CC 207972 - DECISAO
Conhecer do conflito e declarar que a Execução Penal n. 0005745-16.2019.8.16.0117 compete ao Juízo de Direito da Vara Criminal, Família e Sucessões, Infância e Juventude e Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Medianeira - PR, com fundamento no art. 65 da Lei de Execução Penal e na jurisprudência...
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- Parties
- Suscitante: Juízo de Direito da Vara Criminal, Família e Sucessões, Infância e Juventude e Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Medianeira - PR; Suscitado: Juízo de Direito da Vara Criminal de Brusque - SC; Interessado: MAYCON PEREIRA RODRIGUES
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 18 September 2024
- Procedural Posture
- Conflito Negativo De Competência / Conhecimento Do Conflito E Declaração De Competência (decisão)
- Outcome
- Conflito conhecido. Declara-se a competência ao Juízo de Direito da Vara Criminal, Família e Sucessões, Infância e Juventude e Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Medianeira - PR (suscitante).
- Legal Topics
- Competência Para Execução Da Pena, Transferência Da Execução Penal, Consulta Prévia Ao Juízo De Destino, Aplicação Do Art. 65 Da Lei De Execução Penal
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Parties
Juízo de Direito da Vara Criminal, Família e Sucessões, Infância e Juventude e Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Medianeira - PR
Suscitante
Juízo de Direito da Vara Criminal de Brusque - SC
Suscitado
MAYCON PEREIRA RODRIGUES
Interessado
Procedural Posture
Conflito Negativo De Competência / Conhecimento Do Conflito E Declaração De Competência (decisão)
Legal Issues
- 1 Definir o juízo competente para a execução da pena imposta ao interessado
- 2 Se o cumprimento do mandado de prisão em comarca diversa desloca a competência da execução penal
- 3 Necessidade de prévia consulta ao juízo de destino acerca de vagas no sistema prisional para transferência da execução
Ratio Decidendi
Conhecer do conflito e declarar que a Execução Penal n. 0005745-16.2019.8.16.0117 compete ao Juízo de Direito da Vara Criminal, Família e Sucessões, Infância e Juventude e Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Medianeira - PR, com fundamento no art. 65 da Lei de Execução Penal e na jurisprudência do STJ de que o cumprimento do mandado de prisão em comarca diversa não desloca a competência originária, e observando que eventual transferência exige prévia consulta ao juízo de destino sobre disponibilidade de vagas.
Court Disposition
Conflito conhecido. Declara-se a competência ao Juízo de Direito da Vara Criminal, Família e Sucessões, Infância e Juventude e Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Medianeira - PR (suscitante).
Orders
- Conheço do conflito.
- Declaro que a Execução Penal n. 0005745-16.2019.8.16.0117 compete ao Juízo de Direito da Vara Criminal, Família e Sucessões, Infância e Juventude e Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Medianeira - PR.
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DECISÃO Cuida-se de conflito negativo de competência instaurado pelo Juízo de Direito da Vara Criminal, Família e Sucessões, Infância e Juventude e Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Medianeira - PR, o suscitante, e o Juízo de Direito da Vara Criminal de Brusque - SC, o suscitado. O núcleo da controvérsia consiste em definir o Juízo competente para a execução de pena imposta ao interessado MAYCON PEREIRA RODRIGUES, na Execução Penal n. 0005745-16.2019.8.16.0117 (número no Juízo suscitante). O interessado foi condenado pelo Juízo de Direito da Vara Criminal, Família e Sucessões, Infância e Juventude e Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Medianeira - PR, à pena privativa de liberdade de 2 anos e 8 meses de reclusão, no regime prisional fechado. Considerando a suspensão do feito em razão da fuga do apenado, o Juízo suscitante declinou da competência para a Vara de Execuções Penais de Foz do Iguaçu, o qual, diante da notícia de que o mandado de prisão foi cumprido