HC 1023098 - DECISAO
Indefere-se liminarmente o habeas corpus porque o impetrante não juntou a documentação essencial (sentença condenatória e decisão que converteu a prisão em preventiva), de modo que não há prova pré-constituída suficiente para aferir o alegado constrangimento ilegal, exigência essencial em habeas corpus mandamental,...
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- Parties
- Paciente: MARIA HELENA DE LIMA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 August 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Liminar Indeferida
- Outcome
- liminar indeferida
- Legal Topics
- Coação Ilegal, Ilícitude De Prova, Busca Pessoal, Atuação Da Guarda Civil Municipal, Prisão Preventiva, Prisão Domiciliar, Prova Pré Constituída
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Parties
MARIA HELENA DE LIMA
Paciente
Procedural Posture
Habeas Corpus / Liminar Indeferida
Legal Issues
- 1 alegação de condenação baseada em provas ilícitas decorrentes de busca pessoal sem justa causa pela GCM
- 2 ausência de demonstração documental da sentença condenatória e da decisão que converteu a prisão em preventiva
- 3 inexistência de prova pré-constituída exigida para habeas corpus
Ratio Decidendi
Indefere-se liminarmente o habeas corpus porque o impetrante não juntou a documentação essencial (sentença condenatória e decisão que converteu a prisão em preventiva), de modo que não há prova pré-constituída suficiente para aferir o alegado constrangimento ilegal, exigência essencial em habeas corpus mandamental, motivo pelo qual o pedido não pode ser conhecido no momento.
Court Disposition
liminar indeferida
Orders
- Indefiro liminarmente o habeas corpus (art.210 do RISTJ).
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO MARIA HELENA DE LIMA alega ser vítima de coação ilegal em decorrência de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, que denegou o HC n. 2198544-26.2025.8.26.0000. Consta dos autos que a paciente foi condenada à pena de 4 anos, 10 meses e 10 dias de reclusão, em regime inicial semiaberto, mais multa, pela prática do crime previsto no art. 33, caput e § 4º, da Lei n. 11.343/2006. A defesa aduz, como tese principal, que a condenação da ré foi lastreada em provas ilícitas, obtidas por meio de busca pessoal sem que houvesse justa causa para a medida. Afirma, ainda, que "a GCM atuou fora de suas atribuições no caso. Isso leva à exclusão da prova da autoria e da materialidade" (fl. 8). Na sequência, afirma que não está evidenciada nenhuma das hipóteses previstas no art. 312 do CPP e, por fim, considera ser devida a substituição da custódia preventiva por prisão domiciliar, em razão de a paciente possuir filha menor de 12 anos de idade. Requer, assim, a concessão da ordem, para determinar: "i) O relaxamento da prisão, tendo em vista a ilegalidade da abordagem feita sem fundada suspeita e pela guarda municipal, com o consequente trancamento da ação penal; ii) Subsidiariamente, a revogação da prisão preventiva; iii) Em último caso, requer-se seja cumprida a decisão proferida no HC coletivo nº 143.641" (fl. 22). Decido. De plano, verifico que não foi trazida à colação cópia da sentença condenatória, tampouco da decisão que converteu a prisão em flagrante em preventiva. Tal circunstância prejudica sobremaneira a exata compreensão do caso, inviabilizando-se, assim, o exame do alegado constrangimento ilegal de que estariam sendo vítima a paciente. Ação constitucional de natureza mandamental, o habeas corpus tem como escopo precípuo afastar eventual ameaça ao direito de ir e vir, cuja natureza urgente exige prova pré-constituída das alegações, não comportando dilação probatória. É cogente ao impetrante, sobretudo quando se tratar de advogado (como no caso, Defensora Pública), apresentar elementos documentais suficientes para se permitir aferir a alegada existência de constrangimento ilegal no ato atacado na impetração, o que, no caso, não ocorreu. Nessa diretriz, menciono: " .. 2. Na espécie, deixou-se de proceder à demonstração, mediante documentação comprobatória suficiente, de que o auto de constatação do dano realizado seria inidôneo, eis que ausente a peça, cabendo ao impetrante a escorreita instrução do habeas corpus, indicando, por meio de prova pré-constituída, o alegado constrangimento ilegal. 3. Habeas corpus não conhecido." (HC n. 166.551/RS, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, 6ª T., DJe17/6/2013). À vista do exposto, nos termos do art. 210 do RISTJ, indefiro liminarmente o habeas corpus. Nada impede, porém, à vista dos princípios da economia e da celeridade processuais, que, caso a parte traga as aludidas peças faltantes, o pedido seja considerado e analisado. Publique-se e intimem-se. EMENTA