AREsp 2618917 - DECISAO
O Tribunal reformou o acórdão do TJ-GO por entender que, segundo a jurisprudência do STJ, o ajuizamento de ação pelo consumidor evidencia discordância quanto à submissão à arbitragem, de modo que não pode prevalecer cláusula compromissória imposta de forma compulsória em contrato de consumo; assim, afastou-se a conclusão de coisa julgada decorrente da sentença arbitral homologatória e determinou-se o retorno dos autos ao juízo de origem para prosseguimento do exame do feito.
- Parties
- Agravante: MARIA ROSA SIEGA RODRIGUES; Agravada: VIVER BEM EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS E PARTICIPAÇÕES LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 03 September 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento E Provimento Do Agravo Em Recurso Especial; Determinação De Retorno Dos Autos Ao Tribunal De Origem Para Prosseguimento
- Outcome
- Conheço do agravo e dou provimento para dar provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Cláusula Compromissória, Coisa Julgada, Sentença Arbitral, Contratos De Adesão, Nulidade De Cláusulas Abusivas
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
More case intelligence is available
Unlock the full research layer for this judgment.
Parties
MARIA ROSA SIEGA RODRIGUES
Agravante
VIVER BEM EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS E PARTICIPAÇÕES LTDA
Agravada
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento E Provimento Do Agravo Em Recurso Especial; Determinação De Retorno Dos Autos Ao Tribunal De Origem Para Prosseguimento
Legal Issues
- 1 validação da coisa julgada de sentença arbitral em face de ação judicial proposta pelo consumidor
- 2 validade e eficácia da cláusula compromissória em contrato de adesão na relação de consumo
- 3 necessidade de notificação/intimação da sentença arbitral para efeitos de trânsito em julgado
Ratio Decidendi
O Tribunal reformou o acórdão do TJ-GO por entender que, segundo a jurisprudência do STJ, o ajuizamento de ação pelo consumidor evidencia discordância quanto à submissão à arbitragem, de modo que não pode prevalecer cláusula compromissória imposta de forma compulsória em contrato de consumo; assim, afastou-se a conclusão de coisa julgada decorrente da sentença arbitral homologatória e determinou-se o retorno dos autos ao juízo de origem para prosseguimento do exame do feito.
Court Disposition
Conheço do agravo e dou provimento para dar provimento ao recurso especial
Orders
- Determinar o retorno dos autos ao Tribunal a quo para prosseguimento do feito
- Publique-se
Full Case Text
Judgment text and source record
Sign in to read
Sign in to read the full judgment text
Sign in to read the full judgment text. Downloads and additional research tools may depend on your plan.
Sign in to read the full judgment