na comarca do Brusque/SC, declinou da sua competência para a Vara de Execuções Penais de Brusque - SC (fl. 159). O Juízo de Direito da Vara Criminal de Brusque - SC, o suscitado, por sua vez não acolheu a competência, determinando a devolução da PEC à comarca de origem, considerando ser o local da condenação, tendo destacado que "o cumprimento do mandado de prisão em comarca diversa da condenação, por si só, não desloca a competência da execução penal" (fl. 166). De outro lado, o Juízo de Direito da Vara Criminal, Família e Sucessões, Infância e Juventude e Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Medianeira - PR, suscitou o presente conflito, considerando que o apenado encontra-se recolhido na Unidade Prisional Avançada de Brusque/SC, tendo indicado como domicílio onde reside com a família, a Comarca do Brusque/SC. No Superior Tribunal de Justiça - STJ, os autos foram remetidos ao Ministério Público Federal, o qual emitiu parecer que recebeu o seguinte sumário: "CONFLITO DE COMPETÊNCIA. EXECUÇÃO PENAL. COMPETÊNCIA PARA A EXECUÇÃO, EM REGRA, DO JUÍZODA CONDENAÇÃO. JUÍZO SUSCITADO APENASIMPLEMENTOU A PRISÃO EM RAZÃO DE MANDADO DEPRISÃO EXPEDIDO PELO JUÍZO SUSCITANTE. CONHECIMENTO DO CONFLITO. COMPETÊNCIA DO JUÍZOSUSCITANTE. - No caso em análise, o apenado não está cumprindo pena no estado de Santa Catarina, encontrando-se custodiado na referida unidade federativa apenas em razão de mandado de prisão expedido pelo Juízo Suscitante. - Aplica-se ao presente caso o entendimento desse Superior Tribunal de Justiça no sentido de que "o simples fato de o condenado estar preso em comarca diversa daquela competente para a execução da sentença, em cumprimento de mandado de prisão preventiva expedido por outro Juízo, não constitui causa legal de deslocamento da competência originária para a execução da pena." (CC 148.926/RS, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, Terceira Seção, julgado em 28/9/2016, DJe 27/10/2016.) - Parecer pelo conhecimento do conflito, para declarar que a competência do Juízo Suscitante." (fl. 240) É o relatório. Decido. O presente conflito de competência deve ser conhecido, por se tratar de incidente instaurado entre juízos vinculados a Tribunais distintos, nos termos do art. 105, inciso I, alínea d, da Constituição Federal - CF. Conforme já relatado, o núcleo da controvérsia consiste em identificar o Juízo competente para a execução de pena imposta ao interessado MAYCON PEREIRA RODRIGUES, na Execução Penal n. 0005745-16.2019.8.16.0117 (número no Juízo suscitante). No caso dos autos, é incontroverso que o interessado foi condenado pelo Juízo de Direito da Vara Criminal, Família e Sucessões, Infância e Juventude e Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Medianeira - PR, à pena privativa de liberdade de 2 anos e 8 meses de reclusão, no regime prisional fechado. Todavia, o apenado permaneceu foragido, somente tendo sido cumprido o mandado de prisão em 23/6/2024, na Comarca do Brusque/SC, tendo sido encaminhado ao Presídio Regional de Brusque (fl. 166). Quanto ao ponto, a Lei de Execução Penal (Lei n. 7.210/84) determina em seu art. 65 que a execução da pena competirá ao Juiz indicado na lei local de organização judiciária e, na sua ausência, ao da sentença condenatória. Ademais, é certo que, em se tratando de pena privativa de liberdade, o fato de o condenado ter fugido e sido recapturado em outra unidade federativa não constitui causa legal de deslocamento de competência originária para a execução da pena. Nesse sentido, confiram-se os seguintes julgados: AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. FIXAÇÃO DA COMPETÊNCIA. JUÍZO DA CONDENAÇÃO. ALTERAÇÃO DE DOMICÍLIO. DESNECESSIDADE DE TRANSFERÊNCIA DA EXECUÇÃO PENAL. DELEGAÇÃO DE MEROS ATOS DE FISCALIZAÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL NÃO PROVIDO. 1. Há muito se firmou jurisprudência nesta Corte Superior no sentido de que, nas penas restritivas de direito, bem como nas penas privativas de liberdade, a competência para a execução penal cabe ao Juízo da condenação, sendo deprecada ao Juízo do domicílio do apenado, quando for o caso, somente a supervisão e acompanhamento do cumprimento da pena determinada, inexistindo deslocamento de competência. 