em 10% (dez por cento) a quantia já arbitrada a título de honorários em favor da representação processual da agravada, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, com suspensão da exigibilidade em caso de beneficiário da justiça gratuita
- Intimem-se
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