EREsp 1753084 - DECISAO
Considerando que a citação foi encaminhada ao endereço da pessoa jurídica e recebida por quem não se apresentou como representante legal e fez ressalva quanto à inexistência de poderes de representação, entende-se que, nos termos dos precedentes específicos citados, tal ressalva afasta a aplicação da teoria da...
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- Parties
- Embargante: SUPREMA AÇOS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 09 August 2021
- Procedural Posture
- Embargos De Divergência / Julgamento Monocrático
- Outcome
- Embargos de divergência acolhidos; reconhecida a nulidade da citação da embargante SUPREMA AÇOS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
- Legal Topics
- Citação, Pessoa Jurídica, Teoria Da Aparência, Poderes De Representação, Nulidade Processual
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Parties
SUPREMA AÇOS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA
Embargante
Procedural Posture
Embargos De Divergência / Julgamento Monocrático
Legal Issues
- 1 Validade da citação da pessoa jurídica quando o ato é recebido por funcionário que ressalva ausência de poderes de representação
- 2 Aplicação da teoria da aparência
- 3 Relevância da ressalva quanto à inexistência de poderes para caracterização da nulidade
Ratio Decidendi
Considerando que a citação foi encaminhada ao endereço da pessoa jurídica e recebida por quem não se apresentou como representante legal e fez ressalva quanto à inexistência de poderes de representação, entende-se que, nos termos dos precedentes específicos citados, tal ressalva afasta a aplicação da teoria da aparência no caso e enseja a nulidade da citação, pelo que os embargos de divergência foram providos para declarar a nulidade e determinar o retorno dos autos ao Tribunal de origem.
Court Disposition
Embargos de divergência acolhidos; reconhecida a nulidade da citação da embargante SUPREMA AÇOS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
Orders
- Dar provimento aos embargos de divergência.
- Reconhecer a nulidade da citação da embargante SUPREMA AÇOS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA.
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DECISÃO Vistos etc. Trata-se de embargos de divergência interpostos por SUPREMA AÇOS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA em face de acórdão prolatado pela Quarta Turma, assim ementado: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. OMISSÃO DO ACÓRDÃO IMPUGNADO. NÃO OCORRÊNCIA. CITAÇÃO. PESSOA JURÍDICA. ATO REALIZADO NA SEDE DA RÉ. COMUNICAÇÃO RECEBIDA PELA COORDENADORA FINANCEIRA DA EMPRESA. QUALIDADE DE FUNCIONÁRIA CONFIRMADA PERANTE O OFICIAL DE JUSTIÇA. CONDIÇÃO INCONTROVERSA. SÚMULA N. 83 DO STJ. ALEGADA FALTA DE PODERES DE REPRESENTAÇÃO. DESNECESSIDADE. DECISÃO MANTIDA. 1. Inexiste afronta ao art. 1.022 do CPC/2015 quando o acórdão recorrido pronuncia-se, de forma clara e suficiente, acerca das questões suscitadas nos autos, manifestando-se sobre todos os argumentos que, em tese, poderiam infirmar a conclusão adotada pelo Juízo. 2. "Considera-se válida a citação da pessoa jurídica efetivada na sede ou filial da empresa a uma pessoa que não recusa a qualidade de funcionário, entendimento pacificado na jurisprudência do STJ .. " (AgInt no AREsp 1.325.476/MG, Relatora Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 29/6/2020, DJe 3/8/2020). 3. No caso, conforme reconhecido pelo Tribunal de origem, a pessoa que recebeu a citação admitiu, perante o oficial de justiça, ser funcionária da empresa citada, afirmando sua posição de coordenadora financeira da ré. 4. Conforme decidido pela Corte Especial do STJ, não são necessários poderes de representação da pessoa jurídica para recebimento da citação por funcionário da empresa demandada (EREsp 249.771/SC, Rel. Ministro FERNANDO GONÇALVES, julgado em 7/11/2007, DJ 3/12/2007, p. 247). 