AREsp 2990880 - ACORDAO
O Tribunal concluiu que, apesar da vigência da Lei 13.786/2018, é possível a revisão judicial da cláusula penal quando sua aplicação for manifestamente excessiva à luz do art. 413 do Código Civil e das normas consumeristas; no caso concreto a cláusula que imporia retenção de 10% sobre o valor total atualizado do contrato seria abusiva porque geraria perda superior aos valores pagos, de modo que se fixou retenção de 25% dos valores pagos e determinou-se a restituição do saldo remanescente em parcela única, corrigida pela taxa Selic desde cada desembolso, além da condenação das recorridas ao pagamento das custas e honorários sucumbenciais majorados para 15% do valor da condenação.
- Parties
- Recorrente/agravante: MARISTELA AQUINO INSFRAM; Recorrido/agravado: GAP PARTICIPAÇÕES LTDA; Recorrido/agravado: SÃO BENTO INCORPORADORA LTDA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 16 December 2025
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Acórdão (conhecimento E Provimento Do Recurso Especial)
- Outcome
- Agravo conhecido e recurso especial provido
- Legal Topics
- Cláusula Penal, Rescisão Contratual, Promessa De Compra E Venda, Lei 13.786/2018, Revisão Judicial De Penalidade Contratual, Ônus Sucumbenciais E Honorários
Case Brief
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Parties
MARISTELA AQUINO INSFRAM
Recorrente/agravante
GAP PARTICIPAÇÕES LTDA
Recorrido/agravado
SÃO BENTO INCORPORADORA LTDA
Recorrido/agravado
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Acórdão (conhecimento E Provimento Do Recurso Especial)
Legal Issues
- 1 base de cálculo da cláusula penal em promessa de compra e venda de lote urbano
- 2 possibilidade de revisão judicial da cláusula penal após a vigência da Lei 13.786/2018
- 3 aplicação do art. 413 do Código Civil e das normas consumeristas na revisão de cláusulas abusivas
Ratio Decidendi
O Tribunal concluiu que, apesar da vigência da Lei 13.786/2018, é possível a revisão judicial da cláusula penal quando sua aplicação for manifestamente excessiva à luz do art. 413 do Código Civil e das normas consumeristas; no caso concreto a cláusula que imporia retenção de 10% sobre o valor total atualizado do contrato seria abusiva porque geraria perda superior aos valores pagos, de modo que se fixou retenção de 25% dos valores pagos e determinou-se a restituição do saldo remanescente em parcela única, corrigida pela taxa Selic desde cada desembolso, além da condenação das recorridas ao pagamento das custas e honorários sucumbenciais majorados para 15% do valor da condenação.
Court Disposition
Agravo conhecido e recurso especial provido
Orders
- Fixar retenção em 25% (vinte e cinco por cento) dos valores pagos pela compradora
- Restituir em parcela única o saldo remanescente, corrigido monetariamente pela taxa Selic desde cada desembolso
Full Case Text
Judgment text and source record
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