REsp 2123162 - DECISAO
Negou-se provimento ao recurso especial porque, sendo incontroversa a competência do juízo estadual para processar a execução fiscal de origem (na condição de atuar em delegação de competência por força do art. 75 da Lei 13.043/2014), tal competência atrai o processamento e julgamento da ação anulatória de arrematação que visa desconstituir ato praticado naquele juízo, ainda que a ação tenha sido proposta após a revogação da delegação; a jurisprudência desta Corte firmou que compete ao juízo onde se praticou o ato executivo conhecer das ações destinadas a desconstituí-lo, e a presença eventual da União no polo passivo não altera essa conclusão quando o juízo estadual atua em competência...
- Parties
- Recorrente: Indústrias Bonet S/A
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 02 May 2024
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão De Mérito (nego Provimento)
- Outcome
- Nego provimento ao recurso especial
- Legal Topics
- Competência, Arrematação, Ação Anulatória, Competência Delegada, Execução Fiscal, Art. 903, § 4º Do CPC, Art. 75 Da Lei 13.043/2014
Case Brief
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Parties
Indústrias Bonet S/A
Recorrente
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Mérito (nego Provimento)
Legal Issues
- 1 Se a ação anulatória de arrematação (art. 903, § 4º do CPC) deve ser processada no juízo em que se praticou o ato executivo mesmo quando este atuou em competência delegada.
- 2 Aplicabilidade da norma de transição do art. 75 da Lei 13.043/2014 às execuções fiscais anteriores à revogação da delegação e seus efeitos sobre ações autônomas posteriores.
- 3 Se a inclusão da União (Fazenda Nacional) no polo passivo afeta a competência para processamento da ação anulatória.
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso especial porque, sendo incontroversa a competência do juízo estadual para processar a execução fiscal de origem (na condição de atuar em delegação de competência por força do art. 75 da Lei 13.043/2014), tal competência atrai o processamento e julgamento da ação anulatória de arrematação que visa desconstituir ato praticado naquele juízo, ainda que a ação tenha sido proposta após a revogação da delegação; a jurisprudência desta Corte firmou que compete ao juízo onde se praticou o ato executivo conhecer das ações destinadas a desconstituí-lo, e a presença eventual da União no polo passivo não altera essa conclusão quando o juízo estadual atua em competência...
Court Disposition
Nego provimento ao recurso especial
Orders
- Nego provimento ao recurso especial
- Publique-se
Full Case Text
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