REsp 2143882 - ACORDAO
A Primeira Turma concluiu que a administração pública já podia sujeitar-se à arbitragem antes da Lei 13.129/2015; que a cláusula compromissória é negócio jurídico autônomo aplicável e transmissível à União na sucessão da RFFSA (incluindo contratos firmados antes da Lei de Arbitragem, conforme Súmula 485 do STJ); e que, por boa-fé objetiva e ato jurídico perfeito, não pode a União pleitear indenização e, simultaneamente, afasta a cláusula arbitral. Assim, acolheu-se a preliminar de convenção de arbitragem e extinguiu-se o feito sem resolução do mérito.
- Parties
- Recorrente: ETE EQUIPAMENTOS DE TRACAO ELETRICA LTDA; Recorrente: CEBRAF SERVICOS LTDA.; Recorrente: SCHNEIDER ELECTRIC BRASIL LTDA; Autor (extinta): Rede Ferroviária Federal (RFFSA); Sucedente Da RFFSA / Respondente: União; Contratante Original: FEPASA - Ferrovia Paulista S.A.; Consorciado / Parte Demandada Na Origem: Consórcio Brasileiro Europeu (Consórcio CBE); Interveniente (contrarrazões): Estado de São Paulo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 June 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Provido Pela Primeira Turma (decisão Final)
- Outcome
- Recurso especial provido; acolhida preliminar de convenção de arbitragem; processo extinto sem resolução do mérito
- Legal Topics
- Cláusula Compromissória, Sujeição Da Administração Pública À Arbitragem, Sucessão De Pessoa Jurídica E Transmissibilidade Da Convenção Arbitral, Ato Jurídico Perfeito, Boa Fé Objetiva, Extinção Do Feito Sem Resolução Do Mérito
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
ETE EQUIPAMENTOS DE TRACAO ELETRICA LTDA
Recorrente
CEBRAF SERVICOS LTDA.
Recorrente
SCHNEIDER ELECTRIC BRASIL LTDA
Recorrente
Rede Ferroviária Federal (RFFSA)
Autor (extinta)
União
Sucedente Da RFFSA / Respondente
FEPASA - Ferrovia Paulista S.A.
Contratante Original
Consórcio Brasileiro Europeu (Consórcio CBE)
Consorciado / Parte Demandada Na Origem
Estado de São Paulo
Interveniente (contrarrazões)
Procedural Posture
Recurso Especial / Provido Pela Primeira Turma (decisão Final)
Legal Issues
- 1 Se a administração pública podia sujeitar-se à arbitragem antes da Lei 13.129/2015
- 2 Se a cláusula compromissória pactuada anteriormente (antes de Lei 9.307/1996) é aplicável/transmissível à União que sucedeu a RFFSA
- 3 Se a sucessão da RFFSA pela União inibiu a eficácia da cláusula arbitral em razão de indisponibilidade do interesse público
Ratio Decidendi
A Primeira Turma concluiu que a administração pública já podia sujeitar-se à arbitragem antes da Lei 13.129/2015; que a cláusula compromissória é negócio jurídico autônomo aplicável e transmissível à União na sucessão da RFFSA (incluindo contratos firmados antes da Lei de Arbitragem, conforme Súmula 485 do STJ); e que, por boa-fé objetiva e ato jurídico perfeito, não pode a União pleitear indenização e, simultaneamente, afasta a cláusula arbitral. Assim, acolheu-se a preliminar de convenção de arbitragem e extinguiu-se o feito sem resolução do mérito.
Court Disposition
Recurso especial provido; acolhida preliminar de convenção de arbitragem; processo extinto sem resolução do mérito
Orders
- Dar provimento ao recurso especial para acolher a preliminar de convenção de arbitragem e extinguir o feito sem resolução do mérito, com fundamento no art. 485, VII, do Código de Processo Civil
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