CC 179379 - DECISAO
Não havendo notícia de reconhecimento judicial de nulidade da cláusula de eleição de foro e diante da presunção de validade dessa cláusula conforme a jurisprudência da Segunda Seção do STJ, impõe-se manter a competência escolhida pelas partes; por isso, conheceu-se do conflito e declarou-se a competência do Juízo de...
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- Parties
- Suscitante: JUÍZO DE DIREITO DA 1.ª VARA CÍVEL DE TIMON-MA; Suscitado: JUÍZO DE DIREITO DA 4.ª VARA CÍVEL DE TERESINA-PI; Autor: G3 ADMINISTRAÇÃODE PROPRIEDADE IMOBILIÁRIA LTDA.; Réu: MANOEL GUEDES DE ALMEIDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 June 2021
- Procedural Posture
- Conflito Negativo De Competência / Decisão De Conhecimento E Declaração De Competência Pelo STJ
- Outcome
- Conheço do conflito e declaro a competência do Juízo de Direito da 1.ª Vara Cível de Timon-MA, suscitante.
- Legal Topics
- Cláusula De Eleição De Foro, Competência Territorial, Conflito De Competência, Despejo Por Falta De Pagamento
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Parties
JUÍZO DE DIREITO DA 1.ª VARA CÍVEL DE TIMON-MA
Suscitante
JUÍZO DE DIREITO DA 4.ª VARA CÍVEL DE TERESINA-PI
Suscitado
G3 ADMINISTRAÇÃODE PROPRIEDADE IMOBILIÁRIA LTDA.
Autor
MANOEL GUEDES DE ALMEIDA
Réu
Procedural Posture
Conflito Negativo De Competência / Decisão De Conhecimento E Declaração De Competência Pelo STJ
Legal Issues
- 1 Validade da cláusula de eleição de foro
- 2 Qual juízo é competente para processar e julgar a ação de despejo e cobrança
- 3 Aplicação da jurisprudência da Segunda Seção do STJ
Ratio Decidendi
Não havendo notícia de reconhecimento judicial de nulidade da cláusula de eleição de foro e diante da presunção de validade dessa cláusula conforme a jurisprudência da Segunda Seção do STJ, impõe-se manter a competência escolhida pelas partes; por isso, conheceu-se do conflito e declarou-se a competência do Juízo de Direito da 1.ª Vara Cível de Timon-MA, com fundamento no art. 955, parágrafo único, do NCPC c/c Súmula 568/STJ.
Court Disposition
Conheço do conflito e declaro a competência do Juízo de Direito da 1.ª Vara Cível de Timon-MA, suscitante.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de conflito negativo de competência instaurado entrer. JUÍZO DE DIREITO DA 1.ª VARA CÍVEL DE TIMON-MA, suscitante, e o r. JUÍZO DE DIREITO DA 4.ª VARA CÍVEL DE TERESINA-PI, suscitado. Ação:de Despejo por Falta de Pagamento c.c. Infração Contratual e Cobrança de Aluguéis e Acessórios da Locação, proposta por G3 ADMINISTRAÇÃODE PROPRIEDADE IMOBILIÁRIA LTDA.,em face de MANOEL GUEDES DE ALMEIDA. Decisão do juízo suscitado: declinou da sua competência, acolhendo exceção de incompetência apresentada na contestação, ao fundamento de que as partes contratantes elegeram como competente o foro de Timon-MA (fls.33-34). Decisão do juízo suscitante: entendeu que "(..)não se mostra razoável a parte eleger de forma aleatória o foro de ajuizamento da ação, em flagrante afronta ao princípio do juiz natural e a todo o sistema processual que regula a competência territorial." (fls. 28-31). Parecer do Ministério Público Federal: opinou pela declaração de competência do r. juízo suscitado. (fls. 72-74) É o relatório. Decisão. 