5. Agravo interno a que se nega provimento. (e-STJ, fl. 451) A fim de demonstrar a alegada divergência, a parte embargante cita oparadigma do AgRg no Recurso Especial nº 1.419.713/MT, proferido pela Terceira Turma. A embargante argumenta, em síntese, que a "intimação da pessoa jurídica não ocorreu, já que a funcionária Luciana não assinou a contrafé e RESSALVOU não ser representante legal da sociedade, POIS NÃO POSSUÍA PODERES DE REPRESENTAÇÃO" (e-STJ, fl. 469). Ressalta, nas razões do recurso,a existência de diversos outros acórdãos proferidos pelasSegunda, Terceira e Quarta Turmas, que destacam a importância da ressalva de ausência de poderes de representação, que invalida a citação/intimação. Defende que a teoria da aparência deve ser afastada no presente caso, poiso ato citatório foi recebido com ressalva, ante a ausência de poderes de representação em juízo, resultando em reconhecimento de sua nulidade. Aduz que o acórdão paradigma indicado "reconheceu a nulidade da citação da empresa em nome do acionista que ressalvou a inexistência de poderes", enquanto que o acórdão embargado "validou o ato de um simples funcionário, mesmo com ressalva" (e-STJ, fl. 471). Impugnação não apresentada. É o relatório. Decido. Com fundamento na orientação contida na Súmula 568/STJ, estou em procederao julgamento monocrático dos embargos de divergência, tendo em vista aexistência de precedentes acerca daquestão ora discutida e a necessidade de se desbastarem as pautas jábastante numerosas da Colenda 2ª Seção. De início, cumpre reafirmar a comprovação do dissídio jurisprudencial alegado pelo embargante e, nesse contexto, penso que os embargos dedivergência devem ser providos. Cinge-se a discussão, em síntese, quanto à validade de citação da pessoa jurídica, quando há ressalva quanto à inexistência de poderes de representação. Segundo precedentes da Corte Especial deste Tribunal, considera-se válida a citação da pessoa jurídica quando esta é recebida por quem se apresenta como representante legal da empresa e recebe a citação sem ressalva quanto à inexistência de poderes de representação em juízo. A propósito: EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. CITAÇÃO DE ASSOCIAÇÃO NA PESSOA DA DIRETORA GERAL, QUE NÃO É A REPRESENTANTE LEGAL, NOS TERMOS DO ESTATUTO.APLICABILIDADE DA TEORIA DA APARÊNCIA. DISSÍDIO JURISPRUDENCIAL DEMONSTRADO. APLICAÇÃO DA MULTA DO PARÁGRAFO ÚNICO DO ART. 538 DO CPC. ABSOLUTA AUSÊNCIA DE DEMONSTRAÇÃO DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. EMBARGOS PARCIALMENTE CONHECIDOS E, NESSA EXTENSÃO, ACOLHIDOS. 1. A pessoa jurídica - ente evidentemente abstrato - se faz representar por pessoas físicas que compõem seus quadros dirigentes.Se a própria diretora geral, mesmo não sendo a pessoa indicada pelo estatuto para falar judicialmente em nome da associação, recebe a citação e, na ocasião, não levanta nenhum óbice ao oficial de justiça, há de se considerar o ato de chamamento válido, sob pena de, consagrando exacerbado formalismo, erigir inaceitável entrave ao andamento do processo. 2. "Aplicação do entendimento prevalente da Corte Especial no sentido de adotar-se a Teoria da Aparência, reputando-se válida a citação da pessoa jurídica quando esta é recebida por quem se apresenta como representante legal da empresa e recebe a citação sem ressalva quanto à inexistência de poderes de representação em juízo" (AgRg nos EREsp 205275/PR, CORTE ESPECIAL, Rel. Ministra ELIANA CALMON, DJ de 28/10/2002). 3. O Embargante, embora tenha se insurgido contra a aplicação, no julgamento dos embargos de declaração, da multa do art. 538 do Código de Processo Civil, não deduziu nenhuma linha sequer em suas razões para demonstrar a existência de eventual dissídio jurisprudencial, desatendendo requisito elementar de admissibilidade do recurso manejado. 4. Embargos de divergência parcialmente conhecidos e, nessa extensão, acolhidos a fim de, cassando o acórdão embargado, mas preservando o que julgou os subsequentes embargos de declaração e aplicou multa, restabelecer o acórdão do Tribunal a quo.(EREsp 864.947/SC, Rel. Ministra LAURITA VAZ, CORTE ESPECIAL, julgado em 06/06/2012, DJe 31/08/2012 - grifou-se) PROCESSO CIVIL - EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA - CITAÇÃO - TEORIA DA APARÊNCIA. 1. Nega-se seguimento a embargos de divergência quando o acórdão recorrido encontra-se em sintonia com a jurisprudência dominante no Tribunal. 2. Aplicação do entendimento prevalente da Corte Especial no sentido de adotar-se a Teoria da Aparência, reputando-se válida a citação da pessoa jurídica quando esta é recebida por quem se apresenta como representante legal da empresa e recebe a citação sem ressalva quanto à inexistência de poderes de representação em juízo. 