AREsp 2471829 - DECISAO
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial em razão da aplicação cumulativa de óbices de admissibilidade: deficiência de fundamentação por ausência de indicação precisa dos incisos/parágrafos supostamente violados (Súmula 284/STF), subsistência de fundamento autônomo e suficiente no acórdão...
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- Parties
- Agravante: UNIÃO; Exequente/associação Autora: ANAJUSTRA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 06 February 2024
- Procedural Posture
- Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial (decisão De Admissibilidade)
- Outcome
- Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
- Legal Topics
- Coisa Julgada Material, Legitimidade Ativa De Associação, Admissibilidade De Recurso Especial, Preclusão, Prequestionamento, Dissídio Jurisprudencial
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Parties
UNIÃO
Agravante
ANAJUSTRA
Exequente/associação Autora
Procedural Posture
Agravo Em Recurso Especial / Conhecimento Do Agravo; Não Conhecimento Do Recurso Especial (decisão De Admissibilidade)
Legal Issues
- 1 alegação de negativa de prestação jurisdicional (art. 489, § 1º c/c art. 1.022 do CPC)
- 2 necessidade de limitação subjetiva da coisa julgada aos nomes constantes da lista juntada pela associação (art. 2º-A, parágrafo único, Lei n. 9.494/1997 e arts. 502-508 do CPC)
- 3 incidência das Súmulas n. 283 e 284 do STF
Ratio Decidendi
Conheceu-se do agravo, mas não se conheceu do recurso especial em razão da aplicação cumulativa de óbices de admissibilidade: deficiência de fundamentação por ausência de indicação precisa dos incisos/parágrafos supostamente violados (Súmula 284/STF), subsistência de fundamento autônomo e suficiente no acórdão recorrido não atacado pela parte (Súmula 283/STF), necessidade de evitar o reexame de matéria fático-probatória (Súmula 7/STJ) e ausência de prequestionamento da tese recursal, o que inviabiliza a demonstração de dissídio jurisprudencial pela alínea "c" do art. 105 da CF/88.
Court Disposition
Conheço do agravo para não conhecer do recurso especial.
Orders
- Publique-se.
- Intimem-se.
Full Case Text
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1 paragraphs
DECISÃO Cuida-se de agravo apresentado pela UNIÃO contra a decisão que não admitiu seu recurso especial. O apelo nobre, fundamentado no artigo 105, inciso III, alíneas "a" e "c", da CF/88, visa reformar acórdão proferido pelo TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1ª REGIÃO, assim resumido: PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO. LIMITES DA COISA JULGADA. OBSCURIDADE. VÍCIO SANADO. EMBARGOS DE DECLARAÇÃO DA ANAJUSTRA ACOLHIDOS. Quanto à primeira controvérsia, pela alínea "a" do permissivo constitucional, a parte recorrente alega violação do art. 489, § 1º, c/c o art. 1.022 do CPC, no que concerne à negativa de prestação jurisdicional. Quanto à segunda controvérsia, pelas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, a parte recorrente alega violação e interpretação divergente dos arts. 502, 503, 506, 507 e 508 do CPC e do art. 2º-A, parágrafo único, da Lei n. 9.494/1997, no que concerne à necessidade de reconhecimento da limitação subjetiva da coisa julgada em relação a legitimidade ativa restrita aos exequentes cujos nomes tenham constado da relação de associados apresentada no processo de conhecimento, trazendo a seguinte argumentação: O acórdão recorrido rejeitou o argumento da União no sentido da ilegitimidade ativa dos exequentes cujos nomes não tenham constado da relação de associados apresentada no processo de conhecimento, sob os fundamentos de (i) preclusão e (ii) anterioridade do trânsito em julgado da sentença da ação originária em relação ao decidido pelo E. STF no RE 573.232-SC. Primeiramente, conforme aduzido pela União, o título executivo foi expresso Quanto ao universo dos beneficiários da ação coletiva, conforme se extrai do dispositivo da sentença: .. Mister destacar que não houve interposição de recurso pela associação em face da limitação definida na sentença. .. Além disso, vale ressaltar que a ANAJUSTRA acostou por mais de uma vez, durante a fase de conhecimento, a listagem daqueles que estavam por ela representados, o que revela o peso que possui a lista mencionada pelo dispositivo da sentença. Dessa forma, o entendimento exposto no acórdão viola a coisa julgada material formada na ação de origem, vez que, repise-se, a decisão executada indicou EXPRESSAMENTE que os legitimados eram aqueles arrolados na lista apresentada pela associação autora. Nesse tópico, cumpre