REsp 1614921 - ACORDAO
A adjudicação de bem penhorado em execução realizada antes do deferimento do processamento da recuperação judicial constitui ato processual perfeito e acabado, não sujeito aos efeitos da recuperação judicial; assim, a competência para atos posteriores é do juízo da execução e não do juízo da recuperação judicial. Além disso, a agravante não cumpriu o ônus de afrontar especificamente os fundamentos da decisão agravada (violação do princípio da dialeticidade) e faltou prequestionamento quanto a determinados dispositivos invocados, o que impede o conhecimento do recurso especial em parte das alegações.
- Parties
- Agravante: ENERGÉTICA BRASILÂNDIA LTDA. e OUTRAS; Agravada: parte agravada
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 19 September 2025
- Procedural Posture
- Agravo Interno / Julgamento Colegiado Decisão Final (agravo Interno Desprovido)
- Outcome
- Agravo interno desprovido
- Legal Topics
- Competência Do Juízo, Adjudicação De Bem Penhorado, Essencialidade De Bens, Prequestionamento, Dialeticidade Recursal
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
ENERGÉTICA BRASILÂNDIA LTDA. e OUTRAS
Agravante
parte agravada
Agravada
Procedural Posture
Agravo Interno / Julgamento Colegiado Decisão Final (agravo Interno Desprovido)
Legal Issues
- 1 Se a competência para decidir sobre a essencialidade de bens adjudicados antes do ajuizamento da recuperação judicial é do juízo da recuperação judicial, considerando a entrada em vigor da Lei n. 14.112/2020
- 2 Se a adjudicação anterior ao deferimento do processamento da recuperação judicial sofre os efeitos da recuperação judicial or se constitui ato processual perfeito e acabado
- 3 Se houve prequestionamento dos dispositivos legais invocados pela recorrente e se é cabível recurso especial fundado em violação de súmula
Ratio Decidendi
A adjudicação de bem penhorado em execução realizada antes do deferimento do processamento da recuperação judicial constitui ato processual perfeito e acabado, não sujeito aos efeitos da recuperação judicial; assim, a competência para atos posteriores é do juízo da execução e não do juízo da recuperação judicial. Além disso, a agravante não cumpriu o ônus de afrontar especificamente os fundamentos da decisão agravada (violação do princípio da dialeticidade) e faltou prequestionamento quanto a determinados dispositivos invocados, o que impede o conhecimento do recurso especial em parte das alegações.
Court Disposition
Agravo interno desprovido
Orders
- Negar provimento ao agravo interno
- Manter a decisão agravada que considerou a adjudicação como ato perfeito e acabado e afastou os efeitos da recuperação judicial sobre o bem adjudicado
Full Case Text
Judgment text and source record
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