REsp 2113972 - ACORDAO
Havendo orientação consolidada do Superior Tribunal de Justiça no sentido de delegar à Justiça Estadual a competência para execução de pena imposta pela Justiça Federal em regime semiaberto, tal delegação se opera independentemente do recolhimento físico do apenado em estabelecimento prisional estadual; a Resolução n. 474/2022 do CNJ, ao prever a intimação do condenado para apresentação voluntária antes da expedição de mandado de prisão, reforça essa orientação, inexistindo divergência jurisprudencial suficiente para conhecer do recurso especial, de modo que o agravo regimental deve ser desprovido.
- Parties
- Agravante: Marcus Afrânio Dias Ricardo
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 25 August 2025
- Procedural Posture
- Agravo Regimental Em Execução Penal / Julgamento Do Agravo Regimental Após Decisão Que Não Conheceu Do Recurso Especial
- Outcome
- Agravo regimental desprovido
- Legal Topics
- Competência Para Execução De Pena, Prisão Domiciliar, Monitoramento Eletrônico, Súmula 192 Do STJ, Resolução N. 474/2022 Do CNJ
Case Brief
Summary, issues, holding and outcome
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Parties
Marcus Afrânio Dias Ricardo
Agravante
Procedural Posture
Agravo Regimental Em Execução Penal / Julgamento Do Agravo Regimental Após Decisão Que Não Conheceu Do Recurso Especial
Legal Issues
- 1 Se a competência para a execução de pena imposta pela Justiça Federal em regime semiaberto harmonizado com prisão domiciliar e monitoramento eletrônico deve ser delegada à Justiça Estadual ou permanecer com a Justiça Federal
- 2 Aplicabilidade da Súmula n. 192 do STJ em casos de cumprimento de pena em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico
- 3 Efeito da Resolução n. 474/2022 do CNJ quanto à expedição de mandado de prisão para cumprimento de pena em regime semiaberto
Ratio Decidendi
Havendo orientação consolidada do Superior Tribunal de Justiça no sentido de delegar à Justiça Estadual a competência para execução de pena imposta pela Justiça Federal em regime semiaberto, tal delegação se opera independentemente do recolhimento físico do apenado em estabelecimento prisional estadual; a Resolução n. 474/2022 do CNJ, ao prever a intimação do condenado para apresentação voluntária antes da expedição de mandado de prisão, reforça essa orientação, inexistindo divergência jurisprudencial suficiente para conhecer do recurso especial, de modo que o agravo regimental deve ser desprovido.
Court Disposition
Agravo regimental desprovido
Orders
- Negar provimento ao agravo regimental.
Full Case Text
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