afirmar que associação quando busca o direito de seus associados, atua como representante processual e não como substituta processual, à luz da interpretação da Constituição. .. Logo, é pacífico para o STF que na fase de execução de título judicial formulado por atuação de entidade associativa, com fulcro no art. 5º, XXI, da CF/88, não é possível alterar as balizas subjetivas da coisa julgada para incluir pessoas que não foram inicialmente apontadas como beneficiárias na inicial da ação de conhecimento e que não autorizaram a associação. Ademais, o que decidido pelo STF não traz nenhuma inovação no campo jurídico ou mudança jurisprudencial, uma vez que apenas se atestou a constitucionalidade do artigo 2º-A, parágrafo único, da Lei nº 9.494/97, que foi incluído na lei em referência por meio da medida provisória nº 2.180-35/2001, ou seja, antes mesmo do ajuizamento da demanda coletiva (fls. 1.053-1.054). Nessa toada, convém registrar que no RE. 612.043, o STF voltou a reafirmar a jurisprudência da casa, também por meio de repercussão geral, refinando as balizas da aplicação do art.2ª-A, parágrafo único, da Lei nº 9.494/97 (fl. 1.057). Com efeito, o presente recurso apenas requer a aplicação da lei federal vigente no caso, ou seja, a de que a limitação subjetiva da coisa julgada formulada por ação ajuizada por associação é limitada à lista que compõe a inicial: .. Nessa toada, é pacífica a jurisprudência desse Tribunal de que se o título judicial transita em julgado com expressa limitação à lista, deve essa limitação ser observada na execução (fl. 1.058). Ressalte-se, ainda, que quanto ao tema não há preclusão, haja vista que é cediço que a legitimidade é matéria de ordem pública, alegável a qualquer tempo. Além disso, seria impossível à União alegar a necessidade de limitação dos beneficiários em sede de recurso, visto que, conforme demonstrado, a sentença já havia imposto tal limitação. Não houve sucumbência da União nesse tópico, tampouco omissão, menos ainda preclusão. Em realidade, a tese acobertada pela coisa julgada e, portanto, já preclusa, É A NECESSIDADE DE LIMITAÇÃO À LISTA, conforme ressai da leitura do dispositivo do título judicial. Neste ponto, a União sempre se sagrou vencedora na lide, não havendo interesse recursal neste ponto, durante a fase de conhecimento. Portanto, dois são os fundamentos para se acolher a preliminar de limitação subjetiva da coisa julgada aventada pela União, fazendo-se observar a listagem apresentada às fls. 448/500: a) a coisa julgada formada na ação originária já limita o universo de pessoas beneficiárias do bem da vida postulado em juízo, ou seja, somente aqueles listados nas fls. 448/500 e; b) o artigo 2º-A, parágrafo único, da Lei nº 9.494/97 limita os beneficiários do título executivo aqueles cujos nomes foram arrolados na lista apresentada no processo de conhecimento, com a petição inicial, sendo este dispositivo vigente desde o ano de 2001, portanto, em data muito anterior ao ajuizamento da presente ação coletiva (fl. 1.059). Quanto à terceira controvérsia, pelas alíneas "a" e "c" do permissivo constitucional, a parte recorrente alega violação e interpretação divergente dos arts. 502, 503, 506, 507 e 508 do CPC e do art. 2º-A, parágrafo único, da Lei n. 9.494/1997, no que concerne à necessidade de limitação subjetiva do julgado aos exequentes incluídos no rol definido no dispositivo da sentença, que faz expressa menção aos sujeitos que se beneficiarão do título coletivo transitado em julgado, trazendo a seguinte argumentação: Com efeito, o presente recurso apenas requer a aplicação da lei federal vigente no caso, ou seja, a de que a limitação subjetiva da coisa julgada formulada por ação ajuizada por associação é limitada à lista que compõe a inicial: .. Outrossim, não só há limitação à lista que compõe a inicial, como o dispositivo da sentença faz expressa menção aos sujeitos que se beneficiarão do título coletivo que transitara em julgado. Portanto, no caso concreto a limitação do universo subjetivo da coisa julgada decorre não somente da observância da lista que acompanhou a inicial, como da lista constante no dispositivo da sentença acobertada pela coisa julgada (fl. 1.058). É, no essencial, o relatório. Decido. Quanto à primeira controvérsia, relativamente ao art. 489, § 1º, do CPC, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que não há a indicação clara e precisa do dispositivo de lei federal tido por violado, pois nas razões do recurso especial não se particularizou o inciso, o parágrafo ou a alínea sobre o qual recairia a referida ofensa, incidindo, por conseguinte, o