REsp 1994840 - DECISAO
Conheceu-se em parte do recurso especial e negou-se provimento porque o Tribunal de origem, de forma fundamentada, concluiu tratar-se de contrato de adesão e declarou a nulidade da cláusula compromissória arbitral na hipótese de relação de consumo (art. 51, VII, CDC); afastou a prescrição por entender que o termo inicial só ocorreu com a mora dos agravantes em outubro de 2011, e a revisão desses pontos implicaria reexame de provas vedado pela Súmula 7/STJ; ademais, há jurisprudência que autoriza o juiz a examinar a validade de cláusula arbitral em contratos de adesão.
- Parties
- Recorrente: MORRO DO CHAPEU EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA - EPP; Recorrido: GUILHERME BRANT
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 14 February 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial (art. 105, Iii, a E C, Cf) Interposto Contra Acórdão Do Tribunal De Justiça De Minas Gerais / Julgamento Do Recurso Especial Pelo Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Em Parte E Negação De Provimento)
- Outcome
- Conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento
- Legal Topics
- Cláusula Compromissória, Contrato De Adesão, Prescrição, Competência Jurisdicional, Obrigação De Fazer, Danos Morais, Lucros Cessantes
Case Brief
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Parties
MORRO DO CHAPEU EMPREENDIMENTOS IMOBILIARIOS LTDA - EPP
Recorrente
GUILHERME BRANT
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial (art. 105, Iii, a E C, Cf) Interposto Contra Acórdão Do Tribunal De Justiça De Minas Gerais / Julgamento Do Recurso Especial Pelo Superior Tribunal De Justiça (conhecimento Em Parte E Negação De Provimento)
Legal Issues
- 1 nulidade de cláusula compromissória arbitral em contrato de adesão
- 2 competência da Justiça estadual versus arbitragem
- 3 termo inicial da prescrição em caso de atraso na entrega do empreendimento
Ratio Decidendi
Conheceu-se em parte do recurso especial e negou-se provimento porque o Tribunal de origem, de forma fundamentada, concluiu tratar-se de contrato de adesão e declarou a nulidade da cláusula compromissória arbitral na hipótese de relação de consumo (art. 51, VII, CDC); afastou a prescrição por entender que o termo inicial só ocorreu com a mora dos agravantes em outubro de 2011, e a revisão desses pontos implicaria reexame de provas vedado pela Súmula 7/STJ; ademais, há jurisprudência que autoriza o juiz a examinar a validade de cláusula arbitral em contratos de adesão.
Court Disposition
Conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento
Orders
- Conheço em parte do recurso especial.
- Nego provimento ao recurso especial.
Full Case Text
Judgment text and source record
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