MS 30054 - DECISAO
O Superior Tribunal de Justiça declarou a ilegitimidade passiva da Ministra da Saúde e sua incompetência para processar e julgar o mandado de segurança porque a impetrante não demonstrou ato concreto praticado pela autoridade federal apontada como coatora, havendo evidências de que a suposta inscrição no CADIN decorreu de providências da Caixa Econômica Federal e que a celebração/supervisão de convênios compete à Diretoria-Executiva do Fundo Nacional de Saúde (Decreto n. 11.798/2023); assim, excluída a Ministra do polo passivo, os autos foram devolvidos ao juízo de origem para prosseguimento.
- Parties
- Impetrante: SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE BELO HORIZONTE; Impetrado: Gerente de Clientes e Negócios da Caixa Econômica Federal; Impetrado: Superintendente de Clientes e Negócios da Caixa Econômica Federal; Impetrada: Ministra da Saúde
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 24 October 2024
- Procedural Posture
- Mandado De Segurança / Declínio De Competência E Devolução Ao Juízo De Origem (10ª Vara Federal Cível Da SSJ De Belo Horizonte)
- Outcome
- Ilegitimidade passiva da Ministra da Saúde reconhecida; competência do STJ declinada; autos devolvidos ao juízo de origem.
- Legal Topics
- Competência, Ilegitimidade Passiva, Inscrição No CADIN, Convênios, Liminar
Case Brief
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Parties
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE BELO HORIZONTE
Impetrante
Gerente de Clientes e Negócios da Caixa Econômica Federal
Impetrado
Superintendente de Clientes e Negócios da Caixa Econômica Federal
Impetrado
Ministra da Saúde
Impetrada
Procedural Posture
Mandado De Segurança / Declínio De Competência E Devolução Ao Juízo De Origem (10ª Vara Federal Cível Da SSJ De Belo Horizonte)
Legal Issues
- 1 ausência de ato concreto praticado pela Ministra da Saúde apto a autorizar competência originária do STJ
- 2 ilegitimidade passiva da Ministra da Saúde
- 3 necessidade de ato coator concreto e direito líquido e certo para mandado de segurança
Ratio Decidendi
O Superior Tribunal de Justiça declarou a ilegitimidade passiva da Ministra da Saúde e sua incompetência para processar e julgar o mandado de segurança porque a impetrante não demonstrou ato concreto praticado pela autoridade federal apontada como coatora, havendo evidências de que a suposta inscrição no CADIN decorreu de providências da Caixa Econômica Federal e que a celebração/supervisão de convênios compete à Diretoria-Executiva do Fundo Nacional de Saúde (Decreto n. 11.798/2023); assim, excluída a Ministra do polo passivo, os autos foram devolvidos ao juízo de origem para prosseguimento.
Court Disposition
Ilegitimidade passiva da Ministra da Saúde reconhecida; competência do STJ declinada; autos devolvidos ao juízo de origem.
Orders
- Declaro a ilegitimidade passiva da Ministra da Saúde.
- Determino a devolução dos autos à 10ª Vara Federal Cível da SSJ de Belo Horizonte para o julgamento do feito.
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