citado enunciado: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia". Ressalte-se, por oportuno, que essa indicação genérica do artigo de lei que teria sido contrariado induz à compreensão de que a violação alegada é somente de seu caput, que, no caso, traz em seu texto uma mera introdução ao regramento legal contido nos incisos, nos parágrafos ou nas alíneas. Nesse sentido: "Quanto à segunda controvérsia, na espécie, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que não há a indicação clara e precisa do dispositivo de lei federal tido por violado, pois, nas razões do recurso especial, não se particularizou o parágrafo/inciso/alínea sobre o qual recairia a referida ofensa, incidindo, por conseguinte, o citado enunciado: "É inadmissível o recurso extraordinário, quando a deficiência na sua fundamentação não permitir a exata compreensão da controvérsia" (AgInt no AREsp n. 1.558.460/SP, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 11/3/2020.) De igual sorte: "A ausência de particularização dos incisos do artigo supostamente violado, inviabilizam a compreensão da irresignação recursal, em face da deficiência da fundamentação do apelo raro" (AgRg no AREsp n. 522.621/PR, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe de 12/12/2014.) Confiram-se também os seguintes julgados: AgInt no AREsp n. 1.229.292/SP, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe de 4/9/2018; AgInt no AgRg no AREsp n. 801.901/SP, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 1º/12/2017; AgInt nos EDcl no AREsp n. 875.399/RS, relator Ministro Antonio Carlos Ferreira, Quarta Turma, DJe de 1º/8/2017; AgInt no REsp n. 1.679.614/PE, relatora Ministra Maria Thereza de Assis Moura, Sexta Turma, DJe de 18/9/2017; e AgRg no REsp n. 695.304/RJ, relator Ministro Francisco Falcão, Primeira Turma, DJ de 5/9/2005; EDcl no AgRg no AREsp n. 1.962.212/PA, relator Ministro Reynaldo Soares da Fonseca, Quinta Turma, DJe de 15/2/2022. Ademais, incide o óbice da Súmula n. 284/STF, uma vez que a parte recorrente aponta violação do art. 1.022 do Código de Processo Civil de 2015 (art. 535 do Código de Processo Civil de 1973), sem especificar, todavia, quais incisos foram contrariados, a despeito da indicação de omissão, contradição, obscuridade ou erro material. Nesse sentido: "É deficiente a fundamentação do recurso especial em que a alegação de ofensa ao art. 1.022 do CPC/2015 se faz de forma genérica, sem especificar quais foram os incisos violados. Aplica-se, na hipótese, o óbice da Súmula 284 do STF". (AgInt no AREsp n. 1.530.183/RS, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 19/12/2019.) Confira-se também o seguinte julgado: AgInt no AREsp n. 1.559.920/SE, relator Ministro Francisco Falcão, Segunda Turma, DJe de 22/10/2020. Quanto à segunda e terceira controvérsias, incide o óbice da Súmula n. 283/STF, uma vez que a parte deixou de atacar fundamento autônomo e suficiente para manter o julgado, qual seja: Todavia, no caso em exame, o entendimento do Supremo Tribunal Federal, em repercussão geral, firmado no RE 573.232/SC, no sentido de que os efeitos de sentença prolatada em ações coletivas, pelas entidades associativas, alcançam apenas os filiados que, na data da propositura da ação, ostentavam a condição de filiado, não tem o condão de alcançar a coisa julgada na ação coletiva proposta pela ANAJUSTRA (Processo nº 2004.34.00.048565-0), tendo em vista que a sentença e o acórdão, com trânsito em julgado, foram proferidos em data anterior à respectiva repercussão geral, e não houve ação rescisória quanto à matéria, ou seja, na ação coletiva, à época do julgamento, foi assegurada à associação ampla legitimidade ativa como substituta processual, no que contempla tanto os filiados ao tempo da propositura da ação como aqueles que se filiaram após o ajuizamento da ação de conhecimento (fl. 1.029). Nesse contexto, é de se reconhecer que a sentença e o acórdão, com trânsito em julgado, foram proferidos em data anterior à respectiva repercussão geral, e não houve ação rescisória quanto à matéria, ou seja, na ação coletiva, à época do julgamento, foi assegurada à associação ampla legitimidade ativa como substituta processual, no que contempla tanto os filiados ao tempo da propositura da ação como aqueles que se filiaram após o ajuizamento da ação de conhecimento. Dessa forma, na hipótese dos autos, tendo o título judicial em execução, assegurado à ANAJUSTRA legitimidade ativa como substituta processual, com trânsito em julgado, sem que tenha havido ação rescisória sobre a matéria, não prospera a alegação da União de ilegitimidade ativa