HC 934788 - DECISAO
Não conhecer do habeas corpus porque o acórdão de apelação transitou em julgado em 19/10/2021, não houve interposição de recurso especial nem pedido de revisão criminal, de modo que o STJ é incompetente para conhecer de habeas corpus que funcione como substituto de revisão criminal, aplicando-se o art. 34, XX, do...
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- Parties
- Paciente/impetrante: ROMILDO DA SILVA; Órgão Julgador: Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (Apelação Criminal n. 0027561-57.2021.8.21.7000); Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 22 August 2024
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus
- Legal Topics
- Coação Ilegal, Provas Ilícitas, Violação De Domicílio, Desclassificação Para Art. 28 Da Lei N. 11.343/2006, Trânsito Em Julgado, Revisão Criminal, Competência Do STJ, Uso Do Habeas Corpus
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Parties
ROMILDO DA SILVA
Paciente/impetrante
Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (Apelação Criminal n. 0027561-57.2021.8.21.7000)
Órgão Julgador
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 Possibilidade de conhecimento de habeas corpus após trânsito em julgado
- 2 Uso do habeas corpus em substituição à revisão criminal
- 3 Validade de provas obtidas por violação de domicílio
Ratio Decidendi
Não conhecer do habeas corpus porque o acórdão de apelação transitou em julgado em 19/10/2021, não houve interposição de recurso especial nem pedido de revisão criminal, de modo que o STJ é incompetente para conhecer de habeas corpus que funcione como substituto de revisão criminal, aplicando-se o art. 34, XX, do RISTJ e a jurisprudência citada.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus
Orders
- Com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ, não conheço do habeas corpus.
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO ROMILDO DA SILVA alega ser vítima de coação ilegal em decorrência de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio Grande do Sul (Apelação Criminal n. 0027561-57.2021.8.21.7000). Consta dos autos que o paciente foi condenado pela prática dos crimes previstos nos arts. 33 da Lei de Drogas e 344 do CP. A defesa aduz, em síntese, que a condenação do réu foi lastreada em provas ilícitas, obtidas por meio de violação de domicílio, motivo pelo qual requer a concessão da ordem, para que ele seja absolvido. Subsidiariamente, pleiteia a desclassificação da conduta a ele imputada para o delito descrito no art. 28 da Lei n. 11.343/2006. Não houve pedido de liminar. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo não conhecimento da impetração. Decido. Este habeas corpus foi impetrado em 8/8/2024 e se insurge contra acórdão de apelação proferido em 21/9/2021. A decisão transitou em julgado em 19/10/2021 e, pelos documentos constantes dos autos, não se verifica o ajuizamento de revisão criminal. Esta Corte, em diversas ocasiões, reconheceu a impossibilidade de uso do habeas corpus concomitante à interposição de recurso especial ou em substituição à revisão criminal, posicionando-se no sentido de que "o trânsito em julgado do acórdão que julga a apelação criminal, sem que haja a inauguração da competência deste Sodalício, torna incognoscível o pedido de habeas corpus" ( AgRg no HC n. 805.183/SP, Rel. Ministro Teodoro Silva Santos, 6ª T., julgado em 12/3/2024, DJe de 15/3/2024). Apesar da ampliação do uso do remédio heroico, e sem esquecer a sua importância na defesa da liberdade de locomoção, a crescente quantidade de impetrações que, antes, deveriam ser examinadas em instâncias diversas, está prejudicando as funções constitucionais desta Corte. É notável o excessivo volume de habeas corpus, que ultrapassaram 905 mil, em detrimento da eficácia do recurso especial, o que prejudica a delimitação de teses para trazer uniformidade e previsibilidade ao sistema jurídico. Os impetrantes devem apresentar os pedidos de habeas corpus de forma adequada, direcionando-os à autoridade que tem atribuição para decidir sobre a questão, em primeiro lugar. No caso em apreço, a defesa, além de não haver interposto recurso especial, deixou de solicitar ao Tribunal de Justiça a revisão de condenação. Sem existir acórdão sobre essa questão, é incabível eventual constatação de manifesta ilegalidade em seu conteúdo. Assim, não está em curso processo que o Superior Tribunal de Justiça possa conhecer (art. 105 da CF), com a possibilidade de, durante o seu julgamento, deparar-se com irregularidade e conceder ordem de ofício (art. 654, § 2º, do CPP). Menciono, por oportuno: .. depois de já transitada em julgado a condenação, revela-se inviável, notadamente diante da incompetência deste Superior Tribunal para analisar habeas corpus substitutivo de revisão criminal, tendente a reapreciar o posicionamento exarado por Colegiado estadual .. (AgRg no HC n. 713.747/SP, Rel. Ministro Rogerio Schietti, 6ª T., DJe 24/2/2022) Na mesma direção, cito, ainda, as seguintes decisões monocráticas: HC n. 905.628/SP, Rel. Ministro Jesuíno Rissato (Desembargador Convocado do TJDFT), DJe 17/4/2024; HC n. 905.340/SP, Rel. Ministra Daniela Teixeira, DJe 17/4/2024; HC n. 905.232/SP, Rel. Ministro Messod Azulay Neto, DJe 17/4/2024; HC n. 904.932/PR, Rel. Ministro Antonio Saldanha Palheiro, DJe 16/4/2024. À vista do exposto, com fundamento no art. 34, XX, do RISTJ, não conheço do habeas corpus. Publique-se e intimem-se. EMENTA