HC 913059 - DECISAO
Não conheço do habeas corpus porque a impetração foi proposta após o trânsito em julgado da apelação criminal e buscava, na prática, substituir a interposição de recurso especial ou o ajuizamento de revisão criminal, situação que torna o pedido incognoscível por ausência de processo do qual o STJ possa conhecer, nos...
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- Parties
- Paciente: FÁBIO ANDRÉ SANTOS DA ROCHA; Manifestante: MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 November 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus.
- Legal Topics
- Coação Ilegal, Princípio Da Bagatela, Trânsito Em Julgado, Conhecimento De Habeas Corpus, Competência Do STJ
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Parties
FÁBIO ANDRÉ SANTOS DA ROCHA
Paciente
MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 se o habeas corpus pode ser utilizado, após o trânsito em julgado, como substituto de recurso especial ou de revisão criminal
- 2 aplicação do princípio da bagatela no caso concreto
Ratio Decidendi
Não conheço do habeas corpus porque a impetração foi proposta após o trânsito em julgado da apelação criminal e buscava, na prática, substituir a interposição de recurso especial ou o ajuizamento de revisão criminal, situação que torna o pedido incognoscível por ausência de processo do qual o STJ possa conhecer, nos termos do art. 105 da CF e da jurisprudência citada.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus.
Orders
- Não conheço do habeas corpus.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO FÁBIO ANDRÉ SANTOS DA ROCHA alega ser vítima de coação ilegal em decorrência de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na Apelação Criminal n. 1500552-80.2024.8.26.0540. Consta dos autos que o paciente foi condenado, pela prática do crime de furto qualificado tentado (art. 155, § 4º, II, c/c o art. 14, II, ambos do CP), à pena de 1 ano, 6 meses e 20 dias de reclusão, no regime semiaberto, mais 7 dias-multa. A defesa pleiteia, por meio deste writ, o reconhecimento do princípio da bagatela no caso em apreço e a consequente absolvição do insurgente. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento do writ. Decido. Este habeas corpus foi impetrado em 10/5/2024 e se insurge contra acórdão de apelação criminal que transitou em julgado no dia 12/6/2024, para a defesa (fl. 224 dos autos de origem). Diante desse cenário, não conheço do writ, uma vez que a impetração visou à substituição da interpo sição de recurso especial ou do ajuizamento de revisão criminal. Esta Corte, em diversas ocasiões, reconheceu a impossibilidade de uso do habeas corpus concomitante à interposição de recurso especial ou em substituição à revisão criminal, posicionando-se no sentido de que "o trânsito em julgado do acórdão que julga a apelação criminal, sem que haja a inauguração da competência deste Sodalício, torna incognoscível o pedido de habeas corpus"(AgRg no HC n. 805.183/SP, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, 6ª T., DJe 15/3/2024). A despeito da ampliação do uso d o habeas corpus, e sem esquecer a sua importância na defesa da liberdade de locomoção, a crescente quantidade de impetrações que, antes, deveriam ser examinadas em instâncias diversas, prejudica as funções constitucionais desta Corte. É notável o excessivo volume de habeas corpus em detrimento da eficácia do recurso especial, o que enfraquece a delimitação de teses para trazer uniformidade e previsibilidade ao sistema jurídico. Os impetrantes devem apresentar os pedidos de habeas corpus de forma adequada, direcionando-os à autoridade que tem atribuição para decidir sobre a questão, em primeiro lugar. Assim, não está em curso processo do qual o Superior Tribunal de Justiça possa conhecer (art. 105 da CF), com a eventualidade de, durante o seu julgamento, deparar-se com irregularidade e conceder ordem de ofício (art. 654, § 2º, do CPP). Menciono, por oportuno, que: .. depois de já transitada em julgado a condenação, revela-se inviável, notadamente diante da incompetência deste Superior Tribunal para analisar habeas corpus substitutivo de revisão criminal, tendente a reapreciar o posicionamento exarado por Colegiado estadual .. (AgRg no HC n. 713.747/SP, Rel. Ministro Rogerio Schietti, 6ª T., DJe 24/2/2022). Na mesma direção, cito, ainda, as seguintes decisões monocráticas: HC n. 905.628/SP, Rel. Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), DJe 17/4/2024; HC n. 905.340/SP, Rel. Ministra Daniela Teixeira, DJe 17/4/2024; HC n. 905.232/SP, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, DJe 17/4/2024; HC n. 904.932/PR, Rel. Ministro Antônio Saldanha Palheiro, DJe 16/4/2024. À vista do exposto, não conheço do habeas corpus. Publique-se e intimem-se. EMENTA