HC 996938 - DECISAO
Não conhecer do habeas corpus por não ser competência originária do Superior Tribunal de Justiça o julgamento de habeas corpus impetrado contra seus próprios atos, nos termos do art. 105 da Constituição Federal e da jurisprudência citada.
Source-derived case information.
- Parties
- Paciente: LUCAS OLIVEIRA DOS SANTOS PELARIN; Manifestante: Ministério Público Federal
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 September 2025
- Procedural Posture
- Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
- Outcome
- Não conheço do habeas corpus.
- Legal Topics
- Coação Ilegal, Adulteração De Sinal Identificador De Veículo Automotor, Insuficiência Probatória, Nulidade De Provas, Dosimetria Da Pena, Atenuante Da Confissão Espontânea, Regime Inicial De Cumprimento Da Pena, Competência Para Julgamento De Habeas Corpus, Recurso Especial, Agravo Em Recurso Especial
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Parties
LUCAS OLIVEIRA DOS SANTOS PELARIN
Paciente
Ministério Público Federal
Manifestante
Procedural Posture
Habeas Corpus / Decisão De Não Conhecimento
Legal Issues
- 1 existência de coação ilegal em acórdão do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo
- 2 suficiência das provas
- 3 nulidade de provas obtidas por meio ilícito
Ratio Decidendi
Não conhecer do habeas corpus por não ser competência originária do Superior Tribunal de Justiça o julgamento de habeas corpus impetrado contra seus próprios atos, nos termos do art. 105 da Constituição Federal e da jurisprudência citada.
Court Disposition
Não conheço do habeas corpus.
Orders
- Publique-se e intimem-se.
Full Case Text
Judgment text and source record
1 paragraphs
DECISÃO LUCAS OLIVEIRA DOS SANTOS PELARIN alega ser vítima de coação ilegal em decorrência de acórdão proferido pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo na Apelação Criminal n. 1502635-56.2022.8.26.0664. Consta dos autos que o paciente foi condenado à pena de 4 anos e 1 mês de reclusão, em regime inicial semiaberto, mais multa, pela prática do crime de adulteração de sinal identificador de veículo automotor. A defesa aduz, em síntese, a) insuficiência probatória; b) nulidade das provas obtidas por meio ilícito; c) dosimetria da pena exagerada; d) necessidade de reconhecimento da atenuante da confissão espontânea; e) inadequação do regime inicial de cumprimento da pena. Requer absolvição ou, em caso de manutenção da sentença, que o regime inicial seja alterado para o aberto. O Ministério Público Federal manifestou-se pelo indeferimento da petição inicial (fls. 465-467). Decido. No entanto, em consulta processual realizada na página eletrônica do TJSP e nos assentamentos eletrônicos desta Corte, verifico que, contra o acórdão da apelação, a defesa também interpôs recurso especial, não admitido na origem. Na sequência, interpôs agravo em recurso especial (AREsp n. 2.711.265/SP), que não foi conhecido por esta Corte. Assim, não se pode conhecer do presente writ por não ser competência originária desta Corte Superior o julgamento de habeas corpus impetrado contra seus próprios atos, conforme se verifica no rol de competências do art. 105 da Constituição Federal. Ilustrativamente: .. 2. Revela-se inadequada a impetração habeas corpus nesta Corte para impugnar suas próprias decisões, conforme ressai da competência constitucional atribuída ao Superior Tribunal de Justiça no art. 105 da Carta da República. 3. Agravo regimental improvido. (AgRg no HC 349.195/SP, Rel. Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, 5ª T., DJe de 27/10/2016, grifei) À vis ta do exposto, não conheço do habeas corpus. Publique-se e intimem-se. EMENTA