REsp 2173780 - DECISAO
Conheceu-se do recurso especial e deu-se provimento com fundamento na Súmula 568 do STJ para restabelecer a decisão de primeiro grau que determinou a anotação das penas individualmente consideradas e a aplicação do cúmulo material (art.69 CP) para fins estritos de análise dos benefícios da execução penal (progressão de regime), respeitando-se, para fins de limite máximo de cumprimento, o total unificado constante no título executivo, porquanto a Corte estadual incorreu em construir regime híbrido não previsto pelo Código Penal e a decisão de primeiro grau, mais favorável ao réu, não foi impugnada pelo Ministério Público anteriormente, de modo que sua alteração implicaria reformatio in pejus.
- Parties
- Apelante: MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS; Órgão De Defesa/recorrida: DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL
- Court
- Superior Tribunal de Justiça
- Jurisdiction
- Brazil
- Judgment Date
- 17 July 2025
- Procedural Posture
- Recurso Especial / Decisão (julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça)
- Outcome
- Recurso especial conhecido e provido
- Legal Topics
- Concurso De Crimes, Cúmulo Formal, Cúmulo Material, Progressão De Regime, Coisa Julgada, Reformatio in Pejus
Case Brief
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Parties
MINISTÉRIO PÚBLICO DO DISTRITO FEDERAL E TERRITÓRIOS
Apelante
DEFENSORIA PÚBLICA DO DISTRITO FEDERAL
Órgão De Defesa/recorrida
Procedural Posture
Recurso Especial / Decisão (julgamento Pelo Superior Tribunal De Justiça)
Legal Issues
- 1 possibilidade de cisão do concurso formal para fins de progressão de regime
- 2 vedação à combinação simultânea dos regimes do art.69 e do art.70 do Código Penal (criação de regime híbrido)
- 3 respeito ao limite máximo da pena constante no título executivo
Ratio Decidendi
Conheceu-se do recurso especial e deu-se provimento com fundamento na Súmula 568 do STJ para restabelecer a decisão de primeiro grau que determinou a anotação das penas individualmente consideradas e a aplicação do cúmulo material (art.69 CP) para fins estritos de análise dos benefícios da execução penal (progressão de regime), respeitando-se, para fins de limite máximo de cumprimento, o total unificado constante no título executivo, porquanto a Corte estadual incorreu em construir regime híbrido não previsto pelo Código Penal e a decisão de primeiro grau, mais favorável ao réu, não foi impugnada pelo Ministério Público anteriormente, de modo que sua alteração implicaria reformatio in pejus.
Court Disposition
Recurso especial conhecido e provido
Orders
- Restabelecer a decisão de primeiro grau que determinou a anotação das penas individualmente consideradas e a aplicação do cúmulo material (art.69 do Código Penal) para fins de análise dos benefícios da execução penal, respeitando-se, para fins de limite máximo de cumprimento, o total unificado previsto no título...
- Publicar-se.
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