3. Agravo regimental improvido. (AgRg nos EREsp 205.275/PR, Rel. Ministra ELIANA CALMON, CORTE ESPECIAL, julgado em 18/09/2002, DJ 28/10/2002, p. 209 - grifou-se) No mesmo sentido são os precedentes da Primeira, Segunda e TerceiraTurmas do STJ: PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.CITAÇÃO DA PESSOA JURÍDICA. AUTARQUIA ESTADUAL. CITAÇÃO VIA OFICIAL DE JUSTIÇA. REGULARIDADE DA CITAÇÃO. TEORIA DA APARÊNCIA.REPRESENTANTE LEGAL QUE A RECEBE SEM RESSALVA. SERVIDOR PÚBLICO.INCIDÊNCIA DAS SÚMULAS 7 E 83 DO STJ. AGRAVO INTERNO DA SUPERINTENDÊNCIA DO PORTO DE RIO GRANDE A QUE SE NEGA PROVIMENTO. 1. O Tribunal local concluiu que a autarquia estadual foi citada por meio de oficial de justiça no seu endereço, ocasião em que servidor público apresentou-se como pessoa com poderes para receber citações e intimações em nome da entidade, o que restou devidamente certificado nos autos (fls. 51); rever tal conclusão demandaria aprofundado reexame de matéria fático-probatória, o que é vedado nesta oportunidade, a teor do que dispõe a Súmula 7 do STJ. 3. A jurisprudência do STJ adota a Teoria da Aparência, reputando válida a citação da pessoa jurídica quando esta é recebida por quem se apresenta como representante legal da empresa e recebe a citação sem ressalva quanto à inexistência de poderes de representação em juízo (AgRg nos EREsp. 205.275/PR, Rel. Min. ELIANA CALMON, DJ de 28.10.2002). Incidência, no caso, da Súmula 83/STJ. 4. Agravo Interno da SUPERINTENDÊNCIA DO PORTO DE RIO GRANDE a que se nega provimento.(AgInt no AREsp 1633762/RS, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 24/08/2020, DJe 31/08/2020 - grifou-se) AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. LOCAÇÃO. DESPEJO.DENÚNCIA VAZIA. CITAÇÃO. EMPRESA. REPRESENTANTE LEGAL. VALIDADE.APLICAÇÃO. TEORIA DA APARÊNCIA. 1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). 2. A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça decidiu pela validade da citação da pessoa jurídica quando esta é recebida por intermédio daquele que se apresenta na sede da empresa como seu representante legal e recebe a citação sem ressalva de que não possui poderes para tanto. Aplicação da teoria da aparência. 3. Agravo interno não provido.(AgInt no AREsp 1499564/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 20/04/2020, DJe 27/04/2020 - grifou-se) AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL. PEDIDO DE CUMPRIMENTO DE SENTENÇA DE AÇÃO MONITORIA. CITAÇÃO. PESSOA JURÍDICA.INCIDÊNCIA DA TEORIA DA APARÊNCIA. ALEGAÇÃO DE NULIDADE. AUSÊNCIA DE PREJUÍZO. NULIDADE REJEITADA. 1. Vigora no âmbito do Superior Tribunal de Justiça o entendimento de que, com base na teoria da aparência, considera-se válida a citação quando, encaminhada ao endereço da pessoa jurídica, é recebida por quem se apresenta como representante legal da empresa, sem ressalvas quanto à inexistência de poderes de representação em juízo. 2. O Superior Tribunal de Justiça tem iterativamente assentado que a decretação de nulidade de atos processuais depende da necessidade de efetiva demonstração de prejuízo da parte interessada. 3. Não apresentação pela parte agravante de argumentos novos capazes de infirmar os fundamentos que alicerçaram a decisão agravada. 4. AGRAVO INTERNO CONHECIDO E DESPROVIDO.(AgInt no REsp 1774909/PR, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 30/03/2020, DJe 01/04/2020 - grifou-se) PROCESSUAL CIVIL. FORNECIMENTO DE ÁGUA. ART. 535 DO CPC. ALEGAÇÕES GENÉRICAS. SÚMULA 284/STF. INTIMAÇÃO PESSOAL DO REPRESENTANTE LEGAL DA PESSOA JURÍDICA DA DECISÃO CONCESSIVA DE TUTELA ANTECIPADA.TEORIA DA APARÊNCIA. APLICAÇÃO NA ESPÉCIE. REVISÃO DO VALOR FIXADO A TÍTULO DE MULTA DIÁRIA (ASTREINTE). IMPOSSIBILIDADE, NA ESPÉCIE.SÚMULA 7/STJ. 1. Não se pode conhecer da apontada violação ao artigo 535 do CPC, pois as alegações que fundamentaram a pretensa ofensa são genéricas, sem discriminação dos pontos efetivamente omissos, contraditórios ou obscuros ou sobre os quais tenha ocorrido erro material. Incide, no caso, a Súmula n. 284 do Supremo Tribunal Federal, por analogia. 