RMS 75566 - ACORDAO

RMS 75566 - ACORDAO

Negou-se provimento ao recurso porque não é possível estender a terceiros os efeitos de decisões judiciais proferidas em mandados de segurança individuais que anularam questões do concurso; o subitem 17.8 do edital, que prevê atribuição de pontos a todos os candidatos, rege-se no âmbito dos recursos administrativos perante a banca e não obriga atribuição de pontuação quando a nulidade decorre de decisões judiciais individuais, em razão dos limites subjetivos da coisa julgada (art. 506 CPC) e da observância dos prazos decadenciais (art. 23, Lei 12.016/2009).

Parties
Impetrante/recorrente: Jocemir de Bastos Pitanga; Recorrido: Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro
Court
Superior Tribunal de Justiça
Jurisdiction
Brazil
Judgment Date
07 May 2025
Procedural Posture
Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Julgamento Acórdão Da Segunda Turma (sessão Virtual)
Legal Topics
Concurso Público, Mandado De Segurança, Coisa Julgada, Decadência, Princípio Da Isonomia, Nulidade De Questões De Prova

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Parties

Jocemir de Bastos Pitanga

Impetrante/recorrente

Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro

Recorrido

Procedural Posture

Recurso Ordinário Em Mandado De Segurança / Julgamento Acórdão Da Segunda Turma (sessão Virtual)

  1. 1 Possibilidade de extensão dos efeitos de mandados de segurança individuais favoráveis a terceiros
  2. 2 Aplicabilidade do subitem 17.8 do edital quando questões são anuladas por decisão judicial
  3. 3 Limites subjetivos da coisa julgada (efeitos erga omnes)

Ratio Decidendi

Negou-se provimento ao recurso porque não é possível estender a terceiros os efeitos de decisões judiciais proferidas em mandados de segurança individuais que anularam questões do concurso; o subitem 17.8 do edital, que prevê atribuição de pontos a todos os candidatos, rege-se no âmbito dos recursos administrativos perante a banca e não obriga atribuição de pontuação quando a nulidade decorre de decisões judiciais individuais, em razão dos limites subjetivos da coisa julgada (art. 506 CPC) e da observância dos prazos decadenciais (art. 23, Lei 12.016/2009).