REsp 1997770 - ACORDAO
Negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem corretamente reconheceu a legitimidade passiva das recorrentes em razão da mora contratual, aplicou o prazo prescricional decenal previsto no art. 205 do Código Civil por se tratar de responsabilidade contratual, considerou que os entraves alegados eram previsíveis e não excludentes de responsabilidade (não caracterizando caso fortuito/força maior), aplicou a cláusula penal contratual de 10% prevista na cláusula 17.0 e fixou os juros de mora desde a citação nos termos do art. 405 do Código Civil; por fim, manteve-se a majoração dos honorários sucumbenciais para 12% nos termos do art. 85, §11, do CPC.
- Parties
- Recorrente: ALPHAVILLE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA; Recorrente: MMV INCORPORAÇÕES LTDA; Recorrido: LUCIANO CESAR DE SOUZA; Recorrido: CHRISTIANE SALES REIS DE SOUZA
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 November 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Acórdão Julgamento Em Sessão Virtual (quarta Turma)
- Outcome
- recurso especial desprovido
- Legal Topics
- Compra E Venda De Imóvel, Atraso Na Entrega De Obras De Infraestrutura, Multa Contratual, IPTU, Juros De Mora, Honorários Advocatícios, Prescrição
Case Brief
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Parties
ALPHAVILLE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS EMPREENDIMENTOS IMOBILIÁRIOS LTDA
Recorrente
MMV INCORPORAÇÕES LTDA
Recorrente
LUCIANO CESAR DE SOUZA
Recorrido
CHRISTIANE SALES REIS DE SOUZA
Recorrido
Procedural Posture
Recurso Especial / Acórdão Julgamento Em Sessão Virtual (quarta Turma)
Legal Issues
- 1 ilegitimidade passiva da MMV Incorporações Ltda
- 2 prazo prescricional aplicável (decenal vs trienal)
- 3 mora contratual e exclusão de caso fortuito/força maior
Ratio Decidendi
Negou-se provimento ao recurso especial porque o Tribunal de origem corretamente reconheceu a legitimidade passiva das recorrentes em razão da mora contratual, aplicou o prazo prescricional decenal previsto no art. 205 do Código Civil por se tratar de responsabilidade contratual, considerou que os entraves alegados eram previsíveis e não excludentes de responsabilidade (não caracterizando caso fortuito/força maior), aplicou a cláusula penal contratual de 10% prevista na cláusula 17.0 e fixou os juros de mora desde a citação nos termos do art. 405 do Código Civil; por fim, manteve-se a majoração dos honorários sucumbenciais para 12% nos termos do art. 85, §11, do CPC.
Court Disposition
recurso especial desprovido
Orders
- negar provimento ao recurso especial
- majorar os honorários sucumbenciais para 12% sobre o valor da condenação
Full Case Text
Judgment text and source record
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