2. A competência permanece com o Juízo responsável pela condenação (Santa Catarina), sendo somente deprecada ao Juízo do domicílio da sentenciada (Rio Grande do Sul) a fiscalização do cumprimento da pena. 3. Agravo regimental desprovido. (AgRg no CC n. 198.927/RS, relator Ministro Ribeiro Dantas, Terceira Seção, julgado em 25/10/2023, DJe de 31/10/2023.) CONFLITO NEGATIVO DE COMPETÊNCIA. CUMPRIMENTO DE MANDADO DE PRISÃO EM COMARCA DIVERSA DA CONDENAÇÃO. COMPETÊNCIA DO JUÍZO DA EXECUÇÃO DO LOCAL DA SENTENÇA CONDENATÓRIA. INAPLICABILIDADE DA SÚMULA N. 192 DO SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA - STJ. TRANSFERÊNCIA CONDICIONADA À CONSULTA PRÉVIA SOBRE EXISTÊNCIA DE VAGAS NO SISTEMA PRISIONAL. COMPETÊNCIA DE TERCEIRO JUÍZO ESTRANHO AO CONFLITO 1. O presente conflito negativo de competência deve ser conhecido, por se tratar de incidente instaurado entre juízos vinculados a Tribunais distintos, nos termos do art. 105, inciso I, alínea "d" da Constituição Federal - CF. 2 Conforme consolidada jurisprudência do STJ, o fato de o condenado ter sido preso em Comarca diversa, em cumprimento a mandado de prisão expedido pelo Juiz prolator da sentença penal condenatória, não constitui causa legal de deslocamento de competência para a execução da pena. Precedentes: AgRg no CC n. 172.429/SC, relator Ministro Sebastião Reis Júnior, Terceira Seção, DJe de 27/11/2020; e CC 161.783/DF, Rel. Ministra Laurita Vaz, Terceira Seção, DJe 14/12/2018. 3. Na espécie, o apenado foi preso em estabelecimento prisional do Estado de Goiás apenas em razão do cumprimento do mandado de prisão expedido pelo Juízo Federal da 4ª Vara de Foz do Iguaçu - SJ/PR. Nesse contexto, é incabível a invocação do enunciado n. 192 da Súmula do STJ para manter o reeducando custodiado em presídio localizado em ente federativo diverso do local de condenação. Precedente: CC 156.747/BA, Terceira Seção, de minha relatoria, DJe 11/5/2018. 4. A fuga ou mudança voluntária de domicílio não constituem causas legais de deslocamento de competência para a execução da pena, sendo indispensável a transferência legal, com consulta prévia ao Juízo de destino acerca da existência de vagas no sistema prisional. Precedentes: AgRg no CC n. 189.921/SC, relator Ministro Rogerio Schietti Cruz, Terceira Seção, DJe de 21/9/2022; e AgRg no CC n. 137.281/MT, relator Ministro Nefi Cordeiro, Terceira Seção, DJe de 2/10/2015. 5. Na ausência de presídio federal para a execução da pena privativa de liberdade imposta pelo Juízo Federal da 4ª Vara de Foz do Iguaçu - SJ/PR, compete à Justiça do Estado do Paraná executá-la. A jurisprudência do STJ tem admitido a declaração de competência de terceiro juízo, estranho ao conflito. Precedentes: AgRg no CC n. 196.475/SP, relator Ministro Antonio Saldanha Palheiro, Terceira Seção, DJe de 21/6/2023, CC n. 163.420/PR, de minha relatoria, Terceira Seção, DJe de 1/6/2020 e CC n. 145.424/SP, relator Ministro Ribeiro Dantas, Terceira Seção, DJe de 26/4/2016. 6. Conflito conhecido para declarar que a execução da pena do interessado compete ao Juízo de Direito designado para as execuções penais da Comarca de Foz do Iguaçu/PR, conforme lei de organização judiciária do Estado do Paraná. (CC n. 199.799/PR, de minha relatoria, Terceira Seção, da minha relatoria, DJe de 20/10/2023.) Ademais, "a jurisprudência desta Corte firmou a compreensão de que a transferência da execução da pena não pode ser determinada de maneira unilateral: é necessária a prévia consulta ao juízo para o qual o sentenciado pretende ser transferido, notadamente a fim de se verificar a disponibilidade de vagas ou de condições adequadas para o cumprimento da reprimenda no sistema prisional local"(AgRg no CC 150.563/CE, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, TERCEIRA SEÇÃO, DJe 2/10/2018). Na mesma linha, vejam-se, também, os seguintes julgados cujas ementas seguem transcritas: CONFLITO DE COMPETÊNCIA. EXECUÇÃO PENAL. JUÍZO INDICADO NA LEI LOCAL DE ORGANIZAÇÃO JUDICIÁRIA OU JUÍZO DA CONDENAÇÃO. INCIDÊNCIA DO ART. 65 DA LEI DE EXECUÇÕES PENAIS - LEP. MUDANÇA VOLUNTÁRIA DE DOMICÍLIO. NECESSIDADE DE PRÉVIA CONSULTA AO JUÍZO DE DESTINO. AUSÊNCIA DE VAGAS NO REGIME SEMIABERTO E INSUFICIÊNCIA DE TORNOZELEIRAS ELETRÔNICAS. FUNDAMENTAÇÃO IDÔNEA PARA O NÃO RECEBIMENTO DO APENADO. 