AREsp 2409438 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem corretamente concluiu que, diante do edital do leilão que previa pagamento de eventuais débitos com o produto da venda e da regra de sub-rogação dos créditos tributários no preço da arrematação (art. 130, parágrafo único, CTN), o arrematante não seria...
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- Parties
- Agravante: Município de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 20 March 2024
- Procedural Posture
- Agravo / Agravo Contra Decisão Denegatória De Admissibilidade De Recurso Especial
- Outcome
- Nego provimento ao agravo
- Legal Topics
- Certidão Negativa De Débitos Fiscais, Arrematação Em Hasta Pública, Sub Rogação No Preço, Súmula 7/stj, Lançamentos Tributários Anteriores À Arrematação
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Parties
Município de São Paulo
Agravante
Procedural Posture
Agravo / Agravo Contra Decisão Denegatória De Admissibilidade De Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Possibilidade de expedição de certidão negativa relativamente a débitos anteriores à data da arrematação
- 2 Aplicação do art. 130, parágrafo único, do Código Tributário Nacional
- 3 Obrigação de pagamento de débitos tributários com o produto da venda em leilão
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem corretamente concluiu que, diante do edital do leilão que previa pagamento de eventuais débitos com o produto da venda e da regra de sub-rogação dos créditos tributários no preço da arrematação (art. 130, parágrafo único, CTN), o arrematante não seria responsável pelos tributos anteriores, e a tentativa de desconstituir essa conclusão exigiria reexame de fatos, o que é vedado pela Súmula 7/STJ.
Court Disposition
Nego provimento ao agravo
Orders
- Nego provimento ao agravo.
- Publique-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO Trata-se de agravo, manejado pelo Município de São Paulo, desafiando decisão denegatória de admissibilidade a recurso especial, este interposto com base no art. 105, III, a, da CF, contra acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, assim ementado (fl. 401): Apelação. Mandado de segurança. Pretensão de obter certidão negativa de débitos fiscais. Acolhimento. Imóvel arrematado em hasta pública. Débito de imposto predial e territorial urbano anterior à arrematação. Sub-rogação no preço. Inteligência do artigo 130, parágrafo único, do Código Tributário Nacional. Expressa referência, no edital do leilão, a pagamento de eventual débito tributário com o produto da venda do imóvel. Direito líquido e certo demonstrado. Precedentes da corte. Sentença mantida. Recurso denegado. A parte recorrente aponta violação aos arts. 130, parágrafo único, 205 e 206 do CTN. Sustenta, em resumo, que "não se revela presente hipótese de expedição de certidão negativa relativamente aos débitos anteriores à data da arrematação" (fl. 413), eis que "tendo sido realizados os lançamentos tributários anteriormente à arrematação, exsurgiram os mesmos validamente, sendo passível de discussão tão somente a responsabilidade ou não do arrematante pelo pagamento dos débitos correspondentes" (fl. 411). Contrarrazões apresentadas às fls. 416/423. O Ministério Público Federal ofereceu parecer às fls. 457/460, opinando pelo desprovimento do agravo. É O RELATÓRIO. SEGUE A FUNDAMENTAÇÃO. De início, destaca-se do acórdão recorrido a seguinte fundamentação (fl. 402): Da leitura do dispositivo recém-transcrito extrai-se que em regra o adquirente, em caso de arrematação, recebe o bem livre de dívidas tributárias, pois estas se sub-rogam no respectivo preço. A impetrante arrematou, em 13 de dezembro de 2018, em leilão realizado em ação de cobrança de dívida condominial, o imóvel sito na Alameda Anapurus, 1.464, apartamento 141, no município de São Paulo (folhas 204). O respectivo edital expressamente previu: "Eventuais débitos de IPTU/ITR e demais taxas e impostos até a data do leilão serão pagos com o produto da venda" (folhas 202). Nesses termos, está claro que aquela não é responsável pelo pagamento dos tributos imobiliários do aludido exercício, tampouco dos anteriores. Nesse contexto, a desconstituição das premissas lançadas pela instância ordinária, na forma pretendida, demandaria o r eexame de matéria de fato, procedimento que, em sede especial, encontra óbice na Súmula 7/STJ, bem anotada pelo decisório agravado e pelo parecer ministerial. ANTE O EXPOSTO, nego provimento ao agravo. Publique-se. EMENTA