2. Quanto à suposta ausência de intimação pessoal do representante legal da empresa ora recorrente da decisão que deferiu a antecipação de tutela, registre-se que a Corte Especial do STJ, no julgamento dos embargos de divergência no REsp 156.970/SP (Rel. Min. Vicente Leal, DJ 22.10.2001), consagrou o seguinte entendimento: " .. é de se aplicar a teoria da aparência para reconhecer a validade da citação da pessoa jurídica realizada em quem, na sua sede, se apresenta como seu representante legal e recebe a citação, sem qualquer ressalva quanto à inexistência de poderes para representá-la em Juízo". 3. Na espécie, como bem ressaltou o Tribunal de origem, o mandado de intimação "foi dirigido ao representante legal da CEDAE e este compareceu à audiência de conciliação, restando ciente de todo o procedimento, inclusive agravando de tal decisão, portanto, não há falar em intimação inválida" (e-STJ fl. 519). Logo, perfeitamente aplicável o entendimento acima. 4. A redução da multa diária só é cabível quando fixada em montante exagerado ou irrisório, o que não ocorreu no caso em apreço, sendo imperiosa a aplicação da Súmula 7/STJ. 5. Agravo regimental não provido.(AgRg no AREsp 334.781/RJ, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 13/08/2013, DJe 20/08/2013 - grifou-se) Ocorre que, na hipótese, está expressamente afirmado pelas instâncias ordinárias que, "a despeito de a pessoa que recebeu a citação ter alegado que não seria representante legalda empresa ré, é fato incontroverso sua qualidade de funcionária; in casu, coordenadora financeira (..)" (e-STJ fls. 294). Além disso, a própria certidão emitida pelo Oficial de Justiça atesta que:"no dia 26/09, 28/09 e 04/10, às 11h e 14h, respectivamente, citei e intimei Suprema Aços Indústria e Comércio Ltda., na pessoa de Luciana, coordenadora financeira, que recebeu a contrafé, contudo, se recusou a exarar a sua assinatura, sob a alegação de não ser representante legal da empresa" (e-STJ, fl. 115). De forma diversa o acórdão embargado fundamentou que "não são necessários poderes de representação da pessoa jurídica para recebimento da citação por funcionário da empresa demandada" (e-STJ, fl. 455). Nesse contexto, considerando que acitação foi encaminhada ao endereço da pessoa jurídica, mas recebidapor quem não se apresentoucomo representante legal da empresa, realizando oportunamente as ressalvas necessárias,infere-se a subsunção do caso vertente à orientação manifestada nos precedentes acima transcritos, fato que, por si só, ensejaa reforma do acórdão embargado. Ante o exposto, dou provimento aos embargos de divergênciaa fim de reconhecera nulidade da citação da embargante,SUPREMA AÇOS INDÚSTRIA E COMÉRCIO LTDA, devendo os autos retornarem ao Tribunal de origem para que prossiga no julgamento da apelação,como entender de direito. Intimem-se. EMENTA EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA EM RECURSO ESPECIAL. PROCESSUAL CIVIL.CITAÇÃO. PESSOA JURÍDICA. ATO REALIZADO NA SEDE DA EMPRESA. COMUNICAÇÃO RECEBIDA PELA COORDENADORA FINANCEIRA DA EMPRESA. QUALIDADE DE FUNCIONÁRIA CONFIRMADA PERANTE O OFICIAL DE JUSTIÇA, COM A RESSALVA QUANTO À INEXISTÊNCIA DE PODERES DE REPRESENTAÇÃO. PRECEDENTES ESPECÍFICOS. 1. "Aplicação do entendimento prevalente da Corte Especial no sentido de adotar-se a Teoria da Aparência, reputando-se válida a citação da pessoa jurídica quando esta é recebida por quem se apresenta como representante legal da empresa e recebe a citação sem ressalva quanto à inexistência de poderes de representação em juízo" (AgRg nos EREsp 205275/PR, CORTE ESPECIAL, Rel. Ministra ELIANA CALMON, DJ de 28/10/2002). 2. No mesmo sentido:EREsp 864.947/SC, Rel. Ministra LAURITA VAZ, CORTE ESPECIAL, julgado em 06/06/2012, DJe 31/08/2012;AgInt no AREsp 1633762/RS, Rel. Ministro NAPOLEÃO NUNES MAIA FILHO, PRIMEIRA TURMA, julgado em 24/08/2020, DJe 31/08/2020;AgInt no AREsp 1499564/SP, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 20/04/2020, DJe 27/04/2020;AgInt no REsp 1774909/PR, Rel. Ministro PAULO DE TARSO SANSEVERINO, TERCEIRA TURMA, julgado em 30/03/2020, DJe 01/04/2020;AgRg no AREsp 334.781/RJ, Rel. Ministro MAURO CAMPBELL MARQUES, SEGUNDA TURMA, julgado em 13/08/2013, DJe 20/08/2013. 3. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA ACOLHIDOS.