1. De início, vale destacar a competência deste Superior Tribunal de Justiça para o exame do presente incidente, uma vez que envolve juízos vinculados a Tribunais diversos, nos termos do que dispõe o artigo 105, inciso I, alínea "d", da Constituição Federal. 2. Consoante orientação firmada pela Colenda Segunda Seção do Superior Tribunal de Justiça, a cláusula do foro de eleição é válida e somente pode ser afastada quando, segundo entendimento pretoriano, seja reconhecida a sua abusividade, a inviabilidade ou especial dificuldade de acesso ao Poder Judiciário. Nesse sentido, confira-se: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO RECURSO ESPECIAL. PROPÓSITO INFRINGENTE. RECEBIMENTO COMO AGRAVO REGIMENTAL. EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA. CLÁUSULA DE ELEIÇÃO DE FORO ENTRE CONCESSIONÁRIA E MONTADORA DE VEÍCULOS. PRESUNÇÃO DE VALIDADE. ABUSIVIDADE NÃO CARACTERIZADA. 1. A jurisprudência da Segunda Seção deste Superior Tribunal de Justiça encontra-se pacificada no sentido de ser válida a cláusula de eleição de foro, a qual somente pode ser afastada quando reputada ilícita em razão de especial dificuldade de acesso à justiça ou no caso de hipossuficiência da parte. Precedentes. 2. Embargos de declaração recebidos como agravo regimental, ao qual se nega provimento. (EDcl no AgRg no REsp 878.757/BA, Rel. Ministra MARIA ISABEL GALLOTTI, QUARTA TURMA, julgado em 22/09/2015, DJe 01/10/2015) DIREITO PROCESSUAL CIVIL. RECURSO ESPECIAL. EXCEÇÃO DE INCOMPETÊNCIA. AÇÃO DE REPARAÇÃO DE DANOS. CONTRATO DE CONCESSÃO COMERCIAL POR ADESÃO. CLÁUSULA DE ELEIÇÃO DE FORO. VALIDADE. 1. A cláusula que estipula a eleição de foro em contrato de adesão é válida, salvo se demonstrada a hipossuficiência ou a inviabilização do acesso ao Poder Judiciário. 2. A superioridade do porte empresarial de uma das empresas contratantes não gera, por si só, a hipossuficiência da outra parte, em especial, nos contratos de concessão empresarial. 3. As pessoas jurídicas litigantes são suficientemente capazes, sob o enfoque financeiro, jurídico e técnico, para demandarem em comarca que, voluntariamente, contrataram. 4. Recurso especial provido. (REsp 1299422/MA, Rel. Ministra NANCY ANDRIGHI, TERCEIRA TURMA, julgado em 06/08/2013, DJe 22/08/2013) E ainda: REsp 961.326/MS, Rel. Ministro JOÃO OTÁVIO DE NORONHA, QUARTA TURMA, julgado em 16/03/2010, DJe 29/03/2010; AgRg no CC 101.275/SC, Rel. Ministro ALDIR PASSARINHO JUNIOR, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 13/05/2009, DJe 10/06/2009; REsp 300.340/RN, Rel. Ministro LUIS FELIPE SALOMÃO, QUARTA TURMA, julgado em 18/09/2008, DJe 13/10/2008; CC 68.863/SP, Rel. Ministro FERNANDO GONÇALVES, SEGUNDA SEÇÃO, julgado em 27/08/2008, DJe 09/09/2008; REsp 765.171/SE, Rel. Ministro JORGE SCARTEZZINI, QUARTA TURMA, julgado em 11/10/2005, DJ 07/11/2005. Com esse norte hermenêutico, no caso dos autos, não há notícia acerca do reconhecimento judicial de nulidade da cláusula de eleição de foro, de modo que sobressai, portanto, a competência do r. juízo suscitante para processar e julgar a demanda. 3. Do exposto, com fundamento no art. 955, parágrafo único, do NCPC c/c Súmula 568/STJ, conheço do presente conflito e, por conseguinte, declaro a competência do r. Juízo de Direito da 1.ª Vara Cível de Timon-MA, suscitante. Publique-se. Intimem-se. Oficie-se.