1. O presente conflito de competência deve ser conhecido, por se tratar de incidente instaurado entre juízos vinculados a Tribunais distintos, nos termos do art. 105, inciso I, alínea d, da Constituição Federal - CF. 2. "Inexistindo vaga, na localidade de domicílio do reeducando, no regime em que se encontra em cumprimento de pena, tanto a execução quanto a fiscalização da reprimenda devem ser mantidas com o Juízo originário da Execução" (CC 148.441/DF, Rel. Ministro NEFI CORDEIRO, TERCEIRA SEÇÃO, DJe 17/8/2017). 3. A fiscalização da execução por meio de carta precatória - medida cabível nos casos de pena restritiva de direitos em substituição à pena privativa de liberdade - não se aplica ao caso dos autos, porquanto o apenado não fez jus à aludida substituição, conforme extrai-se da sentença condenatória. Em se tratando de cumprimento de pena privativa de liberdade, inviável impor ao Juízo de destino o ônus de disponibilizar vaga no regime semiaberto ou tornozeleira eletrônica, uma vez que informou não possuir estrutura suficiente sequer para os presos que foram condenados naquela unidade federativa. Inaceitável a transferência compulsória da execução criminal sem que tenha sido feita prévia consulta ao Juízo de destino e também não é o caso de obrigá-lo a fiscalizar o cumprimento de pena privativa de liberdade em regime semiaberto mediante uso de monitoramento eletrônico, se carente de tal aparato. Precedente: "No caso, o suscitado destacou a deficiência estrutural do sistema carcerário da Comarca de Goiânia - GO, que nem sequer dispõe de tornozeleira eletrônica para implementar o início da execução penal, o que, a priori, justifica a inviabilidade de transferência do condenado" (AgRg no CC 150.563/CE, Rel. Ministro ROGERIO SCHIETTI CRUZ, TERCEIRA SEÇÃO, 2/10/2018). 4. Conflito conhecido para declarar a competência do Juízo de Direito da Vara de Execução em Meio Fechado e Semiaberto de Rolândia - PR, o suscitante. (CC 172.278/PR, de minha relatoria, TERCEIRA SEÇÃO, DJe 18/08/2020) AGRAVO REGIMENTAL NO CONFLITO DE COMPETÊNCIA. EXECUÇÃO DA PENA. EXECUÇÃO COM TRÂMITE NO ESTADO DO PIAUÍ. APENADO PRESO NO DISTRITO FEDERAL. AUSÊNCIA DE CAUSA LEGAL PARA TRANSFERÊNCIA DA EXECUÇÃO PENAL. FAMILIARES NO JUÍZO DE DESTINO. PRÉVIA CONSULTA. NECESSIDADE. COMPETÊNCIA DO JUÍZO ORIGINÁRIO DA EXECUÇÃO. AGRAVO REGIMENTAL DESPROVIDO. I - A prisão do apenado em localidade diversa daquela de onde originou o processo de execução penal não constitui causa legal de deslocamento de competência originária para a execução da pena, nos termos do art. 86 da LEP. II - A Terceira Seção se firmou no sentido de que a transferência de preso para localidade próximo de seus familiares para fins de facilitação do processo de ressocialização, depende de prévia consulta ao Juízo de destino. (CC 117.561/RS, Terceira Seção, Rel. Min. Marco Aurélio Bellize, DJe de 11/06/2012 e CC 118.710/SP, Terceira Seção, Rel. Min. Og Fernandes, DJe de 23/11/2012). Agravo regimental desprovido. (AgRg no CC 182.840/DF, Rel. Ministro JESUÍNO RISSATO - DESEMBARGADOR CONVOCADO DO TJDFT - TERCEIRA SEÇÃO, DJe 03/11/2021). Como se vê, a transferência da execução da pena não pode ser determinada de maneira unilateral, sendo necessária a prévia consulta ao Juízo de destino, notadamente para se verificar a disponibilidade de vagas no sistema prisional local. Ante o exposto, conheço do conflito para declarar que a Execução Penal n. 0005745-16.2019.8.16.0117 compete ao Juízo de Direito da Vara Criminal, Família e Sucessões, Infância e Juventude e Juizado Especial Cível, Criminal e da Fazenda Pública de Medianeira - PR, o suscitante. Publique-se. Intimem-se. EMENTA