da parte exequente (fl. 1.031). Nesse sentido: "A subsistência de fundamento inatacado apto a manter a conclusão do aresto impugnado impõe o não-conhecimento da pretensão recursal, a teor do entendimento disposto na Súmula n. 283/STF: "É inadmissível o recurso extraordinário quando a decisão recorrida assenta em mais de um fundamento suficiente e o recurso não abrange todos eles"". (AgInt nos EDcl no AREsp n. 1.317.285/MG, relator Ministro Luis Felipe Salomão, Quarta Turma, DJe de19/12/2018.) Confiram-se ainda os seguintes precedentes: AgInt no AREsp 1.572.038/RS, relator Ministro Moura Ribeiro, Terceira Turma, DJe de 13/8/2020; AgInt no AREsp 1.157.074/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, DJe de 5/8/2020; AgInt no REsp 1.389.204/MG, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 3/8/2020; AgInt no REsp 1.842.047/RS, relator Ministro Gurgel de Faria, Primeira Turma, DJe de 26/6/2020; e AgRg nos EAREsp 447.251/SP, relator Ministro João Otávio de Noronha, Corte Especial, DJe de 20/5/2016. Ademais, incide o óbice da Súmula n. 7 do STJ ("A pretensão de simples reexame de prova não enseja recurso especial"), uma vez que a pretensão recursal consiste no reconhecimento da violação à coisa julgada através da revisão da interpretação do teor do título executivo judicial realizada pela Corte de origem, o que demanda o reexame do acervo fático-probatório juntado aos autos. Nesse sentido, a jurisprudência do STJ firmou que "esta Corte Superior de Justiça firmou orientação no sentido de não ser possível, em recurso especial, rever o posicionamento adotado pelo Tribunal de origem Quanto ao teor do título em execução, a fim de verificar-se possível ofensa à coisa julgada, aplicando o enunciado da Súmula 7/STJ" (AgInt no AREsp 770.444/RS, relator Ministro Benedito Gonçalves, Primeira Turma, DJe de 15/3/2019). Confiram-se ainda os seguintes julgados: AgInt nos EDcl no AREsp 1.588.826/SP, relator Ministro Raul Araújo, Quarta Turma, DJe de 1º/7/2020; REsp 1.431.610/GO, relator Ministro Og Fernandes, Segunda Turma, DJe de 26/2/2019; e AgRg no AREsp 755.581/SP, relator Ministro Marco Aurélio Bellizze, Terceira Turma, DJe de 29/2/2016. Ainda, quanto à terceira controvérsia, não houve o prequestionamento da tese recursal, uma vez que a questão postulada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente. Nesse sentido: "Quanto à segunda controvérsia, o Distrito Federal alega violação do art. 91, § 1º, do CPC. Nesse quadrante, não houve prequestionamento da tese recursal, uma vez que a questão postulada não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente no sentido de que a realização de perícia por entidade pública somente ser possível quando requerida pela Fazenda Pública, pelo Ministério Público ou pela Defensoria Pública. " (AgInt no AREsp n. 1.582.679/DF, relator Ministro Herman Benjamin, Segunda Turma, DJe de 26/05/2020.) Igualmente, verifica-se que a tese recursal que serve de base para o dissídio jurisprudencial não foi examinada pela Corte de origem sob o viés pretendido pela parte recorrente. Dessa forma, reconhecida a ausência de prequestionamento da tese recursal objeto da divergência, inviável a demonstração do referido dissenso em razão da inexistência de identidade entre os arestos confrontados, requisito indispensável ao conhecimento do recurso especial pela alínea "c" do permissivo constitucional. Nesse sentido: "A ausência de debate, no acórdão recorrido, acerca da tese recursal, também inviabiliza o conhecimento do recurso especial pela divergência jurisprudencial, pois, sem discussão prévia pela instância pretérita, fica inviabilizada a demonstração de que houve adoção de interpretação diversa". (AgRg no AREsp n. 1.800.432/DF, relatora Ministra Laurita Vaz, Sexta Turma, DJe de 25/03/2021.) Além disso, quanto à segunda e terceira controvérsias, verifica-se que a pretensão da parte agravante é de ver reconhecida a existência de dissídio jurisprudencial que tem por objeto a mesma questão aventada sob os auspícios da alínea "a", que, por sua vez, foi obstaculizada pela ausência de impugnação específica dos fundamentos do acórdão recorrido (Súmula 283/STF). Assim, quando remanesce incólume fundamento capaz por si só de manter o acórdão recorrido, impõe-se o reconhecimento da inexistência de identidade jurídica entre os arestos confrontados, requisito indispensável ao conhecimento do recurso especial pela alínea "c". Ante o exposto, com base no art. 21-E, V, do Regimento Interno do Superior Tribunal de Justiça, conheço do agravo para não conhecer do recurso especial. Publique-se. Intimem-se. EMENTA