REsp 2162137 - DECISAO

REsp 2162137 - DECISAO

Com base no entendimento vinculante do STF no RE 607.886 e na interpretação do art. 157, I, da CF conjuntamente com dispositivos do CTN, o STJ concluiu que a competência para lavrar o lançamento e proceder à cobrança do IR incidente na fonte sobre rendimentos pagos pelo Estado de Pernambuco é do próprio Estado, de modo que o auto de infração lavrado pela Receita Federal é nulo; assim, conheceu-se em parte do recurso especial e negou-se provimento ao apelo da Fazenda Nacional.

Parties
Recorrente: FAZENDA NACIONAL
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
24 September 2025
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça
Outcome
Conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento.
Legal Topics
Competência Tributária Ativa, Imposto De Renda Retido Na Fonte, Lançamento Tributário, Nulidade Do Auto De Infração, Abono De Permanência, Verba De Representação, Repartição De Receitas

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Parties

FAZENDA NACIONAL

Recorrente

Procedural Posture

Recurso Especial / Decisão De Mérito No Superior Tribunal De Justiça

  1. 1 Quem tem competência para lavrar auto de infração relativo ao IRRF incidente sobre rendimentos pagos por Estado federado
  2. 2 Natureza indenizatória das verbas (abono de permanência e verba de representação) e sua tributação
  3. 3 Prescrição intercorrente nas cobranças administrativas fiscais

Ratio Decidendi

Com base no entendimento vinculante do STF no RE 607.886 e na interpretação do art. 157, I, da CF conjuntamente com dispositivos do CTN, o STJ concluiu que a competência para lavrar o lançamento e proceder à cobrança do IR incidente na fonte sobre rendimentos pagos pelo Estado de Pernambuco é do próprio Estado, de modo que o auto de infração lavrado pela Receita Federal é nulo; assim, conheceu-se em parte do recurso especial e negou-se provimento ao apelo da Fazenda Nacional.

Court Disposition

Conheço em parte do recurso especial e nego-lhe provimento.

Orders

  • Recurso especial conhecido em parte e negado provimento.
  • Majoro, em desfavor da parte recorrente, em 10% o valor já arbitrado a título de honorários sucumbenciais, nos termos do art. 85, § 11, do CPC/2015, observados os limites aplicáveis.