AREsp 1846488 - DECISAO
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem corretamente reconheceu a incidência do Código de Defesa do Consumidor no caso de empreendimento habitacional promovido por cooperativa, em conformidade com a jurisprudência do STJ, o que atrai o óbice da Súmula 83; ademais, a cláusula compromissória de...
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- Parties
- Agravante: COOPERATIVA HABITACIONAL DO RESIDENCIAL ILHAS GALAPAGOS
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 August 2021
- Procedural Posture
- Agravo (art. 1.042, Cpc/15) / Agravo Interposto Contra Decisão Que Inadmitiu O Recurso Especial / Julgamento De Admissibilidade No Superior Tribunal De Justiça
- Outcome
- agravo negado (nego provimento ao agravo)
- Legal Topics
- Cláusula Compromissória, Arbitragem, Contrato De Compra E Venda De Imóvel, Rescisão Contratual, Empreendimento Habitacional, Cooperativa Habitacional, Incidência Do CDC, Admissibilidade Do Recurso Especial, Dissídio Jurisprudencial (alínea C)
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Parties
COOPERATIVA HABITACIONAL DO RESIDENCIAL ILHAS GALAPAGOS
Agravante
Procedural Posture
Agravo (art. 1.042, Cpc/15) / Agravo Interposto Contra Decisão Que Inadmitiu O Recurso Especial / Julgamento De Admissibilidade No Superior Tribunal De Justiça
Legal Issues
- 1 Incidência do Código de Defesa do Consumidor em empreendimentos habitacionais promovidos por cooperativas
- 2 Validade de cláusula compromissória de arbitragem em contratos de adesão de consumo (art. 51, VII, CDC)
- 3 Aplicação do art. 82, § 1º, da Lei n. 9.307/96 (arbitragem)
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao agravo porque o Tribunal de origem corretamente reconheceu a incidência do Código de Defesa do Consumidor no caso de empreendimento habitacional promovido por cooperativa, em conformidade com a jurisprudência do STJ, o que atrai o óbice da Súmula 83; ademais, a cláusula compromissória de arbitragem em contrato de adesão consumerista foi corretamente reputada ineficaz nos termos do art. 51, VII, do CDC e da jurisprudência consolidada, e a recorrente não demonstrou divergência jurisprudencial suficiente para fins da alínea 'c' do permissivo constitucional.
Court Disposition
agravo negado (nego provimento ao agravo)
Orders
- Nego provimento ao agravo.
- Publique-se.
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo (art. 1.042, CPC/15), interposto por COOPERATIVA HABITACIONAL DO RESIDENCIAL ILHAS GALAPAGOS, em face de decisão que inadmitiu o recurso especial dainsurgente. O apelo extremo, manejado com amparo nas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, desafia acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de Goiás, assim ementado (fl. 53, e-STJ): AGRAVO DE INSTRUMENTO. AÇÃO DE RESCISÃO CONTRATUAL.CONTRATO DE COMPRA E VENDA DE IMÓVEL. COOPERATIVA HABITACIONAL.CDC. INCIDÊNCIA. CLÁUSULA COMPROMISSÓRIA ARBITRAL. NULIDADE. 1. Infere-se dos autos de origem que a autora/agravada pretende a rescisão do contrato de compra e venda de imóvel, firmado com a ré/agravante, logo, uma vez se tratar de empreendimento habitacional, inegável é a sua condição de consumidora.Precedentes do STJ. 2. Nos contratos que envolvem relação de consumo, como o presente, a cláusula compromissória de arbitragem é nula de pleno direito (ex vi art.51, VII, do CDC), podendo a ação ser proposta no foro de interesse deste último.AGRAVO CONHECIDO E DESPROVIDO. Os embargos de declaração foram rejeitados (fls. 79-87, e-STJ). Nas razões do recurso especial (fls. 91-99, e-STJ), a insurgenteapontaviolação aoart. 82 , § 1º, da Lei n. 9.307/96, aduzindo que o caso não versa relação de consumo, mas sim, entre cooperativa e cooperados, devendo incidir a convenção de arbitragem. Foram apresentadas contrarrazões (fls. 114-120, e-STJ). Em juízo de admissibilidade, o Tribunal a quo negou seguimento ao recurso especial (fls. 123-124, e-STJ), dando ensejo a interposição do presente agravo (fls. 128-136, e-STJ). Foi apresentada contraminuta (fls. 144-158, e-STJ). É o relatório. Decido. A irresignação não merece prosperar. 1. No que diz respeito à alegação de afastamento nas normas consumeristas, verifica-se que o Tribunal de origem assim concluiu (fl. 56, e-STJ): Primeiro, devo dizer, comportável sim se apresenta a aplicação do Código de Defesa do Consumidor no caso em análise. Ora, infere-se dos autos de origem que a autora/agravada pretende a rescisão do contrato de compra e venda de imóvel, firmado com a ré/agravante, logo, uma vez se tratar de empreendimento habitacional, inegável é a sua condição de consumidora. Desta forma,a irresignação não prospera, porquanto o Tribunal de origem adotou entendimento que se amolda à jurisprudência desta Corte Superior acerca da incidência do CDC aos empreendimentos habitacionais promovidos pelas sociedades cooperativas, consoante se verifica nos seguintes precedentes: AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL.OBRIGAÇÃO DE FAZER. DANOS MORAIS. LEGITIMIDADE PASSIVA. MATÉRIA QUE DEMANDA REEXAME DE FATOS E PROVAS. SUMULA 7 DO STJ. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. ACÓRDÃO EM SINTONIA COM PRECEDENTES DESTA CORTE SUPERIOR. AGRAVO INTERNO NÃO PROVIDO. (..) 3. O STJ possui firme o entendimento no sentido de que as disposições do Código de Defesa do Consumidor são aplicáveis aos empreendimentos habitacionais promovidos pelas sociedades cooperativas. Precedentes. (..) 6. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1266376/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 30/05/2019, DJe 04/06/2019) AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. COOPERATIVA HABITACIONAL. CÓDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR. RESTITUIÇÃO DE VALORES PAGOS. PERCENTUAL. MATÉRIA FÁTICO-PROBATÓRIA. REEXAME. SÚMULA Nº 7/STJ. INTERPRETAÇÃO DE CLÁUSULA CONTRATUAL. SÚMULA Nº 5/STJ. 1. Recurso especial interposto contra acórdão publicado na vigência do Código de Processo Civil de 2015 (Enunciados Administrativos nºs 2 e 3/STJ). 2. O Superior Tribunal de Justiça possui orientação no sentido de que as disposições do Código de Defesa do Consumidor são aplicáveis aos empreendimentos habitacionais promovidos pelas sociedades cooperativas. (..) 5. Agravo interno não provido. (AgInt no REsp 1715903/RS, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 08/10/2018, DJe 15/10/2018) Logo, uma vez que o entendimento adotado pelo Tribunal de origem está em consonância com a jurisprudência desta Corte Superior, impõe-se o óbice da Súmula n.83 do STJ. 2. Relativamente àalegação dacompetência arbitral para julgamento do feito, em que se alega ofensa ao art. 82 , § 1º, da Lei n. 9.307/96, restou consignado no acórdão recorrido (fl. 57, e-STJ): O artigo 63 do Código de Processo Civil consagra a possibilidade de as parteselegerem o foro competente para a propositura de demandas que envolvam relação contratual, disciplinando que "As partes podem modificar a competência em razão do valor e do território, elegendo foro onde será proposta ação oriunda de direitos e obrigações." Não obstante, nos contratos que envolvem relação de consumo, como o presente, a cláusula compromissória de arbitragem é nula de pleno direito (ex vi art. 51, VII, do CDC), podendo a ação ser proposta no foro de interesse deste último. Nesse contexto, "Nos termos da jurisprudência firmada no âmbito do Superior Tribunal de Justiça, a validade da cláusula compromissória, em contrato de adesão caracterizado por relação de consumo, está condicionada à efetiva concordância do consumidor no momento da instauração do litígio entre as partes, consolidando-se o entendimento de que o ajuizamento, por ele, de ação perante o Poder Judiciário caracteriza a sua discordância em submeter-se ao Juízo Arbitral, não podendo prevalecer a cláusula que impõe a sua utilização." (AgInt no AREsp 1192648/GO, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 27/11/2018, DJe 04/12/2018). No mesmo sentido: AGRAVO INTERNO. AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. DIREITO DO CONSUMIDOR. CONVENÇÃO DE ARBITRAGEM. LEGALIDADE. PROCESSUAL CIVIL. REVISÃO DE CLÁUSULAS CONTRATUAIS E DE PROVA. SÚMULAS N. 5 E 7/STJ. 1. A legislação consumerista impede a adoção prévia e compulsória da arbitragem, no momento da celebração do contrato, mas não proíbe que, posteriormente, em face de eventual litígio, havendo consenso entre as partes (em especial a aquiescência do consumidor), seja instaurado o procedimento arbitral. Precedentes. 2. Recurso especial cuja pretensão demanda reexame de cláusulas contratuais e de matéria fática da lide, o que encontra óbice na Súmula 7 do STJ. 3. Agravo interno a que se nega provimento. (AgInt no AREsp 1152469/GO, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 08/05/2018, DJe 18/05/2018) grifou-se DIREITO PROCESSUAL CIVIL E CONSUMIDOR. CONTRATO DE FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO. CONTRATO DE ADESÃO. CONVENÇÃO DE ARBITRAGEM. POSSIBILIDADE, RESPEITADOS DETERMINADAS EXCEÇÕES. 1. Um dos nortes a guiar a Política Nacional das Relações de Consumo é exatamente o incentivo à criação de mecanismos alternativos de solução de conflitos de consumo (CDC, art. 4º, § 2º), inserido no contexto de facilitação do acesso à Justiça, dando concretude às denominadas "ondas renovatórias do direito" de Mauro Cappelletti. 2. Por outro lado, o art. 51 do CDC assevera serem nulas de pleno direito "as cláusulas contratuais relativas ao fornecimento de produtos e serviços que: VII - determinem a utilização compulsória de arbitragem". A mens legis é justamente proteger aquele consumidor, parte vulnerável da relação jurídica, a não se ver compelido a consentir com qualquer cláusula arbitral. 3. Portanto, ao que se percebe, em verdade, o CDC não se opõe a utilização da arbitragem na resolução de conflitos de consumo, ao revés, incentiva a criação de meios alternativos de solução dos litígios; ressalva, no entanto, apenas, a forma de imposição da cláusula compromissória, que não poderá ocorrer de forma impositiva. 4. Com a mesma ratio, a Lei n. 9.307/1996 estabeleceu, como regra geral, o respeito à convenção arbitral, tendo criado, no que toca ao contrato de adesão, mecanismos para proteger o aderente vulnerável, nos termos do art. 4º, § 2º, justamente porque nesses contratos prevalece a desigualdade entre as partes contratantes. 5. Não há incompatibilidade entre os arts. 51, VII, do CDC e 4º, § 2º, da Lei n. 9.307/96. Visando conciliar os normativos e garantir a maior proteção ao consumidor é que entende-se que a cláusula compromissória só virá a ter eficácia caso este aderente venha a tomar a iniciativa de instituir a arbitragem, ou concorde, expressamente, com a sua instituição, não havendo, por conseguinte, falar em compulsoriedade. Ademais, há situações em que, apesar de se tratar de consumidor, não há vulnerabilidade da parte a justificar sua proteção. 6. Dessarte, a instauração da arbitragem pelo consumidor vincula o fornecedor, mas a recíproca não se mostra verdadeira, haja vista que a propositura da arbitragem pelo policitante depende da ratificação expressa do oblato vulnerável, não sendo suficiente a aceitação da cláusula realizada no momento da assinatura do contrato de adesão. Com isso, evita-se qualquer forma de abuso, na medida em o consumidor detém, caso desejar, o poder de libertar-se da via arbitral para solucionar eventual lide com o prestador de serviços ou fornecedor. É que a recusa do consumidor não exige qualquer motivação. Propondo ele ação no Judiciário, haverá negativa (ou renúncia) tácita da cláusula compromissória. 7. Assim, é possível a cláusula arbitral em contrato de adesão de consumo quando não se verificar presente a sua imposição pelo fornecedor ou a vulnerabilidade do consumidor, bem como quando a iniciativa da instauração ocorrer pelo consumidor ou, no caso de iniciativa do fornecedor, venha a concordar ou ratificar expressamente com a instituição, afastada qualquer possibilidade de abuso. 8. Na hipótese, os autos revelam contrato de adesão de consumo em que fora estipulada cláusula compromissória. Apesar de sua manifestação inicial, a mera propositura da presente ação pelo consumidor é apta a demonstrar o seu desinteresse na adoção da arbitragem - não haveria a exigível ratificação posterior da cláusula -, sendo que o recorrido/fornecedor não aventou em sua defesa qualquer das exceções que afastariam a jurisdição estatal, isto é: que o recorrente/consumidor detinha, no momento da pactuação, condições de equilíbrio com o fornecedor - não haveria vulnerabilidade da parte a justificar sua proteção; ou ainda, que haveria iniciativa da instauração de arbitragem pelo consumidor ou, em sendo a iniciativa do fornecedor, que o consumidor teria concordado com ela. Portanto, é de se reconhecer a ineficácia da cláusula arbitral. 9. Recurso especial provido. (REsp 1189050/SP, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 01/03/2016, DJe 14/03/2016) grifou-se O acórdão recorrido, portanto, encontra-se em consonância com a jurisprudência desta Corte, o que atrai a incidência da Súmula 83 do STJ. 3. Quanto a pleito fundado na alínea "c" do permissivo constitucional, não assistem razão à insurgente. Da detida análise das razões recursais (fls. 91-99, e-STJ), verifica-se que deixou a recorrente de realizar a necessária confrontação analítica dos acórdãos a fim de demonstrar, de modo inequívoco, as circunstâncias que identificariam ou assemelhariam os casos confrontados, o que impede o acolhimento do presente recurso, fundamentado na suposta ocorrência de dissenso pretoriano. É entendimento firme nesta Corte Superior que a mera transcrição de ementas e de excertos, desprovida da realização do necessário cotejo analítico entre os arestos confrontados, mostra-se insuficiente para comprovar a divergência jurisprudencial ensejadora da abertura da via especial com esteio na alínea "c" do permissivo constitucional. Nesse sentido: AGRAVO INTERNO NO RECURSO ESPECIAL. APELO NOBRE NÃO CONHECIDO. ALEGAÇÃO DE DIVERGÊNCIA JURISPRUDENCIAL. MERA TRANSCRIÇÃO DE EMENTAS. FUNDAMENTOS DA DECISÃO AGRAVADA NÃO IMPUGNADOS. AGRAVO NÃO CONHECIDO. 1. Na hipótese em exame, aplica-se o Enunciado 3 do Plenário do STJ: "Aos recursos interpostos com fundamento no CPC/2015 (relativos a decisões publicadas a partir de 18 de março de 2016) serão exigidos os requisitos de admissibilidade recursal na forma do novo CPC." 2. A jurisprudência desta Corte é pacífica no sentido de que, em relação à admissibilidade do recurso especial pela alínea "c" do permissivo constitucional, para a correta demonstração da divergência jurisprudencial, deve haver o cotejo analítico, expondo-se as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos confrontados, a fim de demonstrar a similitude fática entre o acórdão impugnado e o paradigma, bem como a existência de soluções jurídicas díspares, nos termos dos arts. 1.029, § 1º, do CPC e 255, § 1º, do RISTJ. 3. É inviável o agravo interno que deixa de impugnar especificamente os fundamentos da decisão agravada (CPC/2015, art. 1.021, § 1º). 4. Agravo interno não conhecido. (AgInt no REsp 1655917/MA, Rel. Ministro RAUL ARAÚJO, QUARTA TURMA, julgado em 23/05/2017, DJe 01/06/2017) grifou-se AGRAVO INTERNO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL. AÇÃO DE COBRANÇA. SEGURO DE VIDA. COMPROVAÇÃO DOCUMENTAL. INDENIZAÇÃO SECURITÁRIA. LEGISLAÇÃO CONSTITUCIONAL E INFRACONSTITUCIONAL. SÚMULA Nº 126/STJ. REEXAME DE PROVAS. INVIABILIDADE. SÚMULA Nº 7/STJ. ARTIGO 476 DO CÓDIGO CIVIL. PREQUESTIONAMENTO. AUSÊNCIA. SÚMULA Nº 282/STF. DISSÍDIO NÃO DEMONSTRADO. (..) 4. A divergência jurisprudencial com fundamento na alínea "c" do permissivo constitucional, nos termos do art. 541, parágrafo único, do CPC/1973 e do art. 255, § 1º, do RISTJ, exige comprovação e demonstração, esta, em qualquer caso, com a transcrição dos trechos dos arestos que configurem o dissídio, mencionando-se as circunstâncias que identifiquem ou assemelhem os casos confrontados, não sendo bastante a simples transcrição de ementas sem o necessário cotejo analítico a evidenciar a similitude fática entre os casos apontados e a divergência de interpretações. 5. Agravo interno não provido. (AgInt no AREsp 1057681/MG, Rel. Ministro RICARDO VILLAS BÔAS CUEVA, TERCEIRA TURMA, julgado em 08/08/2017, DJe 15/08/2017) Na hipótese, a recorrente não logrou êxito em demonstrar o alegado dissídio jurisprudencial nos termos exigidos pelos artigos 541, parágrafo único, do CPC/1973, 1.029, § 1º, do CPC/15 e 255, § 1º, do RISTJ. 4. Do exposto, nego provimento ao agravo. Publique